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Vanessa/Female/21-25. Lives in Brazil/Rio Grande do Sul/Porto Alegre/Higienopolis, speaks Portuguese and English. Spends 20% of daytime online. Uses a Slower (28.8k-) connection. And likes Escrever/Ler.
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Desde 25 de Agosto foram...
[AD-SIZE][AD-SIZE] Heiter Lampert não usa esse pseudônimo para se esconder de alguém,nem tampouco procura manter-se no anonimato,escolheu lançar mão desse expediente porque cansou de ver as pessoas usando seu nome em vão. 24 anos,trancou o curso de jornalismo,mas não deixou de escrever nem por um minuto. Doadora de sangue,não bebe,não fuma e não usa nada que possa estragar o precioso líquido vermelho que corre em suas veias. E-mail de Heiter Lampert.

Sábado, Maio 31, 2003


Eu estou com sono e muito cansada, meu cérebro está operando em slow motion, por isso abstenho-me de qualquer outro post hoje, pelo bem dos meus leitores. Nem sei se esse aí de baixo ficou bom, não revisei, depois conserto qualquer erro eventual. E devia ter colocado a outra foto, mas achei que poderia passar a imagem de um gato preguiçoso, folgado e emburrado, o que, de maneira nenhuma corresponde à realidade..hehehehe...



Parabéns, Gatinho!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Hoje, dia 31 de Maio, o Nermal faz 13 anos. Crescemos juntos praticamente, já que quando ele nasceu eu tinha dez anos de idade... é um grande pequeno amigo, me faz companhia, conversa comigo, me ouve, me anima, ainda brincamos juntos, ele é muito alegre e ágil, nem parece a idade que tem... além de ser lindo, é claro. E genioso, como qualquer gato, como eu também e por isso nos damos tão bem, eu já comentei o quanto me sinto próxima aos felinos, a sensibilidade, a independência, a sinceridade, a necessidade de espaço de vez em quando, até alguns comportamentos antisociais, ariscos. O Nermal sempre foi o bebê da casa, todo mundo paparicava ele, eu dava mais atenção para a Lady, por achar que ela ficava meio de lado às vezes (embora ela mesma não se importasse com isso). Quando ela adoeceu, comecei a cuidar mais dele para ela não se preocupar, assim que ela morreu eu praticamente o adotei, ele estava deprimido e teve que ser medicado, daí em diante nos tornamos ainda mais próximos e amigos. Ele vive perto de mim, onde eu estou ele também está, me manda dormir, me acorda, e às vezes dorme aos meus pés, no edredom. Agora mesmo estou na sala escrevendo e ele na cadeira ao lado, dormindo. Daqui a pouco acorda, começa a miar e subir no teclado, não descansa enquanto não desligo o computador e vou para o quarto. Quando ele tinha um mês mais ou menos teve um problema no olho esquerdo e era o único que ficava sozinho, so canto da caixa, enquanto os outros gatinhos brincavam. Fomos vendendo um a um, mas não podíamos mostrá-lo a ninguém porcausa do olhinho inflamado, acabava ficando escondido...e assim os meses foram se passando e a gente foi se apegando àquele bichinho. Quando finalmente sarou, meu irmão decidiu ficar com ele, aí ele foi ficando, ficando, ficando...meu irmão saiu de casa e ele continuou aqui, já era da família. Agora, treze anos depois, é parte da família, da casa, da minha vida, da minha história, parte de mim. Temos uma boa sintonia, ele sabe como estou só de olhar para mim. Quem não tem gato, não gosta de gato ou nunca conviveu com gato não entende do que estou falando e pode até achar que sou maluca, mas quem conhece esses felinos sabe exatamente o que eu quero dizer. Aliás, já disse isso e torno a repetir, quem não gosta de gato não gosta de mim e quem gosta de mim gosta de gatos, ainda que não saiba disso.

Eu o vi nascer. Como em todos os partos da Lady eu fiquei ao lado dela, cantando uma musiquinha suave e dando um apoio moral... ela não gostava de ficar sozinha nesses momentos e a música sempre foi fundamental para tranquilizá-la, aliás, nunca vi um gato que gostasse tanto de música, tanto que na época em que ficou doente passava o dia inteiro em frente ao rádio... inclusive foi algo que me lembrei na hora em que ela estava morrendo: pedi a minha mãe que trouxesse o rádio, estava tocando um hino bem antigo, da Igreja Batista, lindo, que falava de entrega a Deus, de entregar a vida a Cristo, o côro diz "Tudo entregarei, tudo entregarei, sim por ti Jesus bendito, tudo deixarei", o arranjo era lindo, com violinos, bem do jeito que ela gostava... e assim ela foi, tranquila, para o céu dos gatos. O Nermal estava dormindo na minha cama, não viu, eu só o deixei vir para a sala depois que o corpo já não estava mais aqui, mas ele sabia. Desde o dia anterior ele sabia....aliás, desde quando ela parou de andar ele começou a ficar deprimido. Assim como estive o tempo todo ao lado da Lady durante a doença e a morte, fiquei também ao lado dele para que ele se recuperasse... demorou menos do que a veterinária previa e hoje ele vive a vidinha dele feliz e de forma bem agitada, brigando com a Bianca, brincando comigo e com a minha sobrinha (ele ama essa menina), comendo ração e dormindo bastante.

Ok, eu sei que para esse assunto tenho o Gateira, aliás, vou postar esse mesmo texto lá (com outra foto, muito engraçada, passem para conferir), mas hoje é uma data especial, aniversário dele, então abro essa exceção aqui porque afinal de contas, falar do Nermal é falar da minha vida e é exatamente para isso que existe esse blog, não?




Sexta-feira, Maio 30, 2003


Para encerrar:
"Xiiii, são 2:10 da madrugada e a mamãe está me chamando para dormir, dizendo 'Vanessa, anda logo, escreve logo!' (28-11-1990)"
Hehehe....certas coisas nunca mudam...



É claro que tinha coisa para postar hoje (além desses recortes e colagens que fiz aqui), mas é que estou sem óculos (não consegui os trinta Reais, ê, pobreza) e em uma tentativa de escrever um pouco mais naquele livro, acabei dormindo (era umas dez da noite) e acordei agora, ainda sonolenta. Pretendo deitar e dormir mais, porque ainda que não pareça, eu adoro dormir, sonhar e ter ótimas idéias para histórias e maluquices que gosto de escrever sem compromisso. Sem contar que hoje estou feliz, alegre e saltitante, absolutamente sem motivo, como só eu consigo ficar em dias que têm tudo para terminar com lamúrias e tristeza. Não tirei o aparelho, mas o orto disse que não dá para passar de Junho. Aliás, ele não disse bem isso, mas é isso, depois explico. E paro por aqui porque posts felizes são muito entediantes. Não que eu não goste de estar feliz, mas é que teria que explicar o processo interior que me levou a esse estado estranho de espírito e não tenho como fazer isso agora. Antes que alguém me pergunte, ainda estou tossindo, a cabeça está doendo, os olhos reclamam a falta de óculos, minha gengiva está reclamando do aparelho nos dentes, enfim, exteriormente nada mudou. Sou assim mesmo, de vez em quando tenho esses surtos de alegria e acho que a vida é maravilhosa, ainda que ela se mostre muito ruim. E depois volto ao normal, o que é muito bom porque a estabilidade é muito monótona.

Por favor, não sejam preguiçosos e leiam os três posts de hoje, são longos e inúteis, mas estão bem leves de ler. Nem precisa comentar se não quiser ou não tiver tempo, mas é claro que gostaria de um feed back, nem que seja : "Oi, Van, eu li". Aí saberei que não estou escrevendo para paredes virtuais.

Ah, e eu atualizei o Gateira esses dias, se ninguém percebeu.



Alguns Comments mais recentes:

"Li o seu post da Retrospectiva 2002 e acho que isso acontece com todos , cada ano está cheio de dificuldades que mais parecem testes feito por alguém do além pra tirar a gente um pouco do sério, mas sobrevivemos a 2002 e espero que os proximos meses de 2003 sejam melhores que os primeiros.
Roger "

Roger, não sei se isso acontece com todos, acho que não, mesmo porque não acontece comigo todos os anos. 2002 foi um ano excepcionalmente ruim e ao mesmo tempo bom para meu crescimento, preferia demorar 20 anos para aprender o que aprendi e não precisar perder meu pai e passar por tudo isso, mas fazer o quê? Também não acredito que isso seja "fruto de testes feito por alguém do além", ao menos não nesse caso, já que meu pai simplesmente colheu o que plantou em mais de trinta anos de tabagismo e eu acredito que as pessoas sejam livres para fazer suas escolhas, sejam elas certas ou erradas, o problema é que depois gente que não tinha nada a ver com as suas escolhas paga o pato.... Mas enfim, engrosso o côro com você: "que os próximos meses de 2003 sejam melhores que os primeiros". E que 2004 seja ainda melhor do que todos eles juntos! Beijos!

"Estão monopolizando os comments do blog da Van!
Afff"

Hehehe...Afff aqui está falando do Ilan, que está tendo uma séria crise de abstinência por não me encontrar mais online no ICQ e não ter as loooooongas conversas com a tagarela aqui. Em surto, Ilan começou a comentar em todos os posts, aí eu respondia e ele respondia a resposta para que eu respondesse mais uma vez e ele pudesse suprir a falta das conversas no ICQ pelo papo nos comments. Compreendo o estado clínico do rapaz, mas ele ainda não procurou um psiquiatra para fazer uma avaliação mais detalhada e decidir se o caso é ou não de internação.... Mas calma, Afff, se você e os outros também comentarem, farão concorrência ao Ilan, desbancando o monopólio. Sei lá, mas acho que é assim que o mercado funciona. Ou então vocês podem interditá-lo, alegando que não está em condições psicológicas para comentar qualquer coisa que seja e que precisa ir para uma casa de repouso. :)

"Van, eu espero q vc melhore logo, pq tenho mto para lhe falar, porque não há espaço neste blog para dizer...mas essa de fritar uma omelete, jogar gamão ou fofocar com o Leonardo é sacanagem hehehe de qqr forma, apesar de haver milhares de maneiras como vc disse, eu ainda não encontrei uma maneira tão boa e q me entretenha como as nossas conversas na madrugada...ainda vou esperar a Vanessa para tc comigo! hehehe :) Beijos
Ilan "

Esse é o Ilan, em resposta à minha resposta de um dos seus milhares de comentários espalhados pelo blog. Não quero que achem que estou reclamando, todo mundo sabe que quem tem blog com esse tipo de ferramenta espera mesmo receber algum feedback dos seus leitores, mas é que de repente o rapaz desandou a comentar compulsivamente e achei graça. Não sei se era para achar engraçado ou não, mas enfim, é isso... Ilan, calma, já disse que quando estiver legal, com óculos e descansada volto ao ICQ como antes. Fico realmente lisonjeada porque minha conversa deve ser mesmo muito boa para te fazer tanta falta, mas não se desespere, já disse. Mil vezes.

"Que surreal isso, van!!! beijo
Gabby "

Comentário lacônico da Gabby no post sobre o meu cunhado ter esquecido o próprio aniversário....
Pois é, Gabby, tão surreal que mereceu um post sobre isso...estranho alguém não se lembrar do próprio aniversário, não? Acredito que seja consequência do stress mesmo, um alerta de que o organismo está começando a funcionar no piloto automático...




Profecia

"(...) Eu vou te deixar como você está, cheio de folhas e com parte da minha vida, você é o meu primeiro diário e o melhor (?) sei lá, não escrevi os outros ainda! Acho que meu último diário vai ser um computador, do jeito que as coisas vão no mundo (..) 23-11-1990"

(Trecho retirado do meu primeiro diário, que durou de 87 a 90)

Só não poderia saber que seria não um computador, mas um site... a primeira vez que ouvi falar em "diários virtuais" eu devia ter uns dezoito anos mais ou menos e a idéia me pareceu tão absurdamente estranha que por alguns instantes me peguei pensando que tipo de personalidade desequilibrada exporia sua vida na internet (que até então era um mistério para mim) desta forma. Eu não tinha idéia do que era um blog, muito menos do que levava uma pessoa a tornar sua vida pública. Ainda não sei, mas sei que não, não é fruto de mentes desequilibradas não...ao menos não todas as vezes, já que a gente encontra de tudo nesse mundo virtual.

Não vejo o blog como um diário (embora, em síntese, ele possa ser descrito como tal), vejo como um espaço livre onde há a possibilidade de escrever (e publicar) textos informais.... não necessariamente algo no estilo "querido diário", mas não excluindo esse tipo de "confessionismo" de vez em quando. Às vezes acontece uma coisa ou outra que não em sinto à vontade para publicar, embora às vezes até escreva um "post" offline, nos cadernos. E mantenho um diário, altamente desatualizado, foram-se os tempos em que eu dissecava minha vida e fazia um relatório diário em um caderninho colorido, adolescente. Colorido nada, ele era preto mesmo, com as folhas verdes. Esse, o mais cheio de conteúdo confessional, durou, se não me engano, de 1996 a 1998. A minha letra era minúscula e o diário tinha muuuuuuitas folhas, o que colaborou para que durasse dois anos, mesmo eu escrevendo compulsivamente, como sempre.

Estou fazendo essas escavações para ver se encontro um texto escrito à máquina em 97 que fiquei com vontade de compartilhar com vocês, de vez em quando dá vontade de jogar umas velharias aqui para divertir a humanidade. Achei esse meu primeiro diário guardado na estante do quarto, e com ele encontrei um outro, de 92 a 95, chamado Dilly, da época em que escrevi aquela carta. Sinto-me uma verdadeira paleontóloga, encontrando diários rupestres do tempo das cavernas...





Quinta-feira, Maio 29, 2003


Ao lado, links para alguns textos, como o que descreve o meu ano de 2002, aos poucos vou colocando outros. Já aviso que Esse Texto é sério, as séries de posts também são sérias, mas são sérias de forma diferente, elas são retratadas com humor, esse da retrospectiva é um desabafo mesmo. Para vocês que me conhecem deste ano, é bom dar uma olhadinha (embora algumas pessoas, como o Jesse já tenham feito isso.).



Amei essa rosa...recebi do Alexei, acompanhando um e-card.



Coisas estranhas que acontecem com a Vanessa
Primeiro, um trecho de um post retirado do Vansblog:

"Este é o histórico de minha visão nos últimos cinco anos: 1- Eu não tinha nada. A melhor visão de todo o globo terrestre. 2- Surge, do nada, 0,25 de astigmatismo e nem me lembro quanto (pouquinho também) de hipermetropia. 3- A hipermetropia regride e desaparece. 4- Ainda 0,25 de astigmatismo, deveria usar o óculos para escrever, ler, assistir tv, cinema... mas nunca me adaptei. 5- Em menos de 5 meses surge, do além, 0,5 de miopia...além do já companheiro 0,25 de astigmatismo... legal, não?"

Agora, complemento o texto com a história de hoje: fui ao oftalmologista e ele disse que o olho está bem melhor e que não devo fazer nada, nem compressa, nem instilar colírio, nem nada. Aí me examinou para fazer a receita do óculos. Enquanto ele escrevia eu perguntei:
- E então, doutor, mudou alguma coisa?- E ele, sem tirar os olhos do papel:
- Não, estabilizou.
- Ah, menos mal, né?
- Não se esqueça, não precisa usar direto, só quando for forçar a vista, ler, escrever, assistir TV, na igreja, em frente ao computador....

(Fora isso sobra o quê?) Aí ele me entregou o papel. Achei que tinha alguma coisa estranha e perguntei:
- Ué, cadê o astigmatismo?
- Não tem mais.
- Como é isso? Que estranho.... não estou reclamando, melhor assim, mas que é estranho, é.

Saindo dali fui à ótica. Levei a armação que desenterrei do cemitério de óculos e a vendedora tentando me convencer a comprar uma nova:

- Eu vou perguntar para o rapaz, mas acho que essa armação não dá, porque não tem parafuso, aí na hora de colocar a lente ela pode quebrar. - Disse isso e foi perguntar para o cara, que disse que dava para fazer, sem problemas. Sem graça ela retornou - É, ele falou que dá para fazer porque o grau é pequeno.... meio grau de hipermetropia.
- Miopia. - Corrigi. Ela leu novamente a receita.
- Aqui está +0,50....isso é hipermetropia.
- Ué... que esquisito. O oftalmologista não me disse nada...
- É, você falou que tinha hipermetropia antes e depois desapareceu, aí apareceu a miopia. - Detalhe: é a mesma ótica em que fiz o outro óculos, há oito meses. Eita boa memória....
- Pois é, como hipermetropia e miopia não podem aparecer ao mesmo tempo elas resolveram revezar no meu olho...
- Ah, mas é assim mesmo... escuta, por que você não faz em uma armação nova, parecida com aquela que você levou da outra vez?
- Não, é que não estou com dinheiro para isso.
- A gente divide.
- Nem assim, minha mãe esteve no hospital esse mês e a gente teve muito gasto, estamos em contenção de despesas.
- A gente faz sem entrada. Tem uns modelos bem parecidos com aquele, mas mais em conta. Aquele você pagou R$ 170 só na armação, esses aqui saem por R$ 104.
- Não, eu não posso comprar nada sem falar com a minha mãe.
- Não tem como você falar com ela agora? Telefonar?
- Não, não tem. Ah, e eu já estou enjoada dessas armações discretas. Prefiro essa que trouxe mesmo, de arame preto.
- Então tudo bem, leva só a lente...mas não vai ser muita diferença, a sua lente era anti-reflexo, né?
- Não, não era, era a mais comunzinha que tinha.
- Ah, tá....ah, essa é mais barata mesmo, vai ficar em trinta reais.
- E a anti-reflexo?
- Essa sai 125.
- Hein? Mas nem precisa, reflexos são muito bons, te ajudam a ver o mundo com outras luzes...

No final das contas ela se conformou.... eu tenho uma sorte com essas vendedoras, dá licença... resultado final: se conseguir trinta reais pego o óculos amanhã mesmo, se não, só segunda-feira. Aí levo ao oftalmologista e pergunto a ele que história é essa de hipermetropia, dando tudo certo talvez volte ao normal por aqui.
No princípio era o nada, depois, hipermetropia e astigmatismo, aí a hipermetropia some e sobra só o astigmatismo, algum tempo depois surge a miopia para lhe fazer companhia, então resolvem os dois deixar o meu olho ao mesmo tempo e a hipermetropia, com saudade, volta...está parecendo a gripe que era bronquite que era sinusite que também pode ser bronquite....Que bagunça!




Quarta-feira, Maio 28, 2003


Plantão Médico
Fui ao otorrino e as coisas ficaram ainda mais confusas. No final das contas, a gripe que não era gripe e sim bronquite e depois não era mais bronquite e sim sinusite agora deve ser bronquite também além da sinusite. Ele estranhou o raio X do tórax (eu também estranhei, é esquisito ver seus pulmões, seu coração e suas costelas ali, olhando para você), disse que o pulmão não está limpo como o pneumologista falou e que a tosse que estou tendo não é causada pela sinusite (o que faz sentido, porque a sinusite é no rosto, fica um pouco longe do peito). Fiz um exame, video endoscopia, ele borrifou um troço que anestesiou até minha garganta, que coisa horrorosa. Saí de lá fungando e coçando o nariz, quem me visse ia achar que eu era dependente de cocaína, ficou muito estranho mesmo. Bem, resumindo, é sinusite aguda e está pior do lado esquerdo. Passou mais alguns medicamentos e aumentou a dose daquele que diz que não devo operar máquinas pesadas. Ainda não comprei os outros remédios, ele disse que com essa medicação eu fico boa (finalmente), mas quer que eu vá ver essa tosse e que fique de olho, se a sinusite voltar ele vai fazer "outras coisas"..ui....isso deu medo, viu?

Não gosto de ficar doente, mas estou me divertindo com essas coisas, fazer o quê? Esses exames são muito estranhos, o meu comportamento (e o do meu organismo) com os medicamentos..... não sou hipocondríaca, mas ninguém acredita nisso, quando falo que estou sentindo alguma reação adversa me pedem para parar de ler a bula...risos....minha credibilidade está em baixa...
Ah, sim, ainda não fui ao oftalmologista, ficou para amanhã pela manhã (tenho que ir dormir logo) e quinta-feira tenho ortodontista, quem sabe ele não me dá uma boa notícia dessa vez?



Hoje foi aniversário do meu cunhado e todo mundo esqueceu, inclusive ele. Eu tinha certeza que era dia 31, já ele achava que faltava uma semana para o dia 27. A minha irmã achava que o aniversário dele era mês que vem e minha mãe nem sabia que ele fazia aniversário algum dia. O povo aqui de casa está precisando tirar umas férias, definitivamente. Aí a mãe dele ligou:
-Parabéns!
-Parabéns por quê?
-Ué, hoje é o seu aniversário.
-É? Não, não é hoje não.
-Claro que é, dia 27.
-Hoje é dia 27?

E se hoje é aniversário dele então faz exatamente um ano que eu encontrei a Bianca na rua e a trouxe para casa. Como o tempo passa rápido...




Terça-feira, Maio 27, 2003


Eis que o Campo de Murphy(se não for direto, está em 17 de Abril) , descoberto pelo Ed mostrou-me hoje que está em pleno funcionamento, após o breve período de pausa para reparos. Saí cedo (umas onze horas da madrugada) para comprar refrigerante (na verdade a idéia era trocar uma nota de dez reais para a minha mãe. Trocar por um refrigerante e mais algumas notas de um e umas moedas), estava meio friozinho, mas nada que uma simples blusa de manga comprida não resolvesse. Lá fui eu, blusa vermelha de manga branca e comprida, calça vermelha de veludo e uma sandália de dedo (tipo chinelinho, com solado anabela, uns três ou quatro centímetros), vermelha. Na quadra seguinte há uma lanchonetezinha simpática...simpática, mas careira. Uma garrafa de dois litros de sprite custa uns dois reais, por aí. Resolvi andar mais algumas quadras até o supermercado, onde encontraria um preço melhor. No meio do caminho tive que atravessar a rua e aí o Campo de Murphy fez o teste do dia. No meio da rua (exatamente no meio, milimetricamente medido) quase caio do sapato, tentei ajeitar, achando que a sandália tivesse apenas escapado, quando notei que ela simplesmente arrebentara entre os dedos. Não dava para andar de forma alguma e o jeito foi parar, ali mesmo, no meio da rua, e tirar as duas sandálias, ainda bem que não estava passando nenhum carro na hora ou teria passado por cima de mim.
Graças a Deus na esquina havia um posto de gasolina e comprei o refri lá mesmo, a R$ 1,49. Aí, o resto do trajeto, cerca de cinco quadras até em casa, foi feito com a moça aqui descalça, agindo naturalmente, balançando a sandalinha arrebentada na mão direita e segurando a sacola com o refrigerante na mão esquerda, tudo muito natural. Não sei o quanto olharam ou se alguém fez algum comentário porque preferi nem reparar e continuei agindo naturalmente...deve ter ficado meio estranho, estava frio, o chão estava congelado e ninguém merece aquelas pedrinhas do asfalto e as coisinhas espetantes que o povo coloca para enfeitar algumas calçadas de estabelecimentos comerciais..ai... mas sobrevivi bem e dei boas risadas...há menos de um mês me aconteceu exatamente a mesma coisa, mas eu estava quase em frente de casa e não precisei tirar a sandália porque ela não era só de dedo, tinha também uma outra tira fina, que a segurou em meu pé até eu entrar. Acho que é um sinal....sinal de que é melhor não comprar mais esse tipo de sandália.



Inaugurando o momento mistérios da humanidade:

Não compro óculos escuros caros porque eles não duram comigo. Não que eu não cuide direito, eu cuido, mas eles se suicidam. Perdi a conta de quantas vezes coloquei um óculos no rosto e a lente simplesmente se jogou no chão, outras vezes aparecem uns riscos absurdos nas lentes, ou uma haste cai, ou um parafuso misteriosamente se desprende e desaparece...isso quando o óculos inteiro não desaparece. Um dia eu estava andando na rua de óculos escuros quando de repente o troço caiu no chão....e se espatifou em milhares de pedacinhos... duas vezes os óculos se partiram ao meio...exatamente ao meio, estranhamente e sem razão aparente... Resignada, desisti de comprar óculos escuros para mim, mas com essa alergia meus olhos ficaram ainda mais sensíveis à luminosidade excessiva e resolvi pegar emprestado um dos da minha mãe, o que me parecia mais resistente. Ela ainda me disse para tomar cuidado...imagine, eu sou super cuidadosa com essas coisas. Na primeira vez que o coloquei fui até o oftalmologista, chegando lá tive que tirá-lo, então notei que faltava alguma coisa...a haste ficou no meu cabelo e o óculos foi. Não sei como se desprendeu, não sei se quebrou, se caiu um parafuso, mas de uma hora para outra o óculos estava perneta. Ao voltar para casa tentei explicar à minha mãe que o estranho fenômeno sobrenatural ocorrera novamente e que não era culpa minha, mas acho que ela não acreditou. Não brigou, mas disse que nunca mais me emprestará óculos escuros.

E agora, uma evolução do fenômeno: meus óculos de grau desapareceram....não há vestígios, nem pistas, testemunhas, suspeitos, nada. Aí fomos ao "cemitério de óculos", uma caixa de sapatos cheia de cadáveres de óculos de todos os tempos da história da família. Encontrei um ex-óculos de sol meu (sem uma lente) e acho que daria uma boa armação para um óculos de grau. Amanhã mando fazer a lente nele....ao menos vamos reaproveitar alguma coisa porque pagar duzentos reais em uma armação que depois vai desaparecer é triste...e acho que minha mãe não está muito disposta a isso...então bendita seja a reciclagem!



Estou chata. Tecnicamente insuportável, nem sei como vocês ainda me agüentam, sério mesmo. Há alguns dias não posto nenhum texto light, nada que seja risível ou que sirva para relaxar (e agora estou falando mais de mim do que de vocês). Mas é assim. Comecei outro livro. Outro, antes de acabar todos aqueles que estão pela metade no momento (um deles já passou da metade), esse já começou mais pesado do que todos os outros e de um jeito que eu nunca tinha escrito, o que pode ser uma evolução ou pode ser indício de um livro problemático mesmo, vai saber. Eles saem assim, eu escolhi escrever direto da alma, então a cabeça não interfere muito, para não atrapalhar, e seja o que Deus quiser. Um dia termino algum deles.

O pior de não estar estudando nem trabalhando é na hora de preencher alguma ficha. O que colocar no campo "profissão"? Se nem "do lar" eu sou....ainda estou pensando:

Nenhuma
Nada
Inexistente
Sem profissão
Inútil
Filha
Tia

Queria colocar "escritora", mas acho que não posso. Algo me diz que só é profissão aquilo que te dá dinheiro...ou que é registrado, ou você que pode provar, o que não é o caso. Não posso colocar "revendedora de cosméticos", primeiro porque isso não é profissão, é bico. Segundo porque também não me dá dinheiro algum, já que não estou mais saindo para vender, não que eu não vá mais fazer isso, quer dizer, sair para vender não vou mesmo, mas certamente continuarei vendendo onde estiver, algum curso, faculdade, enfim, sei lá o que será da minha vida. No momento faço revenda interna: mamãe, minhas irmãs, minha cunhada e eu. Testando os produtos da Avon, na verdade :), mas me recuso a colocar "revendedora de cosméticos" no campo "profissão" porque é mentira. Bem, fico sem opção. Só me resta escrever um "Não tenho" e enfiar a cabeça em um buraco no chão.



Para quem esperava um Plantão Médico hoje, a novidade é que não tenho novidade alguma, marquei oftalmologista, mas a secretária esqueceu de avisá-lo e quando cheguei para a consulta ele já tinha ido embora. Muito legal. E eu ainda não encontrei os óculos, talvez tenha perdido na rua mesmo, como minha mãe acredita, embora me lembre de tê-los visto pela última vez em casa, em algum lugar entre o computador e o quarto. De qualquer forma amanhã pego uma nova receita para fazer outro porque sem óculos ficar ruim para ler e escrever, prestar atenção, essas coisas. A cabeça dói, fico com sono, irritada, um horror. Aliás, a cabeça dói e eu nem sei o motivo, pode ser sinusite, pode ser a falta de óculos ou até a movimentação do aparelho nos dentes, dando seus últimos suspiros antes de ser retirado.

O fato é que a cabeça dói, minha mente está confusa (mais do que o normal, efeito de um dos remédios), tanto que ontem, ao telefone com o Leonardo, não soube diferenciar aposto de vocativo, o raciocínio estava leeeento (e ele deve ter notado que a voz também estava lenta, palavras enroladas, tudo o mais) e estava difícil acompanhar o diálogo. Então, não sei ainda quando sairei da minha quarentena, se bem que o pessoal que acompanha o blog nem está sentindo tanta diferença, quem sente mesmo é o povo que estava acostumado a falar comigo pelo ICQ e agora raramente me encontra online. Até e-mails estou respondendo, não como eu gostaria, mas estou respondendo, porque tenho que manter alguma vida, nem que seja virtualmente, enquanto estou aqui, reclusa no cárcere. Estou tossindo menos, mas ainda estou tossindo. Ainda estou rouca e ainda estou cansada. Amanhã vou ao otorrino e espero que ele resolva todos os meus problemas....ou todos os que estiverem ao alcance dele resolver. Bem, novidades clínicas então só amanhã mesmo, provavelmente mais remédios e, claro, mais reações adversas. É incrível, não sou hipocondríaca, mas sempre tenho todas ou quase todas as reações descritas na bula, até aquelas que "raramente ocorrem", essas são as primeiras, sempre. Eu gostaria de saber o motivo de esses medicamentos atacarem tanta coisa no organismo para resolver um mísero problema. Acho que essa nossa "ciência avançada" é muito incompetente pelo tanto de recursos que possui.



Minha sobrinha está aprendendo a ler, aos poucos vai identificando as letras, já conhece A, O, I e T, amanhã vou ensinar o R, que ela pediu hoje. Tornou-se uma exímia caçadora de "A"s, todos os dias pega uma revista e sua diversão preferida é tentar encontrar letras conhecidas nos textos que vê. Fez dois anos agora e me impressiona com sua inteligência, sagacidade e rapidez de raciocínio, eu gosto de conversar com ela, é um bebê, mas consegue fazer considerações incríveis, que ninguém imaginaria. É sério, não é por ser minha sobrinha não, eu já conheci muitas crianças da idade dela, inclusive quando cuidava do berçário e da escolinha da igreja, mas nunca vi uma tão inteligente e alegre. Ela tem um furacãozinho dentro de si, desde antes de nascer, quando era bebê parecia ter pressa de ter o controle de seus movimentos porque tinha muito o que explorar. Hoje ela ainda tem muito o que descobrir, mas já tem todos os meios de aprender tudo o que quiser. E aprende rápido, muito rápido. Ela toma conta de qualquer lugar, enche qualquer lugar por onde passa, e tem pouco menos de um metro de altura. Como pode isso? Temos uma sintonia muito boa, quero ser amiga dela quando ela crescer e lhe ensinar a gostar de escrever, de ler, de pensar, como se eu tivesse algo a lhe ensinar... tenho é muito o que aprender. E estou aprendendo.

Dia após dia ela me ensina como ver a vida, novas formas de enxergar o mundo, ela me mostra como tudo é bonito, como vale a pena. E me dá uma injeção de ânimo e de vontade de viver a cada abraço matinal, a cada risada gostosa, a cada piada que faz...ela se diverte até com o fato de não saber algumas coisas e tem um senso de humor aguçadíssimo, essa menina tem que escrever. E ler. Para saber o quanto eu lhe sou grata por tudo o que tem ensinado, mesmo sem compreender ainda, a essa titia coruja, que viveu tanto e não sabe nada da vida.





Segunda-feira, Maio 26, 2003


Andei lendo o Vansblog para ver se tinha algum texto útil para ser colocado nas séries de posts que estou linkando ali na coluna e fiquei horrorizada com as coisas que eu li....como aquele blog era horrível! Não que esse seja maravilhoso, mas foi uma evolução e tanto, definitivamente a faculdade não me fazia bem. Agora compreendo aqueles seres mal-humorados que gostavam de falar mal de mim e dos meus textos.... concordo plenamente, era tudo muito ruim. Talvez porque eu estivesse bem pouco à vontade ali, talvez porque eu não me sentisse em casa, dentro do meu caderno, como me sinto aqui, talvez porque as tentativas de me sociabilizar causem algum dano provisório em meu cérebro e me deixem meio retardada, tentando fingir que faço parte desse mundo. Já desisti.

Desisti de tentar me adequar, de insistir, de tentar colocar o cérebro de lado para ser igual a todo mundo, tentando participar das rodinhas, lutando (em vão) para não me sentir deslocada, e por mais que eu lutasse continuava causando o mesmo estranhamento nas pessoas, ou até pior. Eu gosto de estudar, mas tenho um medo absurdo de começar outra faculdade e parar novamente, aí serei a louca irresponsável que deixou três faculdades incompletas....aliás, aí essa afirmação sobre a minha pessoa será confirmada (só que por enquanto foram apenas dois cursos). Por outro lado, o que "as pessoas" têm a ver com isso? Que pensem o que quiserem, eu continuo vivendo, sempre foi assim, eu nunca serei aquela adulta responsável, séria, de tailleur. E ainda há quem se espante ao ler meus textos, dizendo que não combinam com a minha cara....oras, qual é a cara que eu deveria ter para escrever bem? Eu sou isso aqui, sou essas letras, sou essas frases mal pontuadas, esse texto atropelado, essas palavras repetidas, eu sou isso. Sou meus textos, minhas histórias, meus poemas ridículos, talvez a vida fosse mais tranquila se eu não fosse tudo isso, não foi escolha minha....ou talvez tenha sido, mas só consigo viver assim.



Desculpas antecipadas a quem se sentir ofendido por esse post.
Só uma nota, porque há dias que eu preciso dar essa nota. Eu odeio quando você vai a algum blog e tem uma estrelinha grudada na ponta do cursor do seu mouse, você nunca consegue saber onde está clicando. Odeio mais ainda aquelas borboletinhas, estrelinhas, coraçõezinhos ou qualquer outro tipo de diminutivo que comece a seguir o cursor pelo blog, deixando um rastro cambaleante, como uma sombra iluminada e irritante que pára quando você pára, te segue e até faz curvas, é aprisionador e insuportável, dá nos nervos. Por que cargas d'água alguém, em sã consciência, resolve fazer isso com seus leitores? Sadismo? Pior ainda (a essa altura do campeonato nem sei o que é pior) são aqueles blogs em que você é obrigado a usar a barra de rolagem porque toda vez que clica na seta do teclado pula uma caixinha de alerta com coisas do tipo "Oh,oh, don't do it", simplesmente não dá para se concentrar no texto (se tiver algo que valha a pena ser lido)....blogs cheios de penduricalhos, estrelinhas que piscam, borboletas que se movem, Hello Kitties que acenam, banners brilhantes poderiam pagar multa por poluição visual, me dá dor de cabeça... mas tudo bem, liberdade de expressão é isso, não? E cada um faz o que quiser com seus blogs, (inclusive eu) mas fica aqui meu protesto, mais do que registrado. Nada pessoal, só precisava escrever isso antes que tivesse uma crise nervosa e tentasse quebrar o monitor para matar as borboletas que me seguem.




Domingo, Maio 25, 2003


O direito de rir da roupa nova do rei
Eu detesto os poemas que encerram o caderno "Mais" da Folha. Todos ele. Detesto poesia contemporânea. Hoje estava lendo o suplemento quando me deparei com a tradução de um poema alemão, de Ulrich Beil, sob o título "circunflexos", de longe o melhor que encontrei ali até hoje. O melhor que encontrei ali até hoje não significa que seja realmente bom (ao meu gosto, é claro)....aí mostrei à minha irmã, sem nada dizer, para ouvir dela uma crítica ao poema.
-Não gostou? Não conhece a poesia expressionista alemã?
Hein? Que tipo de comentário é esse? Grande coisa, sou obrigada a gostar daquilo porque é "poesia expressionista alemã"? (para mim é mais uma porcaria contemporânea) E não gostar me faz ignorante? Não digo que todo trabalho expressionista e até contemporâneo seja uma porcaria, existem coisas de qualidade, de autores realmente talentosos e tal, mas eles são um ponto nesse universo repleto de porcarias. Porcarias às quais todo aquele que quiser parecer culto, esclarecido e refinado deve tecer elogios, sem questionamento algum, afinal de contas, está convencionado como "cult".
É a cultura da "Arte para Intelectuais", a arte que não se compreende, que não se sente, que não tem em si sentido nem razão de ser, mas tem todo um contexto teórico e histórico que a valida como arte para quem viveu a época ou leu os livros, caso contrário se vê facilmente que a bela roupa inexiste. E a massa? A massa engole o lixo que a mídia asperge sobre ela....e os intelectualóides engolem o lixo que convencionaram como arte, e ninguém questiona, ninguém pensa, porque ninguém quer "ficar de fora", ninguém quer parecer ignorante, há o constrangimento em se infringir as leis do pensamento padronizado e admitir, enfim, que o rei está nu.



Putz, eu tinha 1,68m e 47,5 Kg aos 14 anos? Cresci pouco e não engordei tanto quanto deveria 9 anos depois...quatro centímetros e oito quilos para chegar à Vanessa de hoje....e como eu mudei....não só fisicamente, mas principalmente por dentro, eu era bem criança, brincava de boneca porque queria, porque achava hipocrisia se fingir de adulta aos 14 anos, sabia que essa não era idade de brincar de ser adolescente, estava saindo da infância a queria aproveitar o que ainda restava dela....mas era amadurecida demais para a minha idade, tenho textos absurdos daquela época...e coisas bem bobinhas também, cheias de esperança, sonhos e algum pé na realidade que não tinha idade para ter. Mas fico abismada de ver como envelheci rápido....é, envelheci, não sou uma jovenzinha de 23 anos, ao mesmo tempo não sou uma mulher de 23 anos, sou uma menina de 23 anos....uma menina velha e contraditória....



Imagem do dia (como se todo dia tivesse uma imagem aqui): eu no Ibirapuera...ê, lugar lindo!...tá, eu sei que não dá para ver nada, é que sou branca demais e dá reflexo ao sol...risos.....




Momento da escavação arqueológica:

"Campo Grande, 03-07-1994

Eu sei que essa carta ficará perdida durante anos até alguém achar. Espero que eu mesma ache. Foi com essa esperança que resolvi escrever uma carta para mim mesma....ridículo, né? Aí vai:

Vanessa:

Você lembra da sua oitava série no Dom Bosco? A Graziela, Viviane, Caroline, Márcia, Andréia, Elinéia, você se lembra? E de quando a Naurinha pegou pneumonia? Lembra das suas bonecas? Creio que ainda deva guardá-las, não é mesmo? Se lembra da barbie que ganhou da tia Melinha? Lembra do dia que eu (você) peguei essa boneca, dei um banho de creme no cabelo dela e funcionou? Ela ficou com o cabelo lindo, macio e brilhoso, daí eu deixei cair uma gota d'áugua dentro do secador quando estava quente e ele pifou? Isso tudo foi ontem! Se lembra do nosso SUPER TELÃO? Será que ele ainda existe? Acho que sim. Eu, a Na e a Cla assistimos "E o vento levou..." nele.
O Nermal, a Lady e a gatinha preta-e-branca estão dormindo. O Junior vai viajar hoje e o Vla saiu. Mamãe está arrumando algumas coisas para a Naurinha, que está deitada. A Claudia viajou, a Luana (8 anos) está doente, com pneumonia. Se você quiser lembrar mais coisa, leia o Dilly.
Gostaria de ler esta carta lá pelos 20 anos, sei lá, mas mostre esta carta para todo mundo, tá? E aí? Continua indo à igreja sempre? É claro que sim, né? Eu ainda não me acostumei com o Real, estamos no terceiro dia dele e eu ainda estou decorando o valor dos centavos, eu sei que um Real é o mesmo que 2.750 Cruzeiros Reais (quem não sabe?). Espero que esse plano tenha dado certo e espero que o Brasil tenha ganho o Tetra, ele tem tudo para isso, né?


PS: Ainda está com 1,68m e 47,5 Kg?
E aí, você ainda tem aqueles cravos horríveis? Engordou um pouco?

Beijos:
Van.
"




Sábado, Maio 24, 2003


Queria escrever mais, mas o momento do "banho de sol" acabou, de volta ao tronco, meu dever é tomar um chá de maçã e ir catar feijão. Depois escrevo mais. E por favor, não sejam preguiçosos, comentem em todos os posts de hoje :) . Beijos a todos, estou morrendo de saudades.




Sexta-feira, Maio 23, 2003


Ei, à esquerda vocês encontram o link para a série de posts Mundo Animal, por enquanto só tem aqueles três textos, os dois da Heiter e esse último, sobre as queimadas. Assim, organizadinho, fica melhor do que perdido no limbo dos arquivos, embora eles também estejam lá. Aos poucos vou organizando outros posts desta forma, mas por enquanto aí está o Mundo Animal. Enjoy!



Plantão Médico:
Sinusite. É o resultado dos exames. Estranhamente a bronquite não apareceu na espirometria, então a causa da tosse, do mal estar, dor de cabeça, etc, etc, etc é a sinusite. Ok, segunda-feira, mais médico.....dessa vez um otorrinolaringologista. Levar as radiografias e a receita para ele, continuar com os três xaropes, mais um remédio para as vias aéreas e as coisas vão melhorando aos pouquinhos. Quanto aos olhos, hoje choveu e esfriou, não deu para ir ao oftalmologista, a consulta foi transferida para segunda-feira, mas já estão bem melhores, continuo fazendo as compressas e os remédios para a bronquite-sinusite estão dando conta do processo alérgico dos olhos. Falando nisso, já estou usando um lápis, de leve, marrom (urgh...praga da vendedora loira), da Tracta...não se desespere, Gabby, não vai dar problema nenhum porque minha alergia é ao rímel....aí, não tem jeito, terei de esperar que os céus me doem um rímel da Clinique...por enquanto, um lápis marrom de 4 Reais é melhor do que nada....não é?




Tanta coisa para escrever e tão pouco tempo... estou sendo vigiada, controlada, como se fosse uma compulsiva que simplesmente tem que ser afastada do computador para não morrer. Exagero? Pior é que não é.... e não tem adiantado nada, afinal de contas, se a intenção era me fazer dormir mais cedo, estou indo deitar beeem mais cedo, mas fico lá na cama, escrevendo nos cadernos, escrevendo cartas para o coitado do Alexei, que é obrigado a me agüentar via postal, e ainda que durma às três ou quatro (para quem costuma dormir às seis...) não consigo acordar mais cedo do que acordava antes e o dia fica completamente improdutivo. Por enquanto não me arrancaram os cadernos, menos mal....quando isso acontecer haverá uma guerra civil nessa casa porque sem escrever eu não fico. Aí, para completar a desgraça, perdi os óculos e não estou podendo ler nada por muito tempo, logo fico com sono, dor de cabeça... eita vida difícil...
E eu aqui, em minha prisão domiciliar, sendo obrigada a ouvir bobagens sem precedentes, como minha digníssima irmã, dizendo que eu passo as madrugadas em chats na internet.
-Eu não entro em sala de bate-papo, detesto sala de bate-papo, você nem sabe do que está falando.
Aí, sem argumentos, ela insinua que eu dou outros nomes para o chat....diz, nas entrelinhas, que newsgroups, blogs e chats são exatamente a mesma coisa e vem com aquela conversa de que é perigoso, lembra da fulana não sei de onde que foi assassinada por um cara que conheceu na sala de bate-papo e isso e aquilo....a coisa que mais abomino no mundo é a ignorância, a pessoa não sabe do que está falando e insiste na bobagem como se fosse verdade. Aí eu sou a desmiolada, a irresponsável, a adolescente que passa as madrugadas em chats na internet, provavelmente dando bola para todos os serial killers que aparecem, dando meu telefone, CPF e RG para todos eles.... ela não me conhece? Pois é, parece que não, acho que não mesmo, as pessoas só vêem o que querem ver e não há nada que eu possa fazer ou dizer para mudar a cabeça de quem quer que seja....e aí? E aí eu não posso brigar, não posso discutir, para não preocupar minha mãe.....nessas horas minha irmã sabe fazer chantagem emocional como ninguém e eu me recolho à minha insignificância sem saber exatamente o que fazer, tentando bolar um plano para contornar a situação e sabendo que a qualquer momento vou me rebelar contra essa situação e fazer um pequeno escândalo básico, o suficiente para ela não entender nada (como sempre) e dizer: "É, não adianta, você nunca vai crescer"....nunca mesmo, se ser responsável e adulta é ser chata, infeliz e cheia de regras inúteis, serei sempre essa pessoa horrorosa e burra que sou, esse ser inútil, irresponsável, porém muito, muito mais feliz (e livre) do que agora.



Preciso mudar um monte de coisa dentro de mim, fazer a faxina geral de rotina. Ser menos intransigente, menos dura, mais suave, mais light, mais alegre, menos ranzinza, ficar menos na defensiva, ser mais solta, mais tranquila... Esses dias me acusaram de insensível e disseram algo do tipo "você acha que não precisa de amigos, que não precisa de ninguém". Mentira deslavada, eu nunca disse isso, nunca senti isso, se parece isso a culpa não é minha...ou será que é? Preciso sim, preciso e gosto de ter amigos, de sentir que alguém gosta de mim, que alguém se importa comigo, como qualquer pessoa. Mas gosto de sentir que alguém se importa comigo de verdade, não que alguém finge que se importa... e eu consigo detectar falsidade a quilômetros de distância. Não me interessa amizade falsa, não me interessa ter gente ao meu redor para fazer número, é ruim de repente olhar para a sua vida e ver que não pode contar com ninguém. Eu sei que já falei sobre isso aqui e também sei que não adianta nada, mas não estou me lamentando, estou apenas constatando algo que acabei fazendo com a minha vida e que, acredite se quiser, não me arrependo de ter feito. Ontem recebi um telefonema muito especial de um amigo virtual, o Leonardo, e foi tão bom conversar com alguém a quem eu posso chamar de amigo que parei para pensar nisso. No fundo, sem minhas defesas, sem minha armadura, eu sou assim, legal, amiga, simpática, carente de boas amizades, uma pessoa que quer ficar bem com todo mundo e que, na maioria das vezes não consegue....aí fazer o quê? Eu tenho consciência de que mando mensagens duplas para as pessoas, algumas me acham um amor, fofa, tão legal, educada, simpática...outras me acham metida, antipática, desagradável, insensível, esquisita, chata... algumas acham que sou falsa, ao perceberem os dois lados da Vanessa, mas eu sou isso tudo mesmo, acho que todo mundo é, sou cheia de contradições e muitas vezes elas se mostram assim, claras, para todo mundo ver. Pôxa, ninguém é 100% uma coisa ou 100% outra coisa, as pessoas são seres complexos, uma mistureba danada, ninguém pode me condenar por tentar ser eu, de todas as minhas formas....tudo bem, eu sei, como disse no início do post que tenho muito o que mudar, eu sei e vou trabalhar para mudar tudo isso, tentar abrandar esse meu trator interior e fazer o lado dócil prevalecer, mesmo porque me sinto melhor com ele, mas ainda assim não conseguirei jamais ser 100% dócil e terão que aprender a conviver com isso...



Outro capítulo de As Desgraças da Vanessa, agora em versão fútil:
A única maquiagem realmente hipoalergênica que conheço e posso usar é da Clinique, aí fui ver o preço do rímel: R$74!!!!!! Heeeein? Eu, quando pago quinze reais em um rímel já acho um roubo....pior era o lápis: R$88 !!!! E só tinha marrom, quando eu pagar oitenta e oito reais em um lápis marrom, me interne. E o meu diálogo com a vendedora, uma loira (oxigenada, obviamente), mais baixa do que eu, levemente acima do peso, com chapinha até no cérebro e uma maquiagem que eu não desejaria nem para a minha pior inimiga:
-Não tem preto?
-Não, só marrom. A gente recebeu esta semana, mas acabou tudo em 3 dias.
-Nossa, mas ou vocês pediram muito pouco ou as mulheres daqui são tão viciadas que gastam um lápis por dia.
-Não, veio pouco mesmo.
-Ué, por que essa pobreza?- (Detalhe: eu estava na importadora mais chique do shopping)
-É, problema na importação, eles estão liberando pouco.
-Ah, tá.
-Mas leva o marrom mesmo. (Ela achou que eu ia levar?!?)
-Não, não, eu vim só para ver o preço mesmo, mas se não for preto não me interessa. Eu já passei da fase do marrom há muito tempo.
-Ah, mas é bem melhor, eu só uso marrom, (neste momento, na cabeça da Vanessa: "E eu com isso?") preto fica muito carregado.
-É, eu também achava isso, mas mudei de idéia.
-Não sei porque você só quer preto, marrom fica muito melhor.
-Sabe o que é? É que a gente vai escurecendo o cabelo, escurece também a maquiagem.
-Ah, é.


Pronto, calei a boca da vendedora insistente. Coitada, mas eu não estava muito animada naquele dia, imagine, na situação periclitante em que me encontro, não existe paciência que suporte. Ei, eu pre-ci-so do rímel preto da Clinique. Pleeeease, Lord!!!!! É uma necessidade quase vital. Pelo menos o rímel. Alergia e pobreza, definitivamente, não combinam.




Quarta-feira, Maio 21, 2003


Momento Discovery:
Os Aborígenes Incendiários.
Essa tribo fica em uma área denominada Campo Grande, no meio do Mato. Nesse lugar os nativos ignorantes têm o estranho hábito de, iniciando em maio, tendo seu ápice em Agosto, colocar fogo no pasto, em terrenos, enfim, em qualquer graminha que tenha a petulância de aparecer verde à sua frente. Isso todo ano, religiosamente. Aliás, é um ritual religioso em louvor ao deus Foo-Massah; os nativos acreditam que queimar grama a essa divindade traga prosperidade e colheita farta, além de animais mais gordinhos e saudáveis. É claro que a sociedade civilizada sabe que esse tipo de queimada traz incêndios incontroláveis, baixa umidade do ar, alta incidência de doenças respiratórias (como bronquite...) e alérgicas, desastres ecológicos de proporções inimagináveis, além de uma infinidade de problemas à vida humana, animal e vegetal (é claro, pergunte a uma grama). Mas eles não sabem disso, e apesar de protagonizarem o pior momento do ano nesse período, continuam fazendo o sacrifício de mato todos os anos. Cientistas e médicos de todo o país tentam alertar os nativos dos malefícios das queimadas descontroladas, mas eles acreditam que, se pararam de botar fogo no capim, o deus Foo-Massah castigará a eles, às suas safras e aos seus rebanhos, com pragas inomináveis, miséria, fome e doenças, além de os engolir e cuspir de volta em um lago de betume fumegante, qualquer ser que tenha seu pedaço de terra com matinho ainda verde em cima nesse período, é visto como um herege. Por esses motivos tem sido quase impossível a conscientização desses aborígenes a respeito da importância do controle das queimadas, então qualquer diminuição, por mínima que seja, dos índices de foco de incêndio, é comemorada pelos pesquisadores e cientistas como uma grande vitória.




Acabo de voltar do médico. Daqui a pouco este blog vai virar um diário clínico, tanto que só falo em alergia, remédio, médico, sintomas e doenças, mas o que posso fazer? Bem, fiz alguns exames e recebi a confirmação do que já imaginava: não é gripe, é bronquite. Yeah, bronquite rides again....depois de três anos eis que a dita cuja reaparece dando o (a falta de) ar de sua graça. Muuuuuito legal isso. É bronquite alérgica, mudança de tempo, poeira demais (e não, não tem nada a ver com gato, antes que alguma criatura me pergunte isso), fumaça no ar, enfim, da outra vez que tive isso foi mais ou menos nesse período, acho que era junho, mas o clima estava bem parecido. Ah, sim, a medicação que estava me dando todas as reações adversas possíveis e imaagináveis foi devidamente suspensa, inclusive o colírio (fui no oftalmologista pela manhã) contra a alergia. E para acalmar os ânimos, internet agora só durante a tarde (sem horário fixo) via cyber café, esse povo não nasceu para lidar com uma coruja, vamos ver se a coruja consegue dormir cedo, ou ao menos fingir que dorme cedo, afinal de contas sempre lhes pareceu mais aceitável que a coruja ficasse acordada em seu quarto, escrevendo no caderno, lendo e estudando do que acordada na sala, em frente ao computador. Preconceito idiota. E amanhã, direto do Cyber Café, a gente conversa sobre as possíveis causas desse ataque da bronquite e as semelhanças com a outra crise, em 2000.




Terça-feira, Maio 20, 2003


Coisas que só acontecem comigo
Meu celular tocou e fui atender, não deu tempo, acusava duas chamadas não atendidas: uma de telefone fixo e outra de celular. Ok, liguei de volta e ninguém atendeu. Dali a pouco me ligaram denovo do mesmo celular, atendi e desligaram, foi assim umas quatro vezes até que ouvi uma voz feminina falar sei lá o que e desligar. Eu, que conheço bandido de tudo quanto é tipo já fui listando os suspeitos....liguei denovo e dava ocupado, esperei um pouco e liguei outra vez, me atende a menina:
-Alô?
-Alô, quem fala?
-Aline.
-Oi, Aline, você ligou para o meu celular?
-Não.
-Que estranho, eu recebi umas cinco chamadas desse número.
-Qual é seu nome?
-Vanessa.
-Não, eu só liguei para o celular do Wilson.
-Quem é Wilson?
-Você não é a namorada dele?
-Não, não que eu saiba.
-Tem certeza?
-É....acho que sim, ao menos não estou sabendo de nada.
-Ai, não acredito!
-Nem eu.
-Foi a minha irmã! Ela é apaixonada pelo Wilson e a gente achou que estava incomodando a namorada dele...ai que vergonha...ainda bem que é mulher, já pensou se fosse homem?
-É, ligaram para a menina errada.
-Ai, desculpa, agora eu sou sua amiga, vou até gravar o número do seu celular para te mandar mensagem.
-Tudo bem...aliás, acho melhor ser sua amiga mesmo, não?
-Então tá, Vanessa, desculpa.
-Sem problemas, e pode deixar que não vou namorar nenhum Wilson depois dessa....

Ouviu, Wilson? Desista, não quero namorar você. Eu, hein, que maluquice....pelos meus cálculos, as meninas (é, porque ela conversava com uma outra, provavelmente a irmã dela) deviam ter, em média uns quinze anos, se tiverem mais de 16 é bom serem internadas, pois parecem potencialmente perigosas..... ei, uma boa dica para as meninas que têm namorados bonitos e/ou disputados: assim que uma peruinha ligar para você com uma desculpinha esfarrapada, finja que foi engano (no caso foi mesmo) e elas procurarão outro telefone, ao menos demorarão mais para encher o saco. Se você der na cara que o telefone é da namorada do Wilson, isso não vai acabar nunca.... Não vou dizer que mereço porque não mereço esse tipo de coisa não....eu, hein, é cada coisa que me acontece......




Segunda-feira, Maio 19, 2003


Ok, Ilan, esse carro é mesmo lindo demais. Falando em links, para quem é da área de marketing, publicidade e coisas do gênero, meu amigo, Prof. Alexei acaba de publicar o Blog do Projeto Lemes, o primeiro post, lá de baixo, é um bom desabafo, algo que todos nós, usuários de ICQ temos atravessado na garganta, mas nunca poderíamos nos expressar tão bem a respeito.




Mamãe está bem, eu estou bem, estamos todos bem, refeitos do susto, ainda tentando entender as coisas e eu, crescendo como nunca e me sentindo meio velhinha de tão amadurecida....caramba, eu absorvo essas coisas muito rapidamente. Hoje fui à igreja e encontrei aquele pastor que perdeu a esposa na sexta-feira. No sábado foi o sepultamento e ele não quis férias, nem descanso nem nada, domingo de manhã já estava fazendo culto no presídio, à tarde foi na evangelização e à noite estava ajudando no culto das 18h. Segundo ele, agora ele vai fazer sozinho o que ela faria se ainda estivesse ali, então vai trabalhar por dois, por ele e por ela, com força redobrada porque ela não gostaria que ele esmorecesse. Está certo ele, melhor do que ficar deprimido, sofrendo, enfraquecer e acabar morrendo junto. Mas tem que ter muita força de vontade e amor por aquilo que faz para aguentar isso...
Ainda estou meio passada, algumas fichas demoram a cair e acho que preciso descansar um pouco mais, mas aos poucos vou me realinhando e colocando a cabeça de volta em cima do pescoço. Mas está tudo bem, tudo bem. Quanto à gripe, vai muito bem, obrigada e eu estou quase que totalmente sem voz. Detesto tomar remédio, mas não gosto de me sentir doente, então estou tomando cinco medicamentos receitados pela médica....meio dopada, vou controlando os sintomas. Até ela ter boa vontade e passar de vez.... mas parece que entrei em um turbilhão e saí meio tonta...talvez seja a medicação também, não estou acostumada a tomar nem remédio para dor de cabeça (depois da minha fase hipocondríaca).... e tem um deles que fala que eu não posso operar máquinas pesadas... computador não é uma máquina leve (eu já tentei carregar), então não devia estar mexendo nisso aqui....pode ser perigoso....




Sábado, Maio 17, 2003


O dia de amanhã
Na quarta escrevi que iria fazer uma pausa para descansar e me recuperar da gripe, que estava vindo forte. Bem, mal sabia eu o que me aguardava no dia seguinte. Quinta-feira o dia foi agitado, com audiência no fórum, stress e tal, como estava sem comer (não sei se cheguei a comentar, mas a simples idéia de comer alguma coisa já me dava enjôo) passei muito mal e voltei para casa. Passou um pouco e mamãe chegou, também passou muito mal, sentiu formigamento no corpo, tontura e taquicardia. Ela disse que passou mal porque não comeu direito (estava reclamando de dor no estômago há uns dois dias), que precisava descansar. Deitou um pouco, levantou e continuava mal, comeu alguma coisa e não melhorou, comecei a me preocupar. Já passava das seis da tarde e peguei a lista telefônica, para ver se havia algum médico do convênio que ainda estava trabalhando àquele horário, falei para ir ao hospital, mas ela disse que eu estava exagerando, que não era para tanto. Liguei para a minha irmã (ela tem a lista dos médicos, era muito mais precisa), a minha outra irmã disse para levarmos a mamãe ao hospital, ela estava com a mamãe quando ela passou mal, deveria saber melhor do que eu. Em poucos minutos o carro já estava em frente de casa, minha mãe só teve tempo de se arrumar e fomos ao Hospital Adventista do Pênfigo, que é, de longe, o melhor hospital da cidade, na minha modesta opinião. O médico disse que ela estava com uma arritmia, fez um eletro e levou ao cardiologista, que disse que ela estava com fibrilação atrial aguda e que esse quadro deveria ser revertido imediatamente, para evitar coágulos, derrames e coisas do gênero. Não tinha área de infarto, nem de isquemia, houve essa alteração, e a reversão só poderia ser feita no CTI. Aí ela foi internada, não podia ficar ninguém com ela no CTI, mas eu perguntei para a recepcionista se poderia ficar no corredor, ou no solário, um espaço no fundo do hospital, com poltronas e revistas, paredes de vidro para a entrada de sol (por isso o nome). O hospital é cercado de vegetação e bem ventilado, as paredes pintadas em um tom pêssego e só o maquinário realmente nos lembra que é um hospital, foi lá que eu operei e aquele lugar me traz ótimas recordações (a comida também é muito boa :)). A recepcionista me disse que se eu não me incomodasse em ficar desconfortável, não teria problema. Para confirmar, perguntei:
- Eu quero saber se alguém vai me expulsar daqui se eu ficar no corredor. - E ela:
- Não, não, de jeito nenhum, fique à vontade.
A princípio a Claudia (minha irmã) não queria que eu ficasse, disse que a mamãe ficaria preocupada, eu respondi que ela ficaria preocupada se eu ficasse em casa, ali, qualquer coisa eu já estava no hospital mesmo... Bem, as meninas foram para casa buscar umas coisas para mim e eu fui para o solário. Avisei a enfermeira e ela também disse que estava tudo bem, tá, se está tudo bem, tudo bem. Fiquei lá até minhas irmãs voltarem, me entregaram a mochila e as acompanhei até metade do corredor, elas foram embora e eu entrei no banheiro para arrumar um pouco a minha cara, afinal de contas tinha saído correndo de casa e estava descabelada, pavorosa. De lá fui para o solário de volta e já estava instalada quando apareceram duas pessoas na entrada: uma enfermeira que eu não tinha visto e um segurança.
- Você vai passar a noite aqui? - Perguntou a enfermeira.
- Vou. Ao menos pretendo.
- Falou com a Renata?
- Hein? Quem é Renata?
- A enfermeira chefe.
- Eu falei com uma enfermeira, aliás, duas, não sei se alguma delas era a Renata.
- Tem que falar com a Renata para ver se ela libera para você ficar aqui, acho difícil. - Completou, nada simpática.
- Tudo bem - Eu levantei. - Mas já falei com a moça da recepção, ela disse que não tinha problema eu ficar.
- Mas tem que falar com a Renata. Você está acompanhando alguém?
- Minha mãe, ela está no CTI.
- É aquela senhora de noventa e poucos anos?- Perguntou, incrédula...
- Não, é aquela senhora de sessenta e dois.
- Qual é o nome da sua mãe?
- Estela.
- Vai por esse corredor, sabe onde fica o posto da enfermagem na outra ala?
- Deixa comigo, eu a levo até lá. - Ofereceu o segurança, me livrando daquele poço de simpatia.
Andamos um pouco no corredor e ele disse:
- Achei estranho uma pessoa caminhando no meio do corredor, sozinha, estava atrás de você, não viu, né?
- Não, não vi, nem percebi.
- Então, eu estava fazendo a ronda..
- E viu aquela figura suspeita, ameaçadora - Eu ri. Ele:
- Não, não te achei perigosa, mas é nosso trabalho, né?
- Tudo bem, eu entendo.
Finalmente chegamos na tal da Renata e ele já foi se adiantando:
- Essa moça está com a mamãe dela no CTI e quer passar a noite no solário. - Ela me olhou
- Olha, não é habitual a gente deixar pessoas no corredor.
- Não, mas eu não vou ficar no corredor, vou ficar no solário - corrigi, cara-de-pau.
- De qualquer maneira, não é habitual a gente deixar, mas vou abrir uma exceção.
- Ah, obrigada. Aliás, você teria que deixar mesmo porque eu não tenho mais para onde ir, minhas irmãs já foram embora, se não pudesse ficar aqui eu teria que dormir na BR.
- Não, dessa vez você pode ficar, mas da próxima vez..
- Não, nem fale isso, não haverá próxima vez...
- Sim, mas se houver...
- Não, pelo amor de Deus, não vai haver, amanhã minha mãe já estará no quarto e eu terei onde ficar.
- Ah, é verdade, desculpe. Tudo bem, pode ficar.
- Obrigada. E pode ficar tranquila, não vou me acostumar não.

Aí voltamos pelo mesmo corredor, chegando ao solário eu sentei e o rapaz sentou na poltrona ao lado, estava cansado, resolveu parar um pouco e ao mesmo tempo me fazer companhia, começamos a conversar, ele me contou a vida toda dele...ei, encontrei alguém que fala mais do que eu...risos...mesmo porque eu estava sem voz e não falei nem metade do que costumo falar. Ele trabalha de segurança ali à noite, dia sim, dia não, das sete da noite às sete da manhã, durante o dia é assistente do legista no IML, faz as autópsias, o "trabalho sujo", sob as instruções do médico. Para completar tudo, faz direito à noite na UNAES, conseguiu uma bolsa integral com os quatro melhores colocados de uma prova admissional da faculdade, só que não pode tirar menos de 9 nas provas. Além disso tudo, é casado e tem dois filhos....isso é que é ter fôlego, não? Bem, ele tem 31 anos, é bonito, legal, interessante, confirmando aquela lista que copiei aqui "Leis de Murphy para as mulheres": "Homens bonitos, legais e heteros estão casados. " É isso aí. Anyway, conversamos bastante, aí ele foi dar uma volta, trabalhar um pouco, depois voltou e tornamos a conversar, só paramos às cinco e quarenta da manhã, ainda assim ele voltou umas seis e quinze para dizer tchau. Ao menos tive uma boa companhia...alguém acha que eu conseguiria dormir antes das seis ali, ainda que estivesse sozinha? Bem, fui dormir às sete e quinze e acordei oito e dez, nove horas mamãe foi para o quarto e lá fui eu atrás. Estava muito melhor, já tinha revertido o quadro e só estava sonolenta. Era apartamento duplo (duas camas) e como ela estava sozinha, me instalei na cama ao lado e dividi um soninho com ela ali. E assim se passou o dia inteiro: eu a ajudei a ir ao banheiro, a manobrar o suporte do soro, cortei a comida (ela estava com apenas uma mão disponível, porcausa do soro), enfim, os cuidados básicos. E nos intervalos a gente dormia. Resolvi consultar um médico ali mesmo, para ela ficar mais tranquila, a médica disse que era uma gripe forte e que os sintomas persistiriam por uma semana, mais ou menos, e prescreveu uns medicamentos para aliviar um pouco. De tarde encontrei um pastor da igreja, que há tempos não via (deve ter sido transferido para alguma igreja de bairro), e ele perguntou o que eu fazia ali, expliquei e perguntei a ele também, a mulher dele estava internada ali há 25 dias, teve um câncer de mama que se espalhou pelo corpo todo e só estava piorando, à noite minhas irmãs vieram visitar, trouxeram umas roupas, eu tomei banho, ajeitei a minha cara, elas disseram que estava parecendo que a doente ali era eu...risos... fui à recepção para ver os meus sobrinhos e fiquei sabendo que a esposa do pastor havia morrido há alguns minutos. Minhas irmãs foram embora e recebi a notícia de que iriam ocupar o leito ao lado, uma moça estava grávida de cinco semanas, com ameaça de aborto, seria internada ali. Dei uma ajeitada nas coisas e fui para uma cadeira que tinha em frente à cama da minha mãe. Chegou a moça e marido dela, muito divertido, estavam de bom humor, apesar de ela estar abatida, tinha vomitado a tarde toda e estava o dia inteiro sem comer nada. Têm um filho de seis anos e já perderam outro, em uma situação parecida. Conversamos bastante e na hora de dormir me ajeitei como pude na cadeira. Um pouco depois me aparece o enfermeiro com uma poltrona enorme:
- Trouxe essa poltrona para você dormir, é muito mais confortável, é dos apartamentos.
- Ah, muito obrigada!!
- Talvez alguém apareça pela manhã para levá-la de volta ao apartamento.
- Não tem problema, de manhã não precisarei mais dela, né?
Passei bem parte da noite, depois comecei a tossir demais porcausa do ar condicionado, era duas horas da manhã quando resolvi ir ao solário, ao menos lá não acordaria ninguém, fui e por incrível que pareça, tossi bem menos, o ar era fresquinho, mas ao menos era natural. Fiquei por lá até seis da manhã, quando voltei, toda amassada, para a minha poltrona no quarto. Estávamos esperando a médica, ela disse que passaria pela manhã, era meio-dia e nada da tal doutora...acabou o soro e a enfermeira o retirou, já que não havia mais medicamento nenhum prescrito. Finalmente a mulher apareceu e deu alta para a minha mãe, já era duas da tarde. Ok, mamãe está em casa, descansou (eu também, não tinha um ponto das minhas costas que não estivesse dolorido), vai ter que tomar um medicamento e fazer acompanhamento com o cardiologista, mas graças a Deus o susto já passou. E não dei muita corda para a minha gripe, ela ainda está aqui, mas vai ter que sarar sem que eu precise parar para isso. E that's all, folks! De volta à ativa. Ainda bem.




Quinta-feira, Maio 15, 2003


Mais uma foto no Gateira, dessa vez da gatinha do Marcelo, que conheci no news de carros. É lindinha, cinza, e aquela pose dá uma sensação gostosa... quem quiser conferir, o link tá aí à esquerda.
Meus olhos estão irritados (e eu também, tendo que sair sem maquiagem pela rua, sendo confundida com uma guria de 16 anos), minha garganta está muito inflamada, estou tossindo horrores, peguei gripe da minha sobrinha, mas a minha veio maximizada, porque sou maior. Amanhã, programa de hipocondríaco: marcar consulta com uma lista de médicos, aproveitar para levar a Unimed à falência. Acho que preciso dormir mais, acho que preciso dormir melhor, acho que preciso dormir. E ler. E escrever. Mas se ler e escrever mais não durmo....preciso resolver isso. Urgentemente. Talvez fique alguns dias sem postar, porcausa do olho e da gripe, preciso descansar mais, e não consigo acessar a net sem ficar pendurada até as seis da manhã, se isso acontecer, por favor, não desapareçam, podem ir deixando os comentários que a próxima vez que aparecer respondo todos...e talvez venha só para responder os comments, que é mais rápido do que postar alguma coisa. A última vez que fiquei alguns dias sem postar tive que sair correndo atrás de todo mundo denovo e deu o maior trabalhão, por favor, não me abandonem, se eu sumir será por uns dois dias, no máximo. Ou três, sei lá, aí vocês aproveitam para ler aqueles posts que pularam porque acharam muito compridos, ou cansativos, ou chatos, sei lá, deve ter uma porção de posts que você não leu aqui e não sabe o que está perdendo, nem eu sei se você está perdendo alguma coisa porque também não li, de tão bons que eram :) Enfim, se você gosta do que eu escrevo então vai aproveitar bem minhas pequenas férias, além dos posts que estão aqui tem os do arquivo, os do vansblog (que não são lá muito bons, estou me saindo melhor agora, que não estou estudando nem fazendo nada), o vansblogarchive, um moooonte de coisa que o pessoal que me conhece a menos tempo ainda não viu. Anyway, talvez, depois dessa lenga-lenga toda eu volte a postar amanhã, contrariando o repouso que acho que deveria fazer, afinal de contas, ninguém sabe o dia de amanhã, não é mesmo? Se acontecer algo realmente memorável não terei como escapar do post... Então, apareçam aqui amanhã, depois de amanhã, até eu voltar (se eu for), ou até eu ir (se não for). Beijos a todos.



Como uma luva

Sequestrado daqui: Manuzinha, que encontrei hoje. Ela tirou de algum outro blog, mas como não disse qual, ao menos eu faço a minha parte. Pego, mas aviso de onde peguei, acho que isso é o certo, não? Anyway, lá vai:

"Lei de Murphy para as mulheres

Homens legais são feios.
Homens bonitos não são legais.
Homens bonitos e legais são gays.
Homens bonitos, legais e heteros estão casados.
Homens não tão bonitos, mas legais não têm dinheiro.
Homens não tão bonitos, mas legais e com dinheiro acham que estamos atrás do dinheiro.
Homens bonitos e sem dinheiro estão de olho no nosso dinheiro.
Homens bonitos, não tão legais e razoavelmente heteros não acham que somos bonitas o bastante.
Homens que nos acham bonitas, que são razoavelmente legais e tem dinheiro são uns galinhas.
Homens que são razoavelmente bonitos, razoavelmente legais e tem algum dinheiro são tímidos e nunca tomam a iniciativa.
Homens que nunca tomam a iniciativa, perdem o interesse, automaticamente, quando nós tomamos a iniciativa "

Eu não gosto de ficar postando coisas em meu blog que não tenham sido escritas por mim, mas essa eu tinha que compartilhar com vocês, já que as leis de Murphy me perseguem desde que me entendo por gente...




Quarta-feira, Maio 14, 2003


Gente, tem foto dos gatinhos da Bianca no Gateira, revelei hoje e já postei por lá. Não deu para postar textos e fazer os esquemas que eu estava planejando, que saco. Mas tudo bem, ainda tem tempo. Bem, para encerrar o dia, uma foto da Bianca, de corpo inteiro, como eu tinha prometido.



Fui ao oftalmologista hoje porque meus olhos estavam irritados demais, vermelhos demais, doendo demais para o meu gosto. Ele disse que não gostou nada, nada da situação em que estão, que é um processo alérgico que pode ter sido ocasionado por qualquer coisa, sabonete, mudança de clima, creme, maquiagem.... não tive nem coragem de perguntar se não vou poder usar maquiagem enquanto não sarar (porque era capaz de ele dizer que nem depois de sarar), é meio óbvio, mas tudo bem. Quero ver aguentar...sabe como é, vício é vício... Hoje, por força da irritação ocular extrema saí sem lápis, sem rímel (estou desconfiadíssima do rímel porque além dos olhos irritados, meus cílios estão caindo mais do que seria normal), sem sombra, sem nada. Com a maior cara de adolescente, calça jeans, baby look e tênis. Depois fui ao Dr. Jaime, meu ortodontista, ele disse que minha gengiva está muito feia (hoje foi o dia dos profissionais de saúde me esculhambarem) e que talvez a gente tenha que tirar o aparelho mesmo faltando alguns detalhes, deu a entender que desse mês não passa mesmo, ou, no máximo, mês que vem. Ufa! Menos mal. Está feia mesmo, o dente já é minúsculo, com a gengiva inchada quase nem aparece sob o aparelho (por isso estou usando o transparente- dos males, o menor), o pior risco nesses casos é desenvolver uma periodontite, que pode levar à perda dos dentes....não quero arriscar, antes dentes mal posicionados do que dente nenhum. Bem, o dia foi cheio de ótimas notícias....(fora a parte de ficar sem lápis no olho) começou com o cd do Claudio, depois o orto me diz que vamos tirar o aparelho logo... pensando bem, foram só duas ótimas notícias, mas para quem já estava feliz sem motivo, ter duas razões para ficar ainda mais feliz é muito melhor.



Êbaaaa!!!! Para quem não lembra eu andei reclamando no início do blog que não tinha photoshop, nem photopaint, nem photonada, na verdade nem foi tanto uma reclamação, mas um comentário, a constatação de um fato: eu queria fazer uma foto colorida ficar P&B quando me dei conta que não tinha um mísero programa que me permitisse isso aqui. Nisso todo mundo teve idéia para me ajudar, falaram para baixar o photoshop pela internet, o que demoraria pelo menos alguns milênios e eu teria que esperar ter adsl se quisesse algo mais rápido. O Claudio falou que poderia me mandar o cd, se eu quisesse, é claro que eu queria, né? Passei meu endereço e vocês puderam acompanhar pelos comments o "status" do processo de envio...risos...ontem li um comentário dele aqui dizendo que já tinha mandado o cd e esse post todo é para dizer que ele chegou, deu tudo certo, instalei e já tenho o photoshop!!!!!!!! Êbaaaaa!!!! Obrigada, Claudio, obrigada mesmo, se daquela vez que você me ajudou com os links eu já te entulhei de agradecimentos, imagine só agora! Você gastou seu tempo e seu dinheiro para me ajudar, eu estou te devendo essa....pode cobrar, viu? É, eu sou carente, quando alguém demonstra atenção, carinho por mim já fico toda emocionada, é muito bom poder contar com a sua amizade, você nem sabe o quanto me fez feliz hoje. :) Muito obrigada, obrigada, obrigada... é melhor parar senão você nunca mais me faz favor nenhum (aliás, nem você, nem ninguém, vai ficar todo mundo com medo de se afogar nos meus agradecimentos depois...risos...) agora, para mandar embora toda a frustração daquele dia, vou postar a tal foto que, graças ao photoshop consegui fazer ficar P&B:




Terça-feira, Maio 13, 2003


Não deu para fazer hoje (porque o blogger não colaborou), o serviço estava fora do ar novamente: atualizar o Gateira, colocar um link aqui para alguns posts interessantes, organizados por assunto. Coisas que havia dito que faria hoje....mas não vou desistir!!! Fica para amanhã, mas fica.



Ei!!! Finalmente consegui dar um alinhamento justificado aos posts!! Que esquisito, ficou tudo quadradinho.... mas e aí, tá melhor? Quem me ensinou como se faz isso foi meu amigo Alec (sem link pq ele não tem), que passa as madrugadas conversando comigo. Como é de praxe, quando alguém aqui me ajuda (vocês são o máximo por terem essa paciência infinita com a analfabeta aqui...risos..): Obrigadaaaa!!!!!!!!! Obrigada mesmo, agora eu tenho um blog quadradinho...risos... se bem que do jeito que estava antes é mais condizente com a minha personalidade desorganizada, vai levar um tempinho para eu me acostumar com essa coisa arrumadinha, mas ao menos não dá mais aquela impressão de que deveria ter uma barra de rolagem horizontal... Valeu, Alec, de coração. Beijos!!!!



Antes que alguém me pergunte, eu não tenho nada do tipo "O que estou lendo" na coluna ao lado porque começo a ler um livro hoje e, quando muito, termino amanhã ou em dois dias. Não que eu não tenha nada para fazer, mas é porque leio rápido mesmo, simplesmente não consigo parar, devoro. Quer dizer, se o livro for muito ruim e eu for obrigada a ler demoro mais porque é um sacrifício, mas quando foi escolha minha, a leitura segue o ritmo de um filme mesmo, deve ser a prática. Estava fazendo as contas esses dias e descobri que sei ler há 20 anos!!! É, porque aprendi a ler aos três anos, quando cansei de ter que depender dos meus irmãos para saber o que estava escrito nos gibis...risos...aí peguei um livrinho do pré, que tinha sido da minha irmã e tinha as letras, palavras e desenhos correspondentes, daqueles próprios para a alfabetização mesmo. Aos 3 anos comecei a estudar sozinha, sem que ninguém soubesse, até aprender a ler e, pouco depois, a escrever. Minha mãe foi fundamental porque sempre nos incentivou a ler, tive acesso a livros desde sempre. E assim que comecei a mostrar interesse pela escrita ela me deixou, aos cinco anos, usar a máquina de escrever livremente... é, ela era meio doida, mas deu certo....risos... essa intimidade com a máquina de escrever (que ainda uso) me ajudou bastante a ter agilidade na hora de digitar, o que me permite fazer posts imensos em tempo recorde...risos... e a máquina me ajudava na dificuldade que eu tinha (e ainda tenho) em fazer as letras acompanharem meu raciocínio...essa é a razão de a minha letra ser horrível...risos...escrevo rápido demais. Não é desculpa não, é verdade, sempre foi assim. Ultimamente tenho tentado melhorá-la, mas até agora não houve grandes progressos nesse sentido... ninguém pode me acusar de não ter tentado. Não, caligrafia não adianta, eu sei escrever bonitinho, mas na hora de criar um texto não dá, se eu me preocupar com a beleza da letra o texto foge. Deve faltar algum parafuso responsável por fixar os raciocínios formulados pelo cérebro para a construção de um texto....sem esse parafuso (que é um dos que eu não tenho) as idéias saem voando rumo ao infinito...ei, me internem.




Saí, paguei uma conta do celular que ainda não venceu, ao invés da que já venceu. Bem, eu teria que pagar mesmo, não? Deixei as fotos de São Paulo para revelar e depois fui à uma loja de livros usados. Fiquei lá, revirando as prateleiras, folheando alguns livros e como não podia deixar de ser acabei em frente à sessão de História, mais especificamente na sessão de livros sobre a Segunda Guerra Mundial. Encontrei algumas coisas interessantes, mas não os livros que estava procurando, olhando os títulos acabei encontrando Mein Kampf ali, o preço? 90 Reais.... hein? Eu não pago noventa Reais em Mein Kampf nem sob tortura! Tudo bem, é importante que eu o leia, ainda mais, que eu o tenha, para pesquisa, se me propus a escrever sobre isso, mas a esse preço, no way. Aí fui ler alguns capítulos. Que o cara era louco todo mundo sabe, mas ler é deparar-se com o absurdo, vislumbrar ali, nas entrelinhas, todo o mar de sangue que ele planejava, na surdina da prisão. Ao menos até onde li ele não fala textualmente em massacre, mas nem precisa, faz analogias absurdas e claras o suficiente para que identifiquemos nelas a ameaça do genocídio. Primeiro fiquei lendo na clandestinidade, tentando esconder a capa do livro, afinal de contas, pega mal para a minha reputação ser vista lendo Mein Kampf, mesmo porque as pessoas costumam atirar primeiro e perguntar depois, até você explicar que não, não tem tendências nazistas, está lendo o livro porque você está escrevendo um romance ambientado na segunda guerra e que tem personagens nazistas, já está marcado com uma suástica na testa. Tudo bem que a esmagadora maioria lê "Mein Kampf" na capa e não sabe do que se trata, mas ao ver o nome do autor já te joga na fogueira. Aí me peguei pensando: quem recebe os direitos autorais de Mein Kampf? A pergunta ficou sem resposta, aliás, comprei dois livrinhos e dali fui a outra loja de livros usados, onde também não encontrei o que procurava, mas acabei engatando uma conversa sem fim com um professor de cursinho ali a respeito do nazismo, do holocausto, depois falamos de literatura, de racismo, enfim, foi um papo "multitópico", aproveitei e lancei a minha dúvida, ele me respondeu que os direitos autorais vão para a ONU, para que possam ser repassados a Israel, Polônia, enfim, as nações mais prejudicadas pelo nazismo. Será? Ele me disse que consigo encontrar Mein Kampf por uns sessenta, setenta Reais, o que ainda é um valor exorbitante, mas não tão extorsivo quanto noventa...afinal de contas sessenta é quase cinquenta e noventa é quase cem!!!! Ainda tenho que pensar a respeito, mesmo porque tenho dois livros importantes na fila, que têm prioridade sobre qualquer outro que apareça.




Segunda-feira, Maio 12, 2003


Estou em um momento de "explosão criativa" pública, escandalosa e assumida. Ontem fiz mais dois desenhos (falando nisso amanhã pego aqueles na casa da minha ex-colega), escrevi muita coisa nova no livro e reescrevi um capítulo inteiro, fiz alguns textos... sem contar o "mundo animal" que é o tipo de exercício criativo divertido que gosto de fazer e que não fazia há muito tempo...ao menos este mês a TPM está mais útil...risos... e o "estar feliz sem motivo" permanece. Sem motivo mesmo, muito pelo contrário, com motivos para estar triste, desanimada, para baixo. Ainda bem, não? Só espero que ainda este ano encontre um motivo sólido e útil para estar feliz porque cansa ficar sorrindo à toa, que nem boba, sem um bom motivo para tal. Bem, é isso. Essa segunda promete ser um dia cheio. Contas, coisas a fazer, livros a comprar, casas para ir buscar coisas minhas que ficaram para trás...e amanhã ainda vou ter que dar uma atualizada no Gateira, mudar o template, colocar mais textos, mais fotos...ainda colocar um link aqui para alguns posts interessantes, organizá-los por assunto, enfim, essas coisas de quem não tem o que fazer. Amanhã eu volto, vou ter muuuuuito o que postar... Ei, falem comigo, tá? Os comments estão aí para isso e eu estou carente...risos... beijos!



Acrescentei alguns links, tirei outros e uns se perderam na mudança, não sei onde foram parar. Aí resolvi vistar um a um e tentei entender o critério que uso para linkar... a princípio são blogs de gente que escreve bem, raciocina bem (nem sempre pensa igual a mim, mas aí é que fica interessante) e me parece simpática. A divergência de opiniões é aceitável, necessária e muito bem vinda, já que não me agrada a idéia de conviver com uma massa de mini-eus. Basta conviver comigo. É claro, algumas afinidades são indispensáveis, se só houver divergências haverá antipatia mútua e não é por aí, tem que ter um equilíbrio. Assim todo mundo aprende, todo mundo cresce e, no mínimo, exercita a tolerância. Aliás, tem gente que eu tenho vontade de "deslinkar" às vezes, mas não me sinto no direito, mesmo porque sempre mudo de idéia. E os links que perdi vou tentar recuperar através dos blogs onde os encontrei. Aos poucos faço isso. Eu só não quero fazer uma lista muito grande de links ou ninguém visita....na verdade acho que ninguém visita mesmo, não importa o tamanho da lista. Só de vez em quando, quando não há mais nada para fazer na net. Bem, é isso.



Dia das mães

Depois do "momento de fúria literária", um post light como as comidas da minha mãe (eu sou a única pessoa que não faz regime nessa casa e a primeira a emagrecer quando mamãe faz). Ontem fomos ao shopping, eu e a multidão: mamãe, minhas duas irmãs, seus respectivos maridos, meu sobrinho e minha sobrinha (ambos têm dois anos), comprar ração para o gato, pagar o cartão da Pernambucanas, levar as crianças para passear e...comprar o presente da mamãe, é claro. Como eu tinha comentado, ela estava reclamando (providencialmente) que os perfumes estavam acabando, etc, etc... logo, o recado era claro: como sempre, ela queria perfume. É louca por perfumes, de um jeito que eu gostaria de ser, mas não consigo. Deve ser algum gene baiano, porque minha avó também é louca por perfumes, apesar de praticamente não sair mais de casa e ter 82 anos, ainda cultiva o saudável hábito de perfumar-se (leia-se: tomar banho de perfume até quase intoxicar quem está por perto...risos...). Bem, fomos até lá, ela sabia o que iríamos comprar (não falamos nada, mas era bem óbvio). Compramos o Miracle, da Lancôme, e um conjunto de miniaturas de Dalí. A vendedora, que é minha amiga da igreja, lembrou que há alguns meses mamãe foi até a loja, experimentou o Miracle e ficou apaixonada (eita memória...). Ok, pulando para hoje: fomos à igreja pela manhã, de lá íamos ao Shopping, mas minha sobrinha está adoentada e vomitou na roupa do pai, assim voltamos direto para casa e o Shopping ficou para o fim da tarde. Minha irmã mais velha foi almoçar na sogra e queria que nós a esperássemos para dar o presente para a mamãe, mas minha mãe é muito curiosa e não aguentou esperar. Quando viu que era um perfume importado ficou toda emocionada, quando percebeu qual perfume era começou a chorar... e nós junto, é claro. Quando viu as miniaturas chorou mais ainda...ela se emociona fácil quando é algo relacionado aos filhos, homenagens a ela, essas coisas, mas da forma como ela ficou hoje eu não a vejo há muito tempo, ela estava feliz de verdade com o presente, foi muito legal. Depois eles foram para o Shopping e eu preferi ficar na net, estava muito cheio ontem, passei muita raiva. Meu irmão ligou à noite e o dia terminou bem. Ah, mamãe deu uma Bíblia com letra gigante para a vovó, edição especial, maravilhosa, que ela queria faz tempo (minha irmã tem uma e a vovó vivia "namorando" a Bíblia dela...risos..), ela ficou super feliz, quando chegamos ela já estava na varanda, esperando o presente. Isso porque ninguém tinha falado que teria presente aquela hora...risos.... Minha mãe disse algo bem certo ontem: "Nenhuma mãe assume que quer presente, sempre dizem que não precisa, mas quem não gosta de ser lembrada assim? É muito bom, não tem jeito." Ê, capitalismo agradável... E se é para demostrar amor, carinho e gratidão, minha mãe merece muito, muito mais. Eu nem teria dinheiro para comprar tanto presente...ninguém teria.






Domingo, Maio 11, 2003


Comentário Idiota
O assunto foi tocado em um comment (para provocar, obviamente) e relacionado à religião (para provocar, mais uma vez) e de uma forma tão mal informada que a princípio nem deu vontade de responder, mas exatamente pelo comentário ter sido tão primário, vou me dignar fazê-lo, para que ninguém mais me encha o saco sobre esse assunto (ok, eu sei que ninguém me encheu o saco sobre isso aqui, mesmo porque a maioria de vocês me conhece há pouco tempo e não tem como hobby a perseguição de Heiters, esse é o povo antigo dos news de humanas do UOL-Psicologia e Filosofia). Primeiro, Adriano, não seja ignorante (não se ofenda, é no sentido literal). Vá ler, pesquisar, se informar, raciocinar antes de ficar escrevendo bobagens. Vamos recortar seu comentário para dissecar sua ignorância:
"Só tenho uma coisa a dizer: o protestantismo brasileiro criou um vício incrível em nossas mulheres. Elas agora devem ser castas até o dia de seu casamento."
Perguntas: Desde quando isso é invenção do protestantismo? Desde quando isso só acontece no Brasil? Desde quando isso é de agora? Desde quando isso é só para mulheres? Do jeito que vc fala parece que de repente todas as mulheres brasileiras foram "contaminadas" pelo "vírus" do protestantismo e não há mais nenhuma solteira que faça sexo.
Primeiro, falando de virgindade e religião. No judaísmo, que é a raiz do cristianismo, que é de onde temos todas a nossa base de leis, o sexo só deve existir dentro do casamento. Na visão judaica, " o casamento é uma oportunidade de voltar para fins sagrados um instinto fundamental que todos os seres normais possuem". E em nenhum momento Jesus ou qualquer um de seus dicípulos e apóstolos revogou esta lei, portanto, teoricamente, aos católicos também é "proibido" o contato sexual antes do casamento, pode perguntar a qualquer padre qual é a posição da igreja a esse respeito, é óbvio que a realidade não segue as regras doutrinárias, porque se a maioria da população é católica e a maioria da população faz sexo antes do casamento, a maioria da população não está muito interessada em seguir à risca os preceitos da igreja, mas isso já não é problema meu, nem seu, não é mesmo? Entre os protestantes, a coisa segue a mesma teoria, mas outra prática. Não digo que todos os evangélicos casem virgens (ou mantanham-se "castos" do dia da conversão até o dia do casamento), mas a orientação que temos é que o sexo tem que ser feito com amor e compromisso formalizado diante de Deus, isto é, depois do casamento. Se a pessoa vai seguir isso ou não é problema dela, já que não vai ter nenhum pastor para vigiá-la em sua vida íntima. Mas eu acredito que se alguém se propõe a viver uma fé, esta pessoa deve vivê-la por inteiro, não fragmentada. Isso vale para qualquer igreja protestante, em qualquer lugar do mundo, em qualquer período da história do protestantismo, e para qualquer igreja que afirme ter seus preceitos baseados na Bíblia, se achou ruim não reclame comigo, reclame com Deus. Eu acho que cada um tem a sua forma de pensar, tem suas bases de pensamento, suas convicções, não interfiro no direito de ninguém, de decidir sua vida e também não admito que interfiram no meu. Acima de qualquer conotação religiosa, eu decidi para mim que só iniciarei minha vida sexual quando (e se) eu me casar, porque não vou me casar com qualquer um. Para eu largar esse estado de solteirice terei que estar apaixonada e ser muito bem correspondida, a pessoa tem que ser especial e raciocinar tão bem quanto (ou melhor do que) eu, se é que isso é possível..risos... Eu sou muito reservada e por ser emocionalmente frágil, uma entrega completa (que envolva corpo e alma) só quando for um amor, com o homem que eu escolher para construir uma vida a dois. Pode parecer retrógrado, mas é o que penso e sempre pensei assim, pensaria ainda que fosse a maior atéia em atividade no universo. Felizmente a igreja combinou com meu pensamento inicial, ao menos tenho um lugar em que não sou cobrada por isso, e onde ninguém me pergunta se sou virgem ou não, onde não sou vista como um ET se alguém, eventualmente, fica sabendo que sou. O que eu acho absurdo é a pessoa, antes de perguntar o porquê de uma garota bonita, extrovertida, inteligente, de 23 anos ainda ser virgem, já ir jogando a "culpa" com cima da religião.
"Mas como saberão com que parceiro acasalam melhor?"
Apesar de eu ter feito a brincadeira com o "mundo animal", não somos assim, animais. Ao menos não desta forma selvagem. Acaso você acredita que uma mulher tenha que fazer sexo com todos os homens disponíveis para saber "com que parceiro se acasala melhor"? O ser humano não é assim, não tenho experiência prática nisso, mas leio bastante e converso muito com quem conhece o assunto, acredito que o sexo entre um casal, ainda que não seja dos melhores, pode se aprimorar, com diálogo, conforme vão conhecendo o corpo um do outro, vão descobrindo o que gostam e o que não gostam, enfim, o importante é gostar da pessoa, ser alguém especial, que combine com você, sintonia sexual se constrói, não dá para ser fator de exclusão, só se vc estiver com muita preguiça ou com muita má vontade.
"Isto só tem um rótulo possível: anti-natural."
Rótulo? Preconceituosos gostam de rótulos.Anti-natural é achar que indivíduos devam deixar sua condição de indivíduos para se tornarem massa homogênea. Anti-natural? Por quê? Não precisamos agir como animais, acasalando com todos os parceiros possíveis (nem eles fazem isso) porque isso é "natural". Natural é decidir como, quando onde e com quem ter a primeira, a segunda, a terceira e todas as outras experiências (não apenas sexuais), porque raciocinamos, porque somos humanos, é você poder tomar suas próprias decisões e mantê-las a despeito de pressões dos amigos, da escola, da sociedade, é saber que a sua vida é sua e que ninguém tem nada com isso, saber que quando você estiver deprimido, com um problema bem horrível, aqueles seus "amigos" que te pressionam a agir como eles não estarão nem aí para você, isto é, na hora de te cobrar comportamento padronizado eles sabem, na hora de te ajudar, não o fazem mostrando o quanto se importam... Anti-natural é você jogar um comentário desses no meio de um assunto nada a ver, para me provocar. E não conseguiu, porque apesar do texto furioso, não estou irritada com isso, meu jeito de escrever a sério é agressivo mesmo. Para cortar o assunto de vez (caso contrário não faria um post desse tamanho).
PS: Não vou responder a todos os comentários idiotas com um post-monstro, foi só dessa vez, viu? E preparem-se, em breve nova edição do "Mundo animal".




Sábado, Maio 10, 2003


Plantão Científico

Feedback
Dúvidas sobre o mundo animal:

Extinção??? E não conseguiram fazer com que essa espécie maravilhosa se reproduza em cativeiro? :)))
Claudio Téllez

Claudio, reprodução em cativeiro, só depois do casamento....risos... E, bem, os pesquisadores têm encontrado grandes dificuldades em achar machos dessa espécie, por isso o perigo de extinção. Além, é claro, dos perigos que esses felinos correm no dia-a-dia, os predadores naturais (e artificiais) atiram primeiro e perguntam depois. Se não fossem ágeis, não seriam mais encontradas Heiters no Reino Animal.

E...vem cá...tem desse bichinho em pet shops para levar prá casa? São dóceis com humanos?
Jesse Lujack

Jesse, eles estão em extinção!!! Já viu algum animal ameaçado de extinção ser vendido em Pet Shop?(...risos...disfarçados, porque este é um assunto científico, não é permitido rir) Às vezes são apreendidos alguns exemplares sendo transportados irregularmente, em um ônibus sem ar condicionado de Cascavel (PR) a Carazinho (RS), por exemplo. São animais silvestres, para criá-los tem que ter uma autorização do Ibama e local adequado. E não, não são dóceis com humanos. Quer dizer, com alguns humanos sim, são criaturas muito dóceis, amigáveis e bem fofinhas, mas de início costumam ser muito ariscas, como qualquer felino que se preze.

Como se dá o acasalamento desta espécie?
Valter

Valter, ninguém jamais teve qualquer registro deste fato. Como já mencionei, não foram encontrados machos da espécie, ainda não existem estudos comprobatórios, mas especula-se que talvez esse seja o único mamífero a se reproduzir assexuadamente, mais ou menos como a estrela-do-mar, mas são apenas especulações, já que nunca caiu um braço ou uma perna de um exemplar para se descobrir se nasce outra Heiter do membro amputado. E esperamos que esse teste jamais seja feito, mesmo porque seríamos processados pela Sociedade Protetora dos Animais e teríamos sérios problemas com o Ibama, e isso não é nossa intenção. Sem contar que um procedimento desses seria desnecessário (e doloroso), portanto, o melhor a fazer é continuar as pesquisas para descobrir se existem realmente machos dessa espécie.


Esperamos ter esclarecido as dúvidas de nossos leitores. Outras questões podem ser encaminhadas para o link abaixo (comments), serão prontamente respondidas, assim que for possível.

Obrigada.




Quinta-feira, Maio 08, 2003



Mundo animal parte I :
Heiters:

Essa espécie vive nas florestas do Centro-Oeste brasileiro, tem dentes pequenos e frágeis, por isso costuma se alimentar basicamente dos sanduíches macios que caça em pleno vôo (deles) e dos Bis que vivem em colônias perto das árvores, além dos chocolates de Gramado, que como o próprio nome diz, vivem nos gramados do local, embora sua dieta seja muito mais variada. Heiters são felinos que escolhem a caça com muita frescura. Alérgicos a peixes e frutos do mar (o que não é grande perda pois no Centro Oeste não há litoral, portanto, não há frutos do mar na natureza-só no supermercado), aceitam alguns tipos de aves, carne vermelha só bem passada (geralmente após algum incêndio na floresta) e sem gordura (as melhores caças são aquelas que passam bastante fome e depois são incineradas por algum desastre ecológico fumegante), e ainda assim, bem macia, para que consiga mastigar. O maior predador da floresta, chega a atacar uma manada de pizzas e dizimá-la em segundos. Os Danettes são outro grupo que costuma ser presa das Heiters, assim como os Flans e as dóceis mandiocas fritas e queijos de todas as espécies, além de inofensivas famílias de Crep's e alguns nojentos vermes da subespécie Miojo, pequenos animais também entram na dieta, como bandos de nugget's recheados de queijo, batatas fritas e Froot Loops, estes últimos, espécie de corais que vivem junto às pedras.
No outono inicia o período de hibernação, sob o espesso edredom (planta nativa da região) essa espécie passa o inverno inteiro e só volta à vida normal na Primavera, em Setembro, após o período de queimadas onde a umidade do ar chega a insuportáveis 10% em alguns anos.
Definitivamente não vivem em bandos e detestam bandos perto de si. Uma criatura inteligentíssima, porém muito pouco estudada pela ciência, que só agora começa a se preocupar, pois essa espécie encontra-se ameaçada de extinção.




Quarta-feira, Maio 07, 2003


Não funciona, definitivamente, meu grau de stress é tão grande que nem dormindo cedo consigo acordar em um horário mais ou menos aproximado ao das pessoas normais. E para piorar o Nermal ainda ficou super preocupado e lá foi ele me dar um apoio moral, dormindo em cima do meu edredon e, por tabela, da minha perna direita...resultado: passei parte da noite sem conseguir me mexer (antes que me perguntem, sim, o gato é que manda), até ele se cansar daquela posição e deitar sobre a minha perna esquerda. Tenho que aprender e deixar ele dormindo na sala...
Brrrrr...está frio, frio, frio.... cerca de 12 graus.... é de congelar qualquer campograndense... ah, congelaria qualquer um, ainda que não fosse campograndense. Frio é bom para tomar chocolate quente, comer fondue, tomar café colonial, namorar, entrar debaixo do edredom e dormir...eu, particularmente, só tenho feito essa última alternativa da lista. Gostaria de estar fazendo as outras quatro, mas nada é perfeito nesse mundo. Estou com fome, vontade de comer rodízio de pizza...melhor dormir, que a essa hora não deve haver rodízio nenhum aberto, e se houver eu não tenho como chegar lá.... e comer rodízio sozinha é o cúmulo da criatura anti-social, acho que não cheguei a esse ponto...só acho.




Terça-feira, Maio 06, 2003


Tudo resolvido, sessão de desculpas e isso e aquilo. Ok, vira-se a página e fica-se esperta. C'est la vie... Liguei para uma ex-colega de classe (ex-colega porque não estudo mais lá, na verdade eu é que sou ex colega de classe dela) que ficou com o último trabalho que fiz, de PP, eu scaneei os desenhos que fiz para o trabalho antes de entregá-lo, mas os arquivos do computador antigo foram todos perdidos, e ao contrário do que eu imaginava, não salvei esses desenhos em disquete. Resultado: liguei para a menina e pedi a ela que scaneasse e mandasse para mim por e-mail....mas ela não sabe scanear, nem tem scanner em casa. Depois que eu comprei scanner (mais especificamente ano passado) achei que não houvesse mais nesse planeta um indivíduo de nível universitário que não possuísse um scanner em casa...risos....o negócio é tão natural para mim que até me esqueço que esse tal "Mundo virtual" ainda é terrivelmente desconhecido para grande parte da humanidade. Ok, ficou combinado que eu passaria na casa dela para pegar o trabalho. Eu tiro xerox, scaneio, depois devolvo, se ela for precisar para o futuro. Eu só quero os meus desenhos, porque deram muuuuito trabalho para fazer e não estou afim de refazê-los para mostrar que sei desenhar...risos... scaneados e bonitinhos serão postados aqui. Enquanto isso não acontece, um desenho que já foi publicado no falecido vanspictures:






Segunda-feira, Maio 05, 2003


Preciso de dinheiro esta semana para comprar o presente da mamãe, ela andou reclamando que está sem perfume...eh,eh,eh...muito providencial essa reclamação, né? Ainda não sei o que minhas irmãs vão comprar, ninguém combinou nada ainda, mas como há a obrigação social de dar presente para a mãe no dia das mães, acabarei ficando no prejuízo, tendo que dar presente para a mamãe, a vovó, as minhas duas irmãs e a minha cunhada...risos...acho que preciso ser mãe logo. Também quero um dia só para mim.



Fiz algumas modificações no texto que já tinha escrito há dois meses, sobre respeito, para se adaptar à situação:
"Respeito não se exige, se conquista", já ouvi certa vez. Não concordo. Não deveria depender de idade, atitudes ou palavras a obtenção do respeito, ele deveria estar presente em todas as situações, não importa a quem fosse devotado. É assim que costumo agir, é assim que gostaria de ser tratada, o mesmo respeito para o idoso, para o jovem, o adolescente, o adulto, a criança, o bebê, o homem, a mulher, com a mesma intensidade, levando em consideração o que a pessoa diz, tratando com polidez, no matter what. Não que eu seja a perfeição por agir assim enquanto o resto do mundo usa dois pesos e duas medidas, mas é que se eu, que sou eu, consigo agir assim, todos teriam condições de fazê-lo, se quisessem. De repente sou colocada à parte de assuntos que teoricamente me dizem respeito. Quer dizer, nem tão de repente assim, eu já não tinha o direito de discordar, sem ser atacada com todas as pedras que tivessem à mão. Opinião? O que é isso? Daí para o acontecimento de sábado foi um passo. Praticamente um triatle: agressões verbais, levantamento de voz e rebaixamento de Vanessa. Não dava para argumentar, qualquer coisa que eu dissesse era mentira, é assim quando se discute com donos da verdade. Discussão? Baixaria das piores, com direito a gritos na calçada e a um momento em que eu pensei que poderia surgir agressão física. Era só o que me faltava. Pior é que nem dá para explicar porque o troço não foi lógico, talvez Freud pudesse explicar, mas não falo com mortos.
Pedir que se conquiste o respeito é fugir da discussão, é fugir da responsabilidade, como se a culpa pelo desrespeito fosse do desrespeitado, não daquele que desrespeita, quando o respeito deveria fazer parte do caráter de todas as pessoas. Respeitar é um verbo, uma ação, respeito é algo que deveria ser inerente a todos os sujeitos desta ação. Outro velho dito popular é: "Respeite se quiser ser respeitado", também não concordo, pelas razões já explicadas, o respeito depende de quem respeita, mas tudo bem, eu respeito (e não faltei com o respeito com ninguém, quanto a isso tenho minha consciência tranquila), agora quero que me respeitem de volta, é meu direito e vou lutar por ele enquanto me sentir agredida.




Papo de crente:
Eu tenho que estar consciente de que há os dois lados da moeda. Se eu estou bem com Deus, alguém não está feliz com isso, não dá para assumir a existência de Deus e ignorar a existência do diabo, e ele vai fazer de tudo para me tirar dessa condição de fé que estou. É óbvio, se ele não está feliz, vai se levantar. Mas comigo não funciona mais isso não, se levanta para cair, já que sei identificá-lo. Se a vida está boa, tranquilinha, tem alguma coisa errada. Se de repente há quem me ataque sem razão alguma coisa boa estou fazendo, é quase como um termômetro. Alguém disse uma vez "Não se espante quando o diabo agir como o diabo", e é verdade. Quando a gente vê umas coisas absurdas como essa acontecendo na nossa vida, toma um susto, como se não esperasse um ataque assim, tão claro e tão sórdido. Tento separar as coisas, ver até que ponto é iniciativa da própria pessoa e até onde o diabo se aproveita da situação. Anyway, se a pessoa não dá espaço, ele não usa suas atitudes contra os outros. Agora, se a pessoa dá abertura para que o mau temperamento tome conta, ou se dá espaço para a mágoa, o ódio, a raiva, o descontrole, aí é festa mesmo. Não é à toa que a Bíblia diz que onde há o Espírito Santo, há o Fruto do Espírito, e este fruto é formado por uma série de atitudes que revelam o caráter de Deus na pessoa "Mas o Fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não há lei" (Gálatas 5:22 e 23), neste capítulo Paulo fala das obras da carne e do Fruto do Espírito, ressaltando que os que são de Cristo crucificaram a carne, isto é, contra sua própria natureza humana, esforçam-se em fazer o bem, em viver de acordo com o Espírito Santo, evitando o mal, a inveja, as contendas, e mais uma lista de coisas que obviamente nada têm a ver com Deus e que estão aí porque o homem se corrompeu. Fácil não é, não é mesmo, muito mais cômodo é bater em alguém quando se está com raiva do que exercitar a mansidão, o domínio próprio, mas a paz interior e o bom relacionamento com Deus só são alcançados quando a natureza humana recolhe-se à sua insignificância e a pessoa busca viver de acordo com o caráter de Deus. Puxa, isso é difícil. Difícil mesmo, mas é recompensador porque você estando com um bom relacionamento com ele, a comunicação é muito mais eficaz. Ele dá colo, responde, ajuda, exorta, fortalece, enfim, não existe nada melhor do que estar na situação de Davi e poder ser chamado de "amigo de Deus", e esse Deus é misericordioso, é justo, vê o coração, não a aparência, é maravilhoso porque perdoa quando encontra o arrependimento sincero dentro de nós, não importa o que fizemos. Por que razão eu iria contra Ele? A paz que eu preciso está dentro de mim, o mundo pode cair na minha cabeça que eu não vou me abalar (e o mundo não vai cair sobre a minha cabeça, eu tenho quem me proteja).
"Por que a mim se apegou com amor, eu o livrarei, pô-lo ei a salvo, porque conhece o meu nome. Ele me invocará, e eu lhe responderei; na sua angústia estarei com ele, livrá-lo ei e o glorificarei." (Salmos 91:14 e 15) É uma promessa. Uma das milhares que existem na Bíblia. E eu creio em cada uma delas porque conheço a fidelidade do responsável por elas.



Vanessa Stella, de saco cheio de tudo.





Domingo, Maio 04, 2003


Muito triste. Não, não estou triste, estou indignada. Não, indignada não, triste mesmo. Ah, sei lá, uma confusão de sentimentos dentro de mim e eu não quero pensar, não quero escrever sobre isso, mas não posso evitar. Porque hoje fui desrespeitada, humilhada, agredida (não fisicamente, claro), de uma forma que nunca imaginei ser em toda a minha vida. Me senti um lixo, uma empregadinha que "se meteu na conversa" dos patrões e que não merece ser ouvida, todos seus argumentos são mentirosos, ela só merece o desprezo e a humilhação e depois que a raiva dos patrões passa, tudo volta ao normal. Isso tudo me fez resgatar de alguma página perdida em um dos meus cadernos um texto sobre respeito. Se encaixa perfeitamente na situação vivida hoje e é um bom desabafo enquanto não consigo pensar, raciocinar feito gente e escrever um texto claro e auto-elucidativo sobre tudo isso. Ah, quer saber? Não sei se vai dar tempo de transcrever todo o texto hoje, se não der, posto amanhã, mas fica registrado aqui o meu protesto, atestando que estou muito, muito mal mesmo. Um grande beijo para todo mundo. E não se preocupem, estou mal, mas estou bem...risos....




Sábado, Maio 03, 2003


O meu "leitor invisível", que me ajudou com o banner do Friends of Israel Project, levantou uma questão interessante, que eu devia ter esclarecido antes, mas acabei não fazendo. Transcrevendo as palavras dele, nos comments:

Por falar nisso, vou denunciá-la ao PROCON!!! (propaganda enganosa!) Cadê o "Monstro"?!

Pois é, caro leitor amigo, cadê o monstro?


Bem, o tal monstro não sou eu não, é o dia-a-dia, o Vansblog, na verdade se chamava "O Monstro Diário", em português mesmo, porque queria fazer um jogo de palavras com diário (periodicidade) e diário (a idéia de diário virtual), mas acabei fugindo do trocadilho ao nomear o Blog de arquivos como "Daily monster". Assim que fiz este blog não tive outra saída senão dar-lhe o nome de "Another Monster", é outro monstro, diferente do que eu enfrentava no Vansblog, mas ainda assim assustador.



Hoje levantei com uma triste notícia: morreu o último tio da minha avó...é, tio da minha avó, irmão mais novo da mãe dela. Não me pergunte quantos anos ele tinha, a nora dele achava que ele tinha 92 anos, ele mesmo não sabia dizer, mas ele tinha 92 anos desde que eu tinha 12!! E minha avó, que está com 82 anos, conta que era ele quem cuidava dela quando ela era criança...e ele já era rapaz. Estava magrinho, bem velhinho, esquecendo as coisas, usando fraldas geriátricas... Quando era jovem tio Felix era bem bonito e disputado pelas garotas (já existiam peruas atiradas naquela época), deixou uma noiva esperando por ele lá na Bahia, disse que voltaria para buscá-la...não sei o que aconteceu com ela, deve estar esperando até hoje porque ele acabou casando com uma turca por aqui depois de namorar bastante.

Minha mãe não achou boa idéia minha avó ir ao velório, mas como boa mulher da nossa família ela decidiu que ia e foi, levada por uma prima. Se "despediu" do tio e voltou tranquila para casa...imagina, perdeu mãe, irmãos, metade dos filhos, marido, todos os tios, alguns primos e sobrinhos... acho que morte nenhuma teria o poder de deixá-la prostrada. Apesar de tudo admiro isso nela, admiro a força dos idosos, a capacidade de superar e de continuar vivendo, sem se abater. É claro, nem todos os idosos são assim. Meu avô mesmo sucumbiu à uma depressão que lhe trouxe a leucemia que o matou, aos 80 anos. Mas de forma geral em cada um deles a gente encontra histórias maravilhosas, de lutas e de vitórias, sobreviver a tudo é a maior delas.

Por isso gosto de sentar e conversar com os idosos, ouvir as histórias, perguntar, tentar compreender e aprender... acho que sou um pouco velha, por isso nos damos tão bem. Tenho a paciência que o resto apressado do mundo não tem com eles e esse resto do mundo não sabe o que está perdendo... E sabe de uma coisa? Eles conseguem detectar isso em mim, acho, e simpatizam comigo antes mesmo de me conhecer. Antes de viajar estava andando pelo shopping aqui e passei por uma senhora bem velhinha e uma mulher ao lado dela, deviam ser mãe e filha. A senhora olhou para mim e eu sorri, depois que ela passou eu a ouvi dizer: "Que menina linda". Em São Paulo, no Shopping Ibirapuera, para onde ia todas as tardes (ler na Saraiva), uma coincidência engraçada: estava na fila do caixa da Riachuelo quando me pego sendo observada por um grupo de umas cinco senhoras de uns setenta anos, em média. Uma delas me olhava muito e eu sorri. Ela se aproximou e parou bem na minha frente, ainda olhando, sorrindo. Então disse "Que menininha linda!", o que eu poderia dizer? Olhei para trás, para os lados, para me certificar de que ela estava falando de mim, vendo se não tinha nenhuma menininha linda por perto. Quando vi que era mesmo comigo fiquei sem graça e agradeci. Aí ela chamou as amigas (todas) e falou "Olha só, eu estou falando para ela que menina linda ela é, olha só", e a outra "É, é mesmo, muito bonita, parabéns", e eu, me sentindo uma ursa no zoológico, meu rosto deve ter passado por todas as tonalidades de vermelho antes de voltar à cor original, mas eu fiquei tão agradecida que nem sabia o que dizer além de "Nossa, muito obrigada".

Fiquei agradecida porque estava precisando daquilo, de uma atenção especial, um elogio, uma palavra de carinho. Nem saberia agradecer àquela senhora pela atenção que me deu em um dia em que eu estava me sentindo tão sozinha. "Obrigada" foi muito pouco, mas não dava para fazer um discurso de agradecimento pelo Oscar, quebraria o encanto do momento. Pedi a Deus que cuidasse delas, que protegesse e agradecesse por mim, com uma bênção especial. De repente foi como se todos os velhinhos a quem eu já tenha dispensado um pouco do meu tempo e muito da minha atenção e carinho me agradecessem, através daquelas simples palavras daquela senhora tão bem vestida e maquiada, me mostrando como é bom um momento de cuidado, quando a gente se sente tão deixado de lado.



Não, eu não desculpo o transtorno. Que saco!!! É a vigésima quinta vez que isso acontece só nesta semana. Todas as vezes que tentei postar ontem o blogger estava fora do ar. Ê, padrão Globo de qualidade... Bela porcaria. Ok, eu precisava soltar alguns caninos em alguém hoje. Não que esteja brava, irritada ou nervosa, mas levemente indignada com o "desculpe o transtorno". Ah, se ainda fosse uma vez ou outra no mês, mas isso tem se tornado frequente, aí não dá para desculpar mesmo, por maior que seja a paciência do indivíduo.
Gente, se alguém quiser me dar um presente, me mande um chocolate da Prawer. Nunca comi nada melhor. O chocolate é tão puro que nem derrete em temperatura ambiente. Isso confirma a minha teoria de que os ignorantes são mais felizes. Se eu não conhecesse o chocolate da Prawer, ficaria bem feliz com uma barra de chocolate Nestlé ou Lacta, como ficava antes. Por que eles fazem isso? Vieram mês passado (enquanto eu estava em São Paulo) na Expogrande, uma exposição agropecuária anual, que é o acontecimento em Campo Grande. Montaram um stand e minha mãe comprou uma caixa com cinco barras para mim, sabendo que sou louca por doces. Aí cheguei, comi os chocolates e me dei conta que não tenho onde comprar mais aqui. A loja mais próxima (é, eu liguei para me informar) fica em Paranaíba (não me perguntem, sei que é no MS, mas nunca fui lá)...ué, Campo Grande não era a capital? Geralmente as coisas importantes ficam na capital e, se sobrar, vão para o interior... mas é o cúmulo do vício pegar um ônibus para Paranaíba só para comprar chocolate. Acho que vou escolher o reoteiro da minha próxima viagem turística seguindo a Prawer, Brasília, Porto Alegre, Gramado.... e antes que me perguntem, sim, a serotonina está em baixa. Aliás, minha produção de serotonina é à base de chocolates mesmo. Ainda bem que não engordo...se bem que nem sei, acho que se tivesse tendência para engordar comeria chocolate da mesma forma, depois me empenharia nos exercícios para queimar as calorias adquiridas. Vício é vício.... ainda bem que meus vícios não matam....





Quinta-feira, Maio 01, 2003


Meu mouse está com problemas existenciais, o que me deixa muito irritada. Momento de comprar outro...bem antes do que eu imaginava, saco. A Blanda levantou uma questão no blog dela...na verdade não levantou não, ela só comentou que era muito picada por mosquitos e eu começei a conjecturar. Analisei que todas as pessoas atacadas por mosquitos que conheço tem RH+, as de RH-, como eu, não são tão apetitosas assim para esses insetos. Então a preferência "mosquital" está claramente ligada ao fator RH. Vou estudar mais sobre isso e publico aqui o resultado de minhas pesquisas científicas.



Êba!!! Consegui incluir o logo do Friends of Israel Project, graças à ajuda de um leitor do blog...Adriano? Alec? Gostaria que se identificasse para que eu possa agradecer com mais propriedade. Anyway, muuuuuito obrigada :) E já deletei seus comments, como vc pediu, não sem antes salvá-los no meu pc, sua ajuda foi preciosíssima, nunca conseguiria fazer isso sem a ajuda de um adulto ;-) Valeu mesmo!! Agora, gente, eu tenho um logo!!! Olhe aí, à esquerda, e clique para ir ao site do Friends of Israel Project. Ao leitor legal, identifique-se, por favor.






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