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Desde 25 de Agosto foram...
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Heiter Lampert não usa esse pseudônimo para se esconder de alguém,nem tampouco procura manter-se no anonimato,escolheu lançar mão desse expediente porque cansou de ver as pessoas usando seu nome em vão. 24 anos,trancou o curso de jornalismo,mas não deixou de escrever nem por um minuto. Doadora de sangue,não bebe,não fuma e não usa nada que possa estragar o precioso líquido vermelho que corre em suas veias. E-mail de Heiter Lampert.
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Sexta-feira, Outubro 31, 2003
Túnel do tempo:
Procurando meus livros do cursinho acabei encontrando alguns cadernos antigos; entre eles meu caderno de Geografia da terceira série. Fazíamos os exercícios e entregávamos para que a professora pudesse corrigir e deixar seus comentários quando julgasse necessário (observações como "melhore a sua letra" eram frequentes...risos..).
Nesse passeio pelo passado acabei encontrando o seguinte recadinho meu para a professora, datado de 17/07/1989:
"Querida tia Rosania:
No livro de geografia (confira na pág.56, exercício 4) eu coloquei faxineira com "x" e você corrigiu, colocando com "ch". Queria lhe dizer que essa sua correção está absolutamente errada. Esta é só uma correção imediata que inesperadamente me ocorreu quando abri o livro de Integração Social e fui estudar, aí aconteceu este incidente. Te amo.
Vanessa"
E a resposta de professora, em caneta vermelha:
"Muito obrigada por ter me avisado. Te adoro."
posted by Sunflower
8:29 PM
Comentários acumulados
"Escorpiões? Já fui acordado por um enquanto dormia no chão da sala. Experiência um tanto estranha, abrir os olhos gradualmente, ajustando o foco, e a primeira coisa a ver sendo um belo exemplar amarelado, cutucando meu ombro com as pinças."
Gladstone
Ai que horror, Gladstone, como se livrou desse bicho? Aqui em casa eles aparecem sempre, são esses amarelinhos mesmo, vêm do terreno abandonado ao lado de casa. O mais perto que cheguei foi o dia em que quase peguei em um ao conectar o fio do telefone ao computador, ele estava ao lado do fio. Aliás, é sempre assim, eu quase pego, quase piso, quase, sempre quase, mas nunca tive um contato assim tão...cara a cara com a criatura. Credo! Ah, e não me esquecendo de te mandar um beijo, apesar do assunto sinistro. ;)
"Ow!
Eu leio!
Só não comento muito, mas leio... não é uma questão de exclusão nem de boicote, muito menos de preguiça... é somente uma maneira de admiração anônima... se é que posso classificar como isso, ehehe...
Mas passarei a expressar mais meus comentários... ;]
Beijos!"
CK.One®
Ufa, finalmente! Você sim, achei que tivesse me ignorado...risos....fico feliz por saber que não era nada disso. Fiquei durante um bom tempo me perguntando o que eu tinha feito ou dito para que você tivesse esquecido da minha existência...risos... Ok, sou dramática. Mas já passou, já passou. Obrigada pelo sinal de vida por aqui, sempre passo no Sfinen para me certificar de que você está bem, sem faltar nenhum pedaço. Aliás, como já prometi, vou me controlar e não peço mais comentários de ninguém. (mas- falando baixinho- é bom ver você por aqui). Beijos! :)
"tá.. eu li e ia saindo sem comentar de novo.. mas... claro que eu leio sim.. na verdade eu é que ando numa dessas crises de 'nãopostageminvoluntária'.. e acho que ela abrange a a 'não commentagem' tb.. hehe. ah.. antes que eu esqueça.. vc tem um sorriso lindo!! ;)"
Pera
Acha mesmo? :) Obrigada...(Vanessa levemente envergonhada sem saber o que dizer depois de agradecer- adoro receber elogios, mas não sei lidar muito bem com eles)
Ok, o bom é saber que você esteve aqui, que não estou sozinha no universo, etc, etc, etc.... mas respeito suas crises "OMO" porque também as tenho com relativa frequência...risos..... Mas fico feliz ao te ver...e como estou sentimental hoje, vejo os comentários e fico com vontade de abraçar todo mundo...risos...acho que estou meio descontrolada....pode ser algum desequilíbrio hormonal, uma nova forma de manifestação da TPM, sei lá...e junta com esse período complicado do qual já falei...credo, sai de baixo.
"e esse negócio de postar 'pra parede' é coisa de grafiteiro... :P"
Pera
Hehehe...gostei dessa.
"Eu posso ser sincero? bem... vou ser... não entendi nada... como eu cheguei aqui mesmo? tem 23 janelas abertas na máquina... jesuis... cê me adesculpa sô? hehehe... um abraço!!! pelo menos vou linkar no Kiwi!!!"
Everaldo
Hahaha...ligeiramente perdido...23 janelas abertas???...risos...se abro dez já fico tonta, imagine 23! Deve ter chegado aqui através de um comentário que fiz no Kiwi sobre você ter parado de fumar. Quanto ao post...bem, estava apenas reclamando por meu antigo blog (já aposentado) ter sido removido do hpg por "conteúdo impróprio". Bem vindo ao Another Monster, Everaldo! E agradeço o link, se ele vier. Beijos! :)
"Saudade de vc, amiga, de nossos papos.
Mas em breve colocamos as noticias em dia.
Sempre torcendo por vc, mesmo do outro lado do mundo,
Fe."
Blanda
Também estou com saudades, pode estar certa disso...mas muito feliz por saber que você está nas nuvens...eu já estou de volta à terra, rolando no barro, para ser sincera. É isso. Obrigada! Felicidades ;)
Beijos!!!
"Acho que no final estamos todos sofrendo da síndrome do final-do-ano. Quanto tudo parece mais pesado, confuso e enevoado do que antes. E repensa-se velhos valores, antigas vontedes e sonhos esquecidos no fundo das gavetas começam a batucar, querendo novos ares...
Beijos"
Moça
É, Moça, pode ser. E começa novembro...não estava psicologicamente preparada para o término deste ano...e o próximo ano já cobra atitudes, cobra que eu me mexa, aja, lute, levante, enfrente monstros ainda mais horrorosos...enfim, causa um leve apavoramento. Beijos!
"Van,
É, você está dizendo muito mais do que escreveu na postagem. O seu olhar já diz tudo!
Beijos!"
Claudio Tellez
:) Pois é, Claudio...e olha que eles ainda tentaram disfarçar alguma coisa... Nem todos conseguem ler além das palavras, coloquei a foto ali exatamente por não poder dizer tudo e para que pessoas com sensibilidade aguçada (como você) pudessem me compreender sem que eu dissesse mais nenhuma palavra. Fico feliz ao ver que estava certa.
Grande beijo!!!
"Vanessa... eu voltei aqui! Pára tudo!!
Tô meio chocada!!
Lembra de mim? Leitora que nunca se manifesta... Lembra que eu disse nunca ter lido blogs?? Pois bem. Sabe o que aconteceu? Isso: Tô há um tempão sem vir aqui no teu blógui (consequentemente sem ir a blógui nenhum, pois não tinha paciência antes de gostar do teu.) Aí, sabe o que aconteceu? Caí de pára-quedas no blógui da Clarah. Isso foi domingo à noite. Amei! Virei nerd de vez! hehehe! E voltei aqui no teu hoje, e olha que *** coincidência (lembra que eu sou haole em blóguis, e pra mim isso é uma *** coincidência!), taí vc falando da Clarah...
SÉRIO: CalmaÊÊÊ!!!! MIÔVI menina!!!
Não tô a fim de virar órfã de blóguis legais, eu sei que eu não sou muito assídua, mas calmaêê... eu sou chata e não gosto de qualquer blógui, e gostei do teu, e do blógui da Clarah que já conheci defunto. Isso é cruel, cara!
Seguinte: EU RESPEITO TUAS CRISES, contanto que elas passem da maneira que EU achar melhor!! ré ré! Mas a maneira que eu (e 1.298.749.857 pessoas) acho melhor é vc continuar escrevendo sim.
E tenho dito!!
beijocas :)
Ohara "
Hahahaha....ei, o pior é outra coisa: a Clarah sempre esteve linkada aqui, mas eu nunca tinha falado dela antes neste blog...risos...então, além de uma coincidência, isso deve ser um sinal. Sinal de que essa Blogosfera anda ainda menor do que imaginávamos....risos....
Serei bem sincera, podem achar que estou fazendo tipo, que estou dramatizando, não é, estou sendo sincera, as always: é por essas coisas que até hoje não fechei esse blog. Vontade tenho, não de fechar, mas de dar umas férias para vocês...entretanto, acreditar que tem gente que se interessa, que gosta, que gasta sem tempo aqui e ainda expressa isso dessa forma tão simpática me faz pensar vinte milhões de vezes antes de tomar uma atitude mais drástica. (Ei e acho que você superfaturou o número de gente que quer que eu continue escrevendo, não?...risos...)
Ok, já falei que estou sentimental hoje, vou acabar chorando aqui...risos....para não te deixar muito traumatizada, ao menos por enquanto este blog continua. Senão você nunca mais lê blog nenhum, achando que é alguma coisa pessoal contra você...risos...
Obrigada pelo carinho, pela consideração, atenção, etc, etc...buáááááá.....eu sou mesmo um monstro. Obrigada pela força (tem gente que não acredita, mas essas crises idiotas são sérias, garanto. Gostaria que não fossem, mas são). Beijos!
posted by Sunflower
8:14 PM
Críticas, críticas, críticas
Elas demoraram a aparecer, mas eu tanto fiz que consegui...primeiro, o comentário errado da mocinha abaixo. Errado não pelo conteúdo, mas é que, não sei por que cargas d'água ela comentou no Contos e Textos o conteúdo deste blog aqui. Respeito a opinião de todos, mas cada coisa em seu lugar.
A principio, achei interessante o teu blog... por isso resolvi acompanhar... depois percebi o quanto vc vem se tornando cansativa e repetitiva... sempre reclamando da falta de comentários... penso que isso deveria ser "algo espontâneo", ou seja a pessoa o faz porque tem vontade de fazê-lo, não pq vc vive ameaçando parar de escrever, etc.. Desculpe, mas eu quando faço o que "gosto", não fico esperando o retorno daquilo em meio a cobranças, sabe!? Se um dia vier é porque mereci, se não, ainda assim, terá valido a pena, porque fiz de coração! fiz porque gosto! PENSE NISSO... Um abraço.
Paola Fevours
Paola, não me disse nenhuma novidade, o grande problema nessa questão sou eu. Isso é óbvio. Não ameaço parar de escrever, eu simplesmente tenho vontade de parar de escrever, é diferente. E se tenho vontade não vou ficar fingindo que não tenho. Não obrigo ninguém a comentar, mas sim, reclamo da falta de feedback...e posso reclamar, porque gosto de dividir o blog, não me interessa reinar solitária por aqui.
Gosto de escrever, mas no blog, acima de tudo, gosto do contato com as pessoas, é a diferença do que faço enquanto trabalho e do que faço enquanto escrevo neste blog. E estou em um período de carência absoluta, precisando desesperadamente de contato humano, ainda que virtual. Patético? Não, humano....não gosto, mas fazer o quê?
Quer um conselho? Se gosta do que escrevo (fora a parte repetitiva e cansativa) volte depois de janeiro, certamente o período de carência irritante, cansativa e repetitiva terá acabado, por enquanto estou passando por uma fase difícil e complicada, de transição, mudanças e muitas renúncias, o certo seria parar um pouco exatamente para preservar o blog e evitar que ele se torne cansativo como você constatou. Se cansou mesmo, obrigada por expressar sua opinião e um dia a gente se esbarra por aí. Grande beijo! :)
Talvez teu blog tivesse muitas visitas, se tu não ficasse só se lamentando "ningém lê o meu blog", "escrevo para as paredes", "ninguém faz comentários"...
Realmente, isso não é muito interessante de ler!
Marcelo Resende
Hahaha...desculpe, Marcelo (Resende...meu parente), mas foi engraçado. Deixe-me tentar explicar, acho que ainda tenho outras coisas a acrescentar, embora minha resposta à Paola responda parte do teu comentário.
Primeiro, não quero mais visitas. Não procuro mais visitas, não reclamo da falta de visitas, mesmo porque não há do que reclamar, nunca tive tantas visitas quanto agora. O Another Monster costuma ter, em média, uns cinquenta acessos por dia, variando para mais em determinados dias da semana e , para mim, é um número relativamente alto.
Sim, reclamo da falta de comentários, não que os que recebo sejam insuficientes, mas pelas razões já descritas na resposta à Paloma. Reclamo, mas não lamento. O problema a é que esse blog nunca passou pela turbulência que tem passado agora, aliás, eu não passei por nenhum período complicado desde que comecei o Another Monster, a tendência dos posts sempre foi a linearidade, com discretas variações de humor. Agora descompensou.
A confusão do blog reflete minha própria confusão e o desespero por comentários é, na verdade, o desespero por carinho, contato, atenção. Ridículo, eu sei, também acho, mas estou bastante cansada emocionalmente, um pouco triste e sentindo falta de alguns amigos, gente que costumava conversar comigo antes e agora quase não dá as caras. Não quero esse blog cheio de comentários inúteis, quero me sentir como antes, só isso. Mas não depende de vocês, não depende de ninguém além de mim.
Sei que ando chata e cansativa, nem eu aguento ficar perto de mim nos últimos dias. Concordo contigo, deve ser um porre ter que ler a mesma coisa de tempos em tempos....mas suspeito que vocês caçem essas "lamúrias", afinal de contas, tenho escrito outras coisas por aqui. Mas tudo bem, ultimamente o blog perdeu o vigor, o brilho, a alegria, se é que já teve essas coisas algum dia. Abraços!
Que todos os leitores me desculpem, vou me controlar, não reclamo mais de nada e, aos mais chegados, me aguentem em suas caixas de entrada, já que não posso "me lamentar" no blog, reclamarei atenção em private se a coisa ficar muito mais pesada do que já está.
posted by Sunflower
7:07 PM
Recados
Ok, começando a fazer mais um blog, desta vez de Contos e Textos. Não tem praticamente nada lá, e nada que preste. Assim que eu tiver material decente aviso.
E por favor, momento "Vanessa está carente": fiz um post ontem (e um hoje) com o maior amor e carinho (e postei duas fotos da viagem, de dentro do pedalinho, no Lago Negro, em Gramado) e só quatro de vocês comentaram (obrigada aos quatro que me deram alguma atenção), dá a impressão de que nem leram o texto ou, se leram, detestaram. E é a vigésima vez que falo isso porque é a vigésima vez que tenho chiliques por aqui. O dia em que quiser escrever para paredes faço um blog no chão da minha casa.
Outra coisa muito importante: depois de quase 45 dias sem um mísero post, meu amigo Edmund Bonaparte atualizou o blog. Isso foi domingo, acabei esquecendo de avisar, como comentei o fato (de ele ter ficado um mês sem postar e ainda assim continuar recebendo visita de gente querendo checar se tinha texto novo ou não) aqui, mais do que justo avisar da continuação da história.
Tenho coisa para escrever. Queria postar reprises de posts, mas deixo para a próxima crise. Sem contar que estou morrendo de sono. Tinha e-mails para responder, respondi alguns comments, faltam muitos.
Encontrei um escorpião no meu quarto, dessa vez foi por pouco. Estou sem celular. Amanhã vejo se resolvo isso, mas continuo sem celular, pois nem dinheiro para comprar cartão tenho (sim, transformei meu telemóvel em pré-pago). Engraçado, né? Torrei todo o dinheiro que tinha nessa viagem e não me sinto nem um pouco triste com isso.
Bem, amanhã volto aos posts inuteis. É uma pena, porque empurro para o abismo dos posts que ninguém lê, textos que são muito queridos para mim, como o do dia 29 de Outubro ou o conto do dia 09 de Outubro, mas enfim, essa é a vida dos blogs, não?
posted by Sunflower
3:04 AM
Que fiz eu?
Não esculhamba também, né? Tentei entrar no Vansblog hoje e deu a seguinte mensagem: "Este website foi removido por estar em desacordo com o termo de serviço hpg"....só se for por eu ter ficado uns seis meses sem atualizá-lo. Caramba...e meus textos? Espero tê-los todos guardados em algum lugar por aqui...se bem que não valiam muita coisa mesmo, apenas um ou outro, que com certeza eu salvei.
Mas o que eu fiz? O que eu disse? Sempre fui uma criatura pacífica e inofensiva...tá, nem sempre, mas nunca fiz nada de errado, senhor hpg. Tá ok, tire o site do ar pela inércia, mas não precisa dar essa mensagem medonha como se eu fosse dona de um site pornográfico, nazista, enfim, qualquer outra coisa abominável que fosse digna de ser usada como pretexto para tal atitude extrema.
Um blog. E um dos bem ridículos. Me mandem um e-mail avisando que vão fechar o site, me prendam, sei lá, mas me façam saber o motivo. Não consigo nem entrar com o meu login, fui expulsa do hpg...só me faltava essa. Só por que o troço é gratuito é essa esculhambação então? Paciência...
posted by Sunflower
12:54 AM
Quarta-feira, Outubro 29, 2003
Diga "X"
I'm Back
De volta a Big Field (parafraseando meu amigo desaparecido Ciclope), dor de cabeça, muita dor de cabeça. A viagem foi boa, cheguei inteira, mas 28 horas dentro de um ônibus deixam qualquer coluna em frangalhos. Ainda não estou voltando com posts inéditos, embora este seja um post inédito. Estou de saco cheio. Vontade de parar com tudo isso (alguém vai pensar: "De novo? Ela não teve uma crise dessas semana passada?" De novo não, ainda. Essa crise é resquício da outra...ainda), pensando em Clarah Averbuck...mas ainda não está na hora.
E blogs fecham à minha volta. Primeiro a Clarah, depois o Jesse...a primeira até compreendi, afinal de contas, ela usou argumentos bem convincentes. Quanto ao Jesse...bem, na hora não entendi nada, agora finjo que entendo.
E eu aqui, como um fóssil sem grande utilidade. Não acho que esteja na hora de fechar o blog, mas às vezes dá vontade de tirar umas férias. Mas não consigo. E fico nesse vai-não-vai e ninguém mais me leva a sério, nem mesmo eu.
Enfrentar o mundo real. Toda a coisa campograndense me dá dor de cabeça. 28 horas de viagem me dão dor de cabeça. Receber um e-mail que preferia não receber me dá dor de cabeça. Receber outro e-mail, de um amigo querido e desaparecido alivia um pouco a dor de cabeça. Li e reli vinte vezes, gosto de receber coisas de quem gosta de mim, de me sentir amada. Quem não gosta?
Fechar tudo, respirar, procurar por um sorriso em quem não sabe esboçar o mínimo de entusiasmo, que desconfia, que desacredita. Explicar. Tomar um copo d'água sem pagar por isso, ganhar um abraço...que saudade da minha mãe! Ouvir que minha avó disse que quando eu não estou tudo fica sem graça e silencioso.
Meu gatinho no meu colo, minhas coisas, meu computador. Receber as fotos e ficar horas olhando e recordando. Lembrando de tudo, lembrando de que tudo passa nessa vida... e passa. Mas volta. Não o que foi, mas outras alegrias, enquanto os sentimentos permanecem e amadurecem. E que bom que é assim.
Comer mais um pouco, ouvir o que não queria, falar de forma tranquila, demonstrar o que realmente sou. Vontade de chorar sem conseguir, tomar um banho gelado, não querer sair. Não quero, estou cansada, dor de cabeça, depois venha aqui. Sento, escrevo, olho as fotos, mexo nelas, preciso mostrar o que posso. Escrevo. Não quero escrever, mas não dá para evitar.
Os olhos não me obedecem mais. Tenho coisas para responder, deixo para mais tarde, mais tarde volto. Eu sempre volto. Dormir agora, acordar daqui a pouco. Depois a gente conversa, não conversa? Não sei. Não quer conversar comigo? Te deixo com meu rosto, aqui, logo abaixo, onde posso e como posso. O sorriso que quase saiu, os olhos que quase confessaram algo. Não precisam, eu já disse tudo. Daqui a pouco. Daqui a pouco eu digo mais.
posted by Sunflower
8:03 PM
Segunda-feira, Outubro 27, 2003
Você sabe que está viciada em internet quando ao invés de escrever imóvel, escreve e-móvel. Sem brincadeira, aconteceu comigo e devo confessar.
Bem, não há nada de muito produtivo passando entre minhas orelhas hoje. Tudo bem que nos dias anteriores também não havia nada de produtivo e assim mesmo postei. Aliás, exatamente por isso ter acontecido e eu não ter me agradado dos resultados, prefiro abster-me de escrever qualquer outra coisa inútil e começar o que eu já tinha combinado com vocês, a exibição de reprises de posts antigos (e igualmente inúteis).
Qualquer dia volto com textos inéditos e de vez em quando farei pequenas inserções irrelevantes como esta. Enjoy it!
posted by Sunflower
10:12 AM
Sexta-feira, Outubro 24, 2003
O jornalismo me persegue. Não gosto dele, mas ele me persegue. Tentei fazer outras coisas, comecei a faculdade de publicidade, mas o jornalismo me persegue. Só que tenho alguns problemas, como a dificuldade profunda de ser uma máquina de escrever, digitar sem alma, presa à centimetragem, textos descartáveis que no dia seguinte estarão embrulhando bananas na despensa.
E se eu não conseguir entrar na UFRGS (O que é sempre uma possibilidade)? O jornalismo continuará me perseguindo? E se eu passar para outra coisa? O jornalismo continuará me persegundo, cedo ou tarde terei que terminar o curso, afinal de contas, estou reiniciando pela terceira vez.
Já escrevi sobre isso outras vezes, mas esse assunto não se esgota. Falo, falo e não adianta nada, a realidade é essa. Escrevi hoje: "Acima de tudo, não sou jornalista. Mesmo quando estiver com o diploma nas mãos, ainda que tenha que trabalhar na área, nunca me verei como jornalista. Sou escritora, mesmo não gostando de ser. Não gosto porque acho que minha vida seria bem mais fácil se eu não tivesse as habilidades que tenho. Não reclamo, adoro escrever, mas ter a capacidade de achar textos nas coisinhas muitas vezes é desesperador. Carrego um caderno para todos os lados porque as palavras nunca avisam quando vêm. E se você não anota o insight que teve, ele se perde e nunca mais será recuperado, só de birra. Insigts são geniosos."
Ninguém se torna escritor. Ou você nasce escritor ou, se tentar, será um impostor. Dave nasceu escritor (segundo minha mãe e minha irmã ele escreve melhor do que eu...e eu concordo), mas por algum acaso do destino encasquetou que era engenheiro. Melhor para ele, transitando entre letras e números, tem sempre opções divergentes que o fazem ser uma pessoa equilibrada.
A desequilibrada aqui não sabe fazer outra coisa. Deveria fazer fisioterapia, biologia, medicina, enfermagem....gosto dessas áreas. Mas era bem capaz de parar de escrever e ficar só cortando e espetando carne humana pelo resto da vida... sempre fui muito desatenta e para fixar a atenção não posso fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, ou faço tudo errado.
A única coisa que me faz ser menos desequilibrada é conseguir usar os dois lados do cérebro. Senão eu cairia para a esquerda e não conseguiria mais andar. Falando nisso escrevi hoje o dia inteiro com a mão esquerda, para ver se colocava o lado direito do cérebro para trabalhar e deixava o esquerdo descansar um pouco, ele anda meio estressado.
O jornalismo me persegue. Fugi do assunto e ele acaba de me lembrar que era disso que estava falando, porque me persegue. Ver tudo por trás dos óculos críticos, ver uma boa matéria onde não existe nada...o jornalismo me persegue. O jornalismo verdadeiro. Hoje existem milhares de jornalistas neste país, apenas uma minúscula minoria é jornalista de verdade, os outros são pessoas que têm o diploma e trabalham na área. Só. Talento zero, dom zero, veia jornalística zero. Envenenam o jornalismo e fazem dele a mercadoria estragada que ele é. Ou que está.
O jornalismo me persegue, mas o jornalismo é falso, mentiroso, tendencioso, distorce fatos e se interessa pelo pior lado da vida e do mundo. Sou o oposto. Detesto mentiras, falsidades, distorções, manipulações (ok, ok, aos que me acusam de manipular as situações ao meu favor: nunca faço isso com más intenções...e, como sempre digo, estranho seria se eu manipulasse situações contra mim. Cada vez faço menos isso, ninguém pode me acusar de ser manipuladora agora) e busco cada vez mais ver o lado bonito da vida, do mundo e das pessoas...é difícil, mas tento.
Dave é uma pessoa que vê tudo azul. Tudo é bonito, feliz, para cima...eu tenho a terrível tendência de puxar tudo para baixo, mas agora, mais do que nunca, estou começando a me acostumar com as coisas bonitas, azuis, saltitantes. Aliás, eu estava bem alegre, feliz e saltitante, mas nunca fui uma Polyanna...aliás, essa garota é detestável. Sozinha eu sou para cima, mas o holofote azul do Dave ofusca todas as minhas saltitações...risos...e aqui estou eu, descobrindo que sou mais chata do que achava que era.
E o jornalismo me persegue. É que estou terminando o post e ele queria participar do último parágrafo. Fico tão de saco cheio de tudo que existem dias em que não ligo a televisão, não leio jornal, nem revista semanal alguma, fujo das notícias na internet...poderia cair uma bomba de hidrogênio no centro da cidade, começar uma guerra civil, o MST sitiar Porto Alegre e eu nem me daria conta. Aí quando resolvo voltar a me informar tomo vários sustos...risos... De vez em quando preciso de uma desentoxicação. E me enforquem por me alienar...ao menos sobrevivo.
O jornalismo me persegue. E eu odeio isso.
posted by Sunflower
11:10 AM
Quarta-feira, Outubro 22, 2003
Mais comments
"Oi Van!
Tenho estado "sumido" nos últimos dias porque tive uma recaída violenta daquela gripe. Deve ter sido o estresse de ficar três dias fazendo a prova sem parar.
Não pude colocar a carta no correio ainda justamente por causa da gripe (que mais parece sinusite). Estou com febre intermitente de 39.5, 40 graus, portanto resolvi me entocar em casa até melhorar. Aproveitarei de acrescentar mais alguns detalhes à missiva antes de enviá-la!
Beijos e bom "final de viagem"!"
Claudio
Menino, cuidado com isso. Se cuida aí, porque esse negócio de emendar uma gripe com outra, sinusite, outras ites, é perigosíssimo....prejudicar a saúde por conta de compromissos estressantes também é uma péssima idéia, vide nossa amiga Blanda que em Abril deste ano teve uma pneumonia que a mandou para o CTI, por culpa do stress. Portanto, agora, mais do que nunca, cuide-se. Não se preocupe com a carta, vá escrevendo e me envie quando você estiver legal, ok? Beijos e melhoras!
Este eu prefiro responder ponto a ponto, é da Rita.
"Ler o Blog dos outros é como abrir o diário de alguém sem que esse alguém saiba."
No meu caso, eu praticamente jogo o diário na cara dos outros, acho que não se aplica. Sem contar que tem coisas que escrevo para mim e que não publico aqui...alguma intimidade e privacidade preciso resguardar.
"Pessoalmente, não tenho interesse em criar um blog pra mim. É como se minha personalidade servisse de cobaia, esperando o julgamento dos outros... tipo: "dar a cara pra bater" (ou pra receber afagos...)."
A gente dá a cara para bater todos os dias, enquanto conhece gente, se relaciona, enfim, não vejo grande diferença com o mundo real, exceto, é claro, que me sinto mais protegida aqui do que pessoalmente, por mais estranho que isso possa parecer.
"Contar pra todo mundo quem sou eu, do que gosto, meus hábitos, os lugares onde costumo ir... com essa onda de sequestros aqui por perto, pode até ser meio perigoso, não acha?"
risos...sinceramente, não acho que tanta gente assim me leia, talvez tenha até mais informações na net do que leitores para elas, mas quanto a mim, não tenho medo disso não porque não deixo tantas informações (aliás, onde costumo ir? Nem eu sei, quase não saio...mal sei em qual cidade estou....), e quem iria querer me sequestrar? Todo mundo sabe que não sou nada, que não tenho nada, não tenho dinheiro, minha família também não....tenho dívidas,quando começarem a aceitar isso como resgate, começo a ter medo de ser sequestrada...risos... mas cada um tem direito a suas próprias paranóias...a seu bel-prazer...
"Ou então, você se apaixona por um rapaz (ou dá um fora em outro...), e em seguida os dois estão lá, lendo o seu diário, pra saber aquilo que eles não tiveram coragem de perguntar pra você. Esquisito, não?"
Bem, quanto a isso também estou bem tranquila, não costumo me apaixonar por ninguém, nem dar foras, nem namorar, nem nada. O único por quem realmente me apaixonei foi o Dave e é o meu primeiro namorado de fato, já que o outro namoro que tive, há seis anos, não pode ser chamado de namoro. E para quem quer saber alguma coisa na vida real, eu falo. Falo até o que não me perguntam, até o que não querem saber, para que não venham me importunar com interrogatórios depois. Muitas, muitas, muitas inimizades por isso, mas muito mais amizades, porque isso é sinceridade, verdade... quem encontrar esse blog por acaso (porque não o divulgo entre meus conhecidos) não fará nenhuma descoberta escandalosa, e não digo nada aqui que não possa confirmar pessoalmente, enfim, minha vida é minha, minhas opiniões são minhas, quem quiser chegar perto vai ouvir, porque não tenho medo de falar, nem nada a esconder. Agora, pessoas normais, com relacionamentos normais, ex-namorados, reputação a zelar, família que não sabe exatamente com quem está lidando, realmente devem temer. Ou não. Por quê?
"Coisas da modernidade. Um dia a gente se acostuma, e acaba entrando no clima."
É, eu não posso falar nada, ou teria nascido blogueira. Tudo bem que em 1980 não existia nenhum blog, mas eu poderia, em 83, escrever meu dia-a-dia de bebê em uma cartolina e colar na entrada do prédio em que eu morava, para que todos pudessem ler. Também achava estranha a idéia de "diário virtual", depois descobri que blog não era isso, ao menos não apenas isso. Enfim, já escrevia essas coisas para mim e quem quisesse ler em meus cadernos até os vinte e um anos, quando comecei a escrever de vez em quando em news e, ano passado, tive coragem de criar um blog. Nem sei se posso ser considerada blogueira. Prefiro achar que sou uma escritora que tem um blog. Nem todo mundo precisa ter um blog, mas acredito que se todo mundo escrevesse sobre o que pensa, sobre si, seria mais feliz, se entenderia mais. Nem falo de internet, escrever em cadernos mesmo, diários, o que seja. Escreva.
"Ass: Rita ... Guedes.
(Oh, oh! Acho que falei demais!)"
Eita, menina paranóica...risos...está sendo perseguida pela polícia? Acho que não, né? E se tiver, acho que a polícia não lê blogs, portanto, relaxe. Gosto dos seus comentários, só que sou curiosíssima, você não faz idéia. Queria saber, apenas, como você descobriu o Another Monster, de onde veio? Se não quiser responder via comments, mande-me um e-mail para hkanswitch@bol.com.br Pode ser? Beijos.
posted by Sunflower
2:50 PM
Recado:::::::::
Atenção, Dave, atenção Dave, nave Van fazendo contato....se receber esta mensagem, favor enviar-me as fotos para que eu possa mandá-las à minha irmã, para provar que realmente estou aqui e não fui abduzida por extraterrestres gaúchos. Obrigada.
posted by Sunflower
2:20 PM
Conto meia-boca escrito às pressas, dia desses.
Antes que me perguntem, obviamente não, este conto não é autobiográfico...aliás, quase nenhum conto meu é.
Cinco minutos
Cinco minutos. Sua vida seria decidida em cinco minutos, por uma ou duas linhas naquele pedacinho de papel. Tudo o que deveria fazer era esperar.
Era absurdo pensar em ter um filho naquelas condições, acabara de perder o emprego, parara de estudar, mal tinha vinte e dois anos e nem conhecia direito o futuro pai de seu provável filho, já que tinham pouco mais de três meses de namoro...para piorar, ele também estava sem trabalhar e não tinha muito mais idade do que ela.
Mas que besteira! Facilitaram demais nas brincadeiras, nem pensaram que existia um risco...e agora lá estava ela, contando os segundos para o resultado do teste. O que faria se desse positivo? O primeiro impulso era o assassinato. Tirar aquela criança parecia a atitude mais certa a tomar, ninguém ficaria sabendo e no final das contas acabaria tudo como estava antes, em ordem, como se nada tivesse acontecido.
Será? Duvidou daquela certeza. Não era assim tão fria a ponto de continuar a vida normalmente se interrompesse aquela gravidez. Jamais conseguiria olhar um bebê da mesma forma. Conhecia os métodos abortivos e sabia que todos eles eram horríveis para o feto. Sofrimento que ela não veria, mas que existiria, de fato.
Bem ou mal aquela criaturinha era metade ela, metade o homem que amava e isso não podia ser deixado de lado. Mas ela não conseguiria...enfrentar o pai, a mãe, o irmão, os amigos...decepcionar todos aqueles a quem amava...não sabia se conseguiria suportar.
Mas que direito tinha ela sobre aquela vida que se formava em seu ventre? Nenhum. Ao menos não o de arrancá-lo de lá, pois se era dona de seu corpo deveria ter se precavido, pensado antes. Era dona de seu corpo, mas não do corpo que se formava dentro dele, nisso ela definitivamente não poderia interferir.
Então qual seria a solução? Esconder-se, ter o filho e entregar a algum casal preparado e que não possa gerar um bebê? Que idéia mais absurda! Carregar uma criança por nove meses, engordar, produzir leite e sair do hospital de barriga e braços vazios, deixando seu filho no colo de outra, antes de um ato humanitário, deveria ser até crime.
Tantas mulheres que perdem seus filhos, que anseiam por carregar seus bebês no colo, tê-los na barriga, vê-los crescer, sentir-se mãe...passou a mão pela barriga. E se seu filho estivesse lá? Lutaria por ele?
Um vínculo. Coisa maravilhosa, um pedaço de si. Ainda que em hora totalmente imprópria, ainda que estivesse muito assustada, teria que deixá-lo nascer, criá-lo, enfrentar todas as barras e aceitar que sua vida mudara, que tinha outras coisas a aprender.
Três minutos. Nada.
Quatro minutos. Ainda uma listra.
Cinco minutos e nada da segunda listra. Então não, ela não estava grávida. Sentiu um vazio, um alívio e uma certa desorientação. Que bom. Que pena.
posted by Sunflower
2:12 PM
Terça-feira, Outubro 21, 2003
Que coisa maravilhosa!! - Comments
Acho que vou ameaçar fechar o blog mais vezes...se for para receber comentários como os que recebi, vale a pena passar por momentos de esgotamento e saco cheio como os que passei em relação ao Another Monster. Apenas algumas pessoas comentaram, mas o que importa é a qualidade, não a quantidade.
Ia responder nos comments porque postados aqui se transformariam em um texto mostruoso, mas não dá. Seria um tremendo desperdício largar essas mensagens no haloscan. Vamos lá:
"Não precisa agradecer, Van.
Adoro vir aqui!
A blogmania, assim como qualquer outra mania,pode trazer prejuízos ou alegrias, o segredo está na moderação, e isso só quem pode determinar é você.
Pouco importa a média dos acessos, desde que, o quê se escreva (ou deixe de escrever) seja verdadeiro.
Bom hiatus!(ou não...)
Um beijo!"
:)
Menina, falar de moderação comigo é complicado....costumo levar as coisas para extremos...por exemplo, não conseguiria beber com moderação, fumar com moderação, ou odiaria bebida e cigarro com toda a força dos meus pulmões rosados e meu fígado vibrantemente vermelho-escuro ou viraria uma cirrose enfisêmica ambulante. Nesse caso, fico feliz de ter escolhido a primeira opção...risos....
Com o blog é a mesma coisa. Infelizmente, ou escrevo compulsivamente ou não escrevo nada. Estava escrevendo pouco e isso me incomodava. Este blog estava virando, a meu ver, um diariozinho adolescente, eu contando o dia-a-dia, falando dos passeiozinhos, apaixonadinha, namorandinho...argh! Tudo o que nunca quis e sempre detestei profundamente. Nem sei se estava virando isso mesmo, mas era assim que eu sentia e espero que a partir de hoje eu volte ao normal.
Mas fique tranquila, jamais acontecerá de eu escrever (ou deixar de escrever) algo que não seja verdadeiro, simplesmente não consigo, nem se quisesse....como eu não quero, as possibilidades se reduzem a zero. Agradeço o comentário bem feliz e quero deixar bem claro que gosto que leiam o que eu escrevo, não acho que paredes sejam boas leitoras...risos....estou feliz pelo tanto de acessos que venho tendo, mas me incomoda a falta do feed-back porque gosto de interação. Mas tudo bem, não vou mais incomodar vocês com isso...risos... Beijos!!!
"ôPa!! Fechar o blog?? pára né van! Realmente, a inspiração pra posts é uma coisa totalmente cíclica.. as vezes dura meses.. vc chega a guardar textos pra não postar tudo de uma vez só... aí.. quando vc menos espera, chegam os tempos das vacas magras... é muito normal e eu já reparei isso em muitos blogs. o Ed é um... eu passei por um período tb de stand by.. agora até que tenho até me surpreendido comigo mesmo (não pela qualidade, pela quantidade rsrs). Mas, não desanime.. seus posts mesmo que sobre suas loucuras e crises existencias são muito bons! eu conheço seu blog há pouco tempo e gosto muito de ler... valeu!! bjs! (Keep walking!!! :) )"
pera
:) Obrigada, Pera. Não tem idéia de como é bom saber que não encho a paciência de vocês com meus curtos. Você tem toda razão, não há por que pensar em fechar o blog só por ter entrado em período Omo (branco total). De vez em quando me sinto uma idiota por falar (pior, publicar) esse tipo de coisa idiota.
Quanto ao seu blog, realmente percebi a explosão criativa que se instalou por lá de uns tempos para cá...aquela da invenção do fígado e as regras básicas para se vomitar bem foram obviamente frutos de uma mente terrivelmente ocupada, com milhões de coisas para fazer...risos... mas notei que há dois dias você não posta nada...trate de inventar outro órgão urgentemente...risos... Beijos!
"ah... e eu sou um dos que ainda entra no blog do lunático quase todo dia pra ver se ele esqueceu de tomar os remédios e postou alguma coisa... hehe"
pera
E eu sou outra...risos...todos os dias estou lá, já decorei os posts antigos, lendo e relendo como quem tenta tirar as últimas gotinhas de sumo de uma laranja esbagaçada, para tomar um suquinho, espremendo, espremendo...mas ele tem que postar logo, porque já li tanto que agora acho que não sai mais nada...risos... mas deixei um comentário lá hoje de novo...a esperança é a última que morre, não?
"Bom, vou me manifestar, já que fui citada ("tem os tímidos que lêem e não comentam nada.") hehehe!
Não sou tímida não, na verdade eu nunca fui de ler blogs e nunca quis ter um, e só quando a gente conhece algum é que percebe que essa coisa é grande! Parece que há até uma certa organização invisível da comunidade blogueira, com algumas "regras" de comportamento e tudo. Muito natural e fácil de compreender, mas só descobri isso recentemente, acho legal. Bom... eu sou nova no ramo de "leitora de blogs" (isso começou há 1 mês por acaso. Sabe quando a gente procura algo no Google e aparecem alguns blogs comentando o assunto que te interessa, aí vc vai ver o que o cidadão tem pra dizer? No teu caso não me lembro mais o assunto, mas foi assim também.)
Conheci esse teu blog semana passada + ou -, e acho legal te dizer que realmente existem pessoas que lêem e não se manifestam.
Eu fui lendo... lendo... e sei lá porque, continuei lendo... lendo... tava interessante.
Acho que é porque seus textos fluem bem. Vc escreve sem pretensão de rebuscar as palavras, e ao mesmo tempo com requinte de usá-las muito bem, com sacadas bem humoradas e inteligentes. Foi isso.
Fora o fato de vc ser muito parecida e muito diferente de mim. Isso também me prendeu um pouco.
"Parecida" comigo pelo seu jeito convicto de falar o que pensa (principalmente, porque PENSA), pela sua personalidade única sem meias verdades (tenha certeza, isso agrada sim! Infelizes os que não sabem o que são ou o que pensam, de tanto esforço que fazem em agradar a maioria). Pelo jeito doido de refletir sobre as pequenas coisas ou acontecimentos, e volta e meia se pegar analisando tudo, sem querer até, com graça até... sobre coisas que a maioria dos mortais nem se toca que acontece um palmo à frente do nariz (talvez nem seja um bom exemplo, mas a dupla gay/nãogay do seu café da manhã pode ser uma referência disso que eu falei. Era algo meio bizarro, intrigante, admirável até.. Pronto, virou algo que te fez pensar, analisar.) Acho isso ótimo! Um grande diferencial seu, num mundo onde praticamente ninguém pára pra pensar direito sobre coisas não palpáveis.
"Diferente" de mim: vc é 6 anos mais nova, é escritora, parece ser introvertida, de não gostar de zoeira, etc... Mora no Mato Grosso e eu moro no RJ... Talvez seja mais radical que eu em alguns assuntos, mas por outro lado, temos a mesma gana de expor a própria opinião, exigindo o mínimo de respeito por ela. Eu respeito.
Sei lá...
Tem uma coisa meio parecida também... Eu também digito rápido e acabei de me tocar que escrevi demais num lugar onde era apenas pra fazer um comentário, hahaha, ok! Foi mal, mas é que eu nunca postei em lugar nenhum, e se vc me fez ter esse impulso, olha só o que teve que aturar, ahahhaa!!!!
Vanessa, boa sorte, sucesso e seja muito feliz nessa sua nova etapa (que já está começando muito bem e radiante pelo que parece!) Tenho certeza que Porto Alegre vai ser uma maravilhosa mudança na tua vida"
Ohara
Menina, você acaba de escrever um post! Comentou por todas as vezes que entrou e leu sem comentar...risos...e eu achei ótimo. Sério mesmo, foi uma bela surpresa descobrir que os "leitores-fantasma" realmente existem, pensam, gostam do que lêem... e você escreve bem, poderia fazer um blog também...risos... Aliás, cuidado, eu comecei assim (acabo de me lembrar disso). Lia um blog e nunca comentava, aí passei a ler outro, e outro...depois resolvi comentar...e comentava sempre, era legal. Aí quase fui expulsa do newsgroup que eu participava por falar mais de comportamento humano, bobagens e um monte de coisa sobre mim do que permanecer no tópico (embora nunca tenha notado que hovesse realmente um tópico ali)...aí resolvi me arriscar a iniciar um blog. Ficou uma porcaria, mas aos poucos o troço foi melhorando até que congelei o outro blog e passei para este aqui, me arriscando mais ainda, ao colocar um sistema de comentários e reiniciar todo o processo.
Obviamente adorei o que você escreveu. Tenho a consciência de que não me vejo de verdade e adoro ler o que acham de mim e me descobrir através das palavras de vocês...aos poucos ler e falar "puxa vida, é isso mesmo", notar a sensibilidade que vocês têm de me decifrar através do que escrevo (tudo bem, confesso que facilito bastante a tarefa, não sou uma pessoa muito enigmática...risos..), a capacidade de identificação... perceber que há muito mais gente parecida comigo do que eu imaginava me reconforta bastante. Há cérebros em funcionamento no mundo e eles não estão tão longe do meu alcance quanto eu imaginava, obrigada.
O problema de entrar, ler e não comentar é que dá a impressão de que a pessoa não gostou do que leu, achou horrível e saiu correndo para vomitar...risos...(eca, detesto escrever esse tipo de coisa). O que, posso perceber, não foi o seu caso.
Mas eu quero contato, contato, contato...apesar de você estar certa, sou antisocial (embora talvez "introvertida" não seja a palavra mais adequada), mas gosto de conversar, de conhecer pessoas. Difícil um escritor que não se interesse pelo material humano. Não tenho de onde tirar outra fonte para criar gente se não conhecer gente. E prefiro conhecer gente que pensa. Por isso, se seu tempo permitir, entre sim em contato. Se existir mais gente nessa situação faço o mesmo apelo: comente, mande um e-mail, um sinal de fumaça, algo que me permita saber que pessoas estão lendo e gostando do que faço aqui. Pode ser carência, insegurança ou só vontade de me comunicar mesmo...mas enfim, adoro quando isso acontece. Obrigada pelo post-comentário...risos... pode digitar o quanto quiser e o haloscan deixar (sei que às vezes a coisa é meio descontrolada e quando a gente vê, escreveu uma lista telefônica no lugar de um comentariozinho discreto)... e seja sempre bem-vinda! Beijos.
"Interessante, exceto quando explicitamente solicitava as opiniões dos leitores eu não me decepcionava com a ausência de comentários [relevante dizer que nunca quis utilizar sistemas de monitoramento de acessos]. Meus devaneios são herméticos demais para se permitirem comentar. No entanto, seu caso é bem distinto: a intensidade e energia que dedica a este espaço e aos seus leitores -- mesmo os mais recentes --, e o envolvimento ao qual estes são impelidos torna especialmente doloroso o não comentar. E nisso me sinto desconfortável com esse momento de motivação insuficiente... e tenho dificuldades para deixar um simples "alô, passei por aqui...". Mas a alma continua aqui."
Gladstone
Querido, acabo de ler seus últimos posts e vejo que não posso reclamar de nada. Quando leio, raramente comento e fico tantos séculos sem aparecer que acaba acontecendo de eu deixar passar seu aniversário sem entupir-te de "parabéns", "parabéns", seja feliz, etc, etc...porque é muito importante para mim que você saiba que deve ser muito comemorada a sua existência neste planeta; tivemos apenas uma conversa via ICQ que atravessou a madrugada, mas já deu para notar a pessoa maravilhosa que você é.
Você se esconde, eu me abro....e você soube traduzir onde esta diferença "pega" da forma exata. Não se sinta desconfortável, fico feliz sempre que recebo um comentário carinhoso, ainda que seja conciso e quase lacônico, o que este, com toda certeza, não foi. Obrigada por estar sempre por aqui e, apesar de às vezes não parecer, não me esqueço nunca de você....aliás, de nenhum de vocês. Grande beijo!
posted by Sunflower
4:39 PM
Segunda-feira, Outubro 20, 2003
Pequena Vanessa
Ah, sim, claro, esqueci de comentar que encolhi. Isso mesmo. Depois de oito anos com 1,72m, ontem descobri-me com 1,69m... cheguei a achar que o equipamento estava estragado, mas isso é tecnicamente improvável. A criatura que me segue também foi medida, de sapatos, costuma ter 1,84m, aquela geringonça acusou 1,86...certo, não? 1,86m, menos 2 cm do sapato, 1,84...
Minha postura não está ruim, não terrível, pelo menos. Mas algo aconteceu para que eu encolhesse...o que será? Pensando em fazer RPG (reeducação postural global) para conseguir pelo menos mais um centímetro, para ficar pelo menos com 1,70m. Essa redução drástica me deixou meio deprimida....embora áreas deprimidas se contraiam...talvez eu esteja mesmo encolhendo...quem sabe não diminua até desaparecer? É uma possibilidade...
Como se não bastasse, engordei dois quilos. Mas isso eu já queria, não me deixou preocupada. Engraçado, não? Acho que sou mutante...comecei o blog alta e magra e vou terminá-lo baixinha e gorducha.
Esperando a criatura que me segue mandar as fotos que tiramos em Gramado para que eu poste alguma para vocês. Ou não, sei lá. Hoje não sei de mais nada.
posted by Sunflower
4:19 PM
Pensando na inutilidade deste blog. Quanto mais escrevo e leio aqui mais acho desinteressante, chato e cansativo. Isso acontece. É cíclico, quem acompanha há alguns meses sabe que de tempos em tempos tenho uma vontade quase incontrolável de fechar o blog e parar de escrever. Provavelmente passe, se não passar aviso que é sério antes de fechar. Talvez dê um tempo, um breve hiatus...aí todo mundo some e quando eu voltar o blog estará um grande nada, deserto.... não é todo mundo que consegue a proeza deste cara, que mesmo depois de um mês com o blog parado ainda recebe uma média de vinte acessos por dia. Se eu fico seis dias sem postar mal consigo cinco leitores.
A Blanda viajou, Claudio está enrolado nas provas da faculdade, Jesse desapareceu, meu espectro de leitores está diminuindo consideravelmente e tenho que admitir o fato de que as outras pessoas têm mais o que fazer e que talvez eu esteja ocupando o tempo de todo mundo, inclusive o meu, com bobagens.
Em contrapartida, tive alguns leitores novos aparecendo do nada esta semana, uma moça que assina Rita, o Pera, que conheço dos comments do Ed...isso sem contar os leitores transitórios, aqueles que estavam passando, comentaram e desapareceram...também tem os tímidos que lêem e não comentam nada. Seria injusto da minha perte ignorar que esse pessoal têm gasto seu tempo por aqui, ninguém é obrigado a ler o que eu escrevo e agradeço por vocês estarem doando alguns minutos preciosos de seu dia para me dar uma atenção.
Talvez ainda escreva mais alguma coisa hoje, acho que não. De qualquer forma, o blog está me cansando...de novo.
posted by Sunflower
3:11 PM
Domingo, Outubro 19, 2003
Dave, Dave, Dave
Está ficando chato ler todo dia sobre Dave isso, Dave aquilo? Desculpem se não tenho mais assunto, mas é natural esse meu estado de deslumbramento, não é?
Conversamos hoje sobre muitas coisas...falamos sobre esse encontro. Não vim até aqui para sentí-lo real, ele já era real para mim antes. Não vim para ter certeza de nada, porque já tinha todas as certezas antes de vir (isso é fé, não é? "Certeza das coisas que se esperam, convicção de fatos que não se vêem"). Vim mesmo para acertar as coisas por aqui, para minha mudança em Dezembro, para ficar mais perto dele, para recomeçar minha vida da forma certa.
Mudanças não me assustam quando são para melhor....a única mudança que me assustou me fortaleceu, a que ocorreu ano passado, com a morte do meu pai. Não acho que estou perdendo nada, os talentos que tenho me seguem onde quer que eu vá. Algumas coisas estou adiando um pouco, outras estou reorganizando, mas me sinto mais ganhando do que perdendo qualquer coisa.
Não persigo bênção alguma, creio que a bênção me segue porque o abençoador está comigo todos os dias, por isso não hesito em vir. Continuo escrevendo, me aprimorando, estudando, procurando crescer...amadurecendo dez anos em uma semana... Acho que nunca vivi tanto. E consegui algo inédito em minha história: vida criativa. Durante esta semana que vivi intensamente, também criei intensamente, escrevi em um dos romances (o que eu trouxe), escrevi também mais dois contos (sim, vou postar depois) e estou cheia de idéias... abençoado seja, Dave.
PS: Só não gostei de chegar aqui depois de um dia e não encontrar nem um mísero comentário...será que ninguém leu? Ninguém se interessou? Me senti invisível....mas tudo bem, continuo agindo naturalmente.
posted by Sunflower
1:18 AM
O grude :)
Dia agitado. Passando rapidamente para contar superficialmente nossas aventuras de sábado. Fomos a Gramado. Aliás, comecemos com as impressões porque não farei aqui uma descrição detalhada do passeio porque isto é um blog, não um folheto de roteiro turístico. Bem, só posso começar com: "o dia foi maravilhoso". Conversamos, conversamos, conversamos...caramba, como a gente fala. Aliás, a gente fala o dia inteiro, a noite toda e o pobre rapaz nem dorme direito mais porque ficamos conversando até tarde da noite e ele levanta cedo para trabalhar. Provavelmente serei a causa do aparecimento das primeiras rugas neste indivíduo branco. Coitadinho.
O saguão do hotel tem poltronas muito confortáveis, o que nos permitiria passar dias conversando sem que nossas costas notassem. Ok, parece papo de velho, mas quando fico muito tempo sentada em local desconfortável minhas costas ficam moídas, trituradas. O interessante é que falamos pelos cotovelos, mas nem nos damos conta disso...e no final do dia percebemos que ainda há assunto...e os assuntos nunca acabam...mas enfim, conversamos, comemos, passeamos...
Momento em que o sol poderia parar: nós dois, à deriva, no meio do Lago Negro, no pedalinho, olhando para o nada, em um momento altamente romântico....patinhos por todos os lados e casais pedalantes dispostos a nos atropelar a qualquer momento...e nós lá, felizes.... Aliás, o sol parou nesse momento....parou exatamente sobre as nossas cabeças, pois voltamos para Porto Alegre dois pimentões...não sei dizer exatamente qual dos dois está pior...mas valeu a pena.
Nos divertimos horrores, quando um não fala bobagem, o outro fala...e ficamos assim, entre piadas, abobrinhas, reflexões profundas sobre nossas personalidades (nossas: eu tenho uma, ele, outra), conversas interessantes e inteligentes sobre qualquer coisa, comentários sobre blogs, mundo virtual, meus textos, textos dele, nossos textos e declarações de amor absolutamente melosas. A parte mais engraçada, porém, é juntar os dois desajeitados, desastrados e completamente desligados... Tiramos fotos, aliás, demorei um pouco para convencê-lo do quão agradável seria ter um registro daquele momento especial ao meu lado...ufa...que homem difícil...
Passada a crise inicial, estou me divertindo muito, muito feliz, tendo a cada dia mais certeza de que esse homem especial é aquele por quem ansiei a vida inteira e do qual tanto sentia falta. O dia hoje foi maravilhoso.
posted by Sunflower
1:51 AM
Sexta-feira, Outubro 17, 2003
Muuuuuuuuuuuuuito feliz (tudo bem, ficou uma coisa meio bovina, mas vá lá)
Recebi um telefonema hoje, uma surpresa agradabilíssima por volta do meio-dia. Estava ouvindo música, tranquila no quarto do hotel quando, do nada, o telefone toca. Estranhei, não estava esperando telefonema algum. Desliguei o discman e atendi.
-Alô? - Pensei que fosse alguém da recepção, esperei o recado, mas ouvi: "Vanessa? Aqui é o Claudio"
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!! Vanessa agindo naturalmente: "Ah, oi! Tudo bem? Nossa, a carta já chegou?" ...risos... Claudio, que surpresa maravilhosa, meu amigo, estou eufórica até agora, nem sabia o que dizer...deu para perceber meu nível de desespero na hora? Acho que não, né? Mas saiba que adorei. Mesmo. Estava me sentindo meio sozinha ali, já que o Dave trabalha o dia inteiro e só aparece no final da tarde. Obrigada, viu? :)
Se eu soubesse as coisas (e principalmente as pessoas) maravilhosas que este blog poderia me trazer, teria começado com isso há muito mais tempo. Não diferencio vocês das pessoas que conheço no mundo real, aliás, diferencio sim, porque vocês eu conheço mais, conheço por dentro, é isso é ótimo. Aliás, vocês me conhecem de verdade porque eu permito que me conheçam aqui, no "mundo real" eu sou muito mais virtual.
Por isso não consigo mentir, não consigo enganar, não consigo aqui ser nada além de mim mesma, também não me interessa ser nada mais do que isso. Tenho meu nick (Heiter), mas todo mundo aqui sabe que meu nome é Vanessa, aliás, nunca escondi de ninguém meu nome completo e a única coisa que não abro aqui é a identidade do Dave, porque ele é caipira e não quer aparecer...risos...mas é um direito dele e eu não me intrometo na vontade de terceiros, nem invado o espaço de ninguém e é assim que gosto de ser.
Talvez hoje não consiga responder aos comments, mas já li todos e dei muitas risadas. Ah, salientando que a água mineral "levíssima" é levíssima por causa do ph baixo, não por ser light, mas certamente leva uma boa fatia do mercado porque quando se lê "levíssima" associa-se rapidamente a produto não-engordativo....risos...maravilhas que o mercado publicitário faz para enganar você :)
PS: Viagem prolongada. Ao invés de terça, devo voltar só na quinta.
posted by Sunflower
3:49 PM
Quinta-feira, Outubro 16, 2003
Tem gente que não sabe mesmo aproveitar a vida...uma senhora atrás de mim, durante o café da manhã hoje, conversando com outra senhora:
-Quer suco de laranja?
-Não, obrigada. É calórico.
Tia, tudo é calórico. Se quiser uma dieta "caloria zero", tome apenas água....vá para o sol e faça fotossíntese, se você for um indivíduo verde. Caso contrário, não há sentido em privar-se de um suco de laranja simplesmente por ser calórico....
PS: três posts hoje...estou retomando o ritmo normal, não? :)
posted by Sunflower
1:57 PM
Passou :)
Eu sou patética. Uma criatura risível. Depois do escândalo silencioso que fiz no post de ontem, como já era de se esperar, estou muito bem hoje. Conversamos, eu e o Dave ontem à noite. Saímos para comer alguma coisa (eu e meus programas de engorda...risos...) e conversar, conversar, conversar...bem, não é por falta de diálogo, né? Bem, compreendemos exatamente qual era o motivo daquele curto todo e consertamos o problema, entendendo que basta ter um pouco mais de paciência, porque afinal de contas, a situação é bastante nova, completamente insólita e assustadora.
E agora está tudo bem. Tudo muito bem, aliás, esquentou um pouquinho por aqui e já pude colocar umas roupas de Vanessa e me sentir mais em casa. Aliás, geralmente quando viajava, mal dava três dias e já ficava desesperada, me sentindo fora do meu habitat natural, quase sem ar, louca para voltar para casa. Agora não....aqui me sinto em casa, como se já pertencesse à esse lugar há muito tempo, como se tudo aqui fosse meu há séculos...
Passado o apavoramento inicial, eu e Porto Alegre estamos tendo uma comunicação bastante agradável...já eu e o Dave, como já é sabido, temos uma comunicação bastante agradável desde antes de nos conhecermos pessoalmente, nossos laços só se estreitaram nesses últimos dias, o que tem sido ótimo.
Conversei com a Blanda ontem de madrugada, mais de uma hora...nossos telefonemas são sempre assim, bem longos, a gente fala pelos cotovelos. Ela me disse algo que a princípio parece óbvio, mas que precisei ouvir para cair a ficha...o tempo que temos aqui é bastante curto, deixemos as crises, se houver alguma, para quando eu voltar, por enquanto o melhor a fazer é curtir...aproveitar o pouco tempo que temos e ter do que se lembrar, feliz, depois.
posted by Sunflower
1:52 PM
Respondendo aos Comments (sem links, sorry)
"Certa vez, li que o povo gaúcho é o povo mais culto do país, e o que mais lê jornal.
Talvez os caras do hotel até sejam gays, mas não por discutirem história..."
Curioso
Curioso, pode ser, pode ser, não conheci tantos gaúchos assim...embora os que eu tenha conhecido não sejam tão destacadamente mais cultos que os indivíduos de outros estados. Fora o Dave, o pai do Dave e um ou outro gaúcho, os que conheci se equivalem. Mas não há dúvidas de que é um povo que se destaca dos sul-matogrossenses, por exemplo, em informação, educação e respeito (talvez eu arranje briga com alguém por dizer isso, mas o que posso fazer?). Enfim, pode até ser, mas que a conversa era surreal, isso era....
"Um pouquinho de história política:
No RS, o Collor e o Fernando Henrique nunca superaram a votação do Lula (se dependesse só do resultado no RS, o Lula já estaria no quarto mandato consecutivo - e último, por sinal!).
Conhecendo bem o passado e o presente, evitamos de cometer os mesmos erros no futuro.
Um dia ainda vou estudar História na UFRGS... "
Curioso
risos...O interessante é que em certos aspectos o Rio Grande do Sul parece ser outro país...não é papo separatista não, mas conhecendo os outros estados, a forma do povo pensar, de agir, o jeito que as coisas funcionam (ou não funcionam) lá fora e comparando com aqui, percebe-se como essa região é avançada. O resto do país tem muito a aprender com o RS, nos erros (para não repetí-los, obviamente), nos acertos (cópia, cópia e adaptação :)) e em tudo o mais que não for uma coisa nem outra (o quê? ...risos...). A propósito, e eu também um dia farei história na UFGRS...depois que terminar Jornalismo, é claro, senão enlouqueço...risos.... Ah, claro, como é seu primeiro comentário, a saudação: seja bem-vindo ao blog e volte sempre que quiser! :)
"Van, O quê há com você?
Que história é essa de "único elo"?
Você lá precisa de blog para ficar de bem com você mesma?
E se der uma pane geral e o blogger for para o espaço, como é que você vai ficar?
Amigos (mesmo "virtuais") não vão sumi junto com o blog, acredite!
Quando é que você vai ter o computador em casa?
Um abração!"
:)
Ok, :), é que ontem eu peguei uma chuva emocional e os circuitos internos ficaram ensopados, causando um curto que quase resultou em incêndio...risos....
Mas há de se compreender, veja só: estou em um quarto desconhecido de um hotel desconhecido em uma cidade desconhecida, cercada de pessoas desconhecidas cuja única criatura que conheço também é, de certa forma, desconhecida. É pedir demais que eu aja naturalmente o tempo inteiro, não?
E o computador em casa terei quando chegar em casa, ué. Devo sair daqui terça-feira, chegarei na quarta e retomarei minha rotina mais ou menos normal. Grande beijo!
"Olá Van! Muito obrigado pelo 'ilustre'. Bem, foi a segunda vez q entrei no seu blog.. já tinha visto seus comments lá no Ed. Mas curti ele!! com certeza voltarei... já qto a masculinidade do 'Pera' que gramaticalmente era pra ser feminino.. é mais ou menos uma abreviação do meu sobrenome... hehe
ah.. e não fica em crise não.. as coisas se ajeitam qdo vc menos imagina...
até!! bjs!"
Pera
Hehe..Pera, depois que descobri que você não era uma moça, imaginei que o nick deveria vir do seu sobrenome. De qualquer forma, enquanto nosso amigo Edmund não volta a postar, nos entretemos com esse intercâmbio entre os leitores dele. Já apareceu muita gente boa por aqui, posso dizer que estou ganhando com o sumiço do rapaz....risos... Quanto à crise...é, você tem razão....éntrei em crise ontem e as coisas já se ajeitaram...risos.... Beijos!
"Ainda que não comentando, continuo presente."
Gladstone
Ei, mas não seja cruel, diga ao menos "oi" quando aparecer.
"Vanessa, você não é um INTP nem por decreto de cantor de tango. INTP's nem conseguem lidar direito com esse tipo de cenário emocional instável sem ter vontade de vomitar.
Mas vá lá. Eu espero que você se divirta, tenha uma ótima vida e que cace muitas perdizes."
Diego
Diego, então aquele teste estava furado....bem, eu sobrevivo. Entro em curto, tenho chiliques-ralâmpago, mas sempre sobrevivo. E não vomito porque acho nojento.
Mas não se prenda a rótulos, nem se delimite, sou pouco estável, contraditória e estou sempre me adaptando, ou estando completamente deslocada, dependendo da situação, assim como não posso prever minhas reações a determinados estímulos, mas sempre procuro permanecer da melhor forma possível porque passei anos acostumada a me sentir mal, agora só quero me sentir bem, muito bem e ser absolutamente feliz. Sei lá como.
Quanto às perdizes...quer algumas? Beijos!
"Hoje você está melhor, tenho certeza. Está ou não está, hein? ;o)
Beijos."
Blanda
Ah, estou, Blanda, completamente. Não há nem traços da histeria de ontem...risos...mas isso fica para o post de hoje. Beijos! (e obrigada pela longa conversa de ontem) ;)
posted by Sunflower
1:42 PM
Quarta-feira, Outubro 15, 2003
Curto-Circuito
Como achei um Cyber Café que ao invés de R$ 6 a hora cobra R$ 4, deu tempo de responder aos comments (nos comments, em uma postagem só, dêem uma passada lá), respondi mais ou menos, nada muito caprichado, mas já deu para manter um contato básico como eu gosto. Presenças ilustres, Fernando e Pera, que nunca ou quase nunca aparecem, e os amigos mais chegados, Blanda e Claudio, que eu adoro.
Estou um tanto quanto confusa hoje, o que deve ser natural. Dave fica sofrendo à toa porque insiste que eu conte as maluquices que passam em minha cabeça. Sofre à toa porque o que passa por minha mente agora pode ter sido resolvido amanhã, tudo corre em um ritmo bem rápido dentro de mim, às vezes até eu me perco. Dica para você, rapaz, que está solteiro, à procura de uma bella donna: não queira uma mulher inteligente demais, muito sensível e que tenha inclinação para as artes. É encrenca. Já aviso antes para que você não diga que ninguém te contou.
Escrevi para o Claudio hoje: "eu era tão equilibrada antes de isso tudo acontecer...acho que nasci para ser sozinha. Devia vir no manual de instruções: "Manter isolada, para o bom funcionamento dos circuitos internos".
Tudo bem, amanhã isso já deve ter passado (lembra que eu estava bem ontem?) e estou aqui, incomodando vocês à toa por não ter o que postar....ou por precisar deste contato....afinal de contas, este blog é o único elo que tenho (ainda que virtual) com minha realidade, comigo mesma. Por favor, não desapareçam.
Beijos!
posted by Sunflower
4:49 PM
Terça-feira, Outubro 14, 2003
O café
Antes de começar o post, não estou respondendo aos comments para dar tempo de escrever posts, mas os leio, estejam certos disso. E fico imensamente feliz por saber que vocês continuam vindo aqui e gostam do que lêem. Obrigada :) E não liguem para os erros, nada neste post será revisado.
Bem, das seis às dez da amnhã é servido o café da manhã no hotel. Obviamente a criatura inútil que vos fala faz questão de chegar quinze para as dez no solarium para o desespero dos rapazes que trabalham ali no breakfest. Mas quando chego lá ainda tem gente comendo. Procuro pegar quase tudo o que vejo pela frente e meu café acaba se transformando em um belo almoço e levo séculos para comer tudo, porque como bastante, mas como beeeeeem lentamente.
Escolhi uma mesa próxima à janela onde tinha uma boa vista do rio e das criaturinhas que se moviam para lá e para cá no centro da cidade. E, é claro, um monte de telhados, já que estávamos no décimo quinto andar. Logo a vista tornou-se monótona, nenhum monstro emergindo do rio, nenhuma catástrofe acontecendo na rua, nenhum prédio caindo, telhados desmoronando, nada de emocionante para ver, meus ouvidos me guiaram à conversa de dois rapazes, na mesa logo atrás da minha.
O diálogo era surreal (é feio ouvir a conversa dos outros?), eles falavam animadamente sobre a história da Prússia como se comentassem o jogo de ontem. Falavam sobre história da arte, sobre civilizações desaparecidas, sobre a história política da Europa...isso às dez da manhã, durante o café....presumi que eram gays. Não que homens heterossexuais não possam ter esse tipo de conversa....mas não sei, acho que esse tipo de papo, naquele nível de animação e sensibilidade....raríssimos heteros poderiam ter.....como essa espécie é muito, muito rara, encontrar dois deles conversando em pleno hotel pela manhã é como achar quinze ararinhas azuis confraternizando com meia dúzia de micos-leões dourados em pleno centro de São Paulo.
Fiquei a pensar...por que cargas d'água nossos belos seres do sexo masculino precisam ser homossexuais para conseguir ter uma conversa que não envolva mulher/sexo, futebol, carro e assuntos factuais? Não que gays não conversem assuntos factuais, futebol, carro e sexo, mas...ah, vocês entenderam.
Não reclamo, é bastante interessante o universo masculino, com suas conversas sobre mulher/sexo, futebol, carro e assuntos factuais, mas sinceramente, o diálogo da mesa atrás de mim foi tão absurdo que acreditei ter atravessado um portal para outra dimensão. Dois homens sozinhos conversando sobre história da Prússia às dez da manhã durante o breakfest em um hotel...definitivamente, era uma alucinação.
posted by Sunflower
5:51 PM
Segunda-feira, Outubro 13, 2003
On the road
Tudo bem. Sobrevivi às 28 horas de viagem de Campo Grande a Porto Alegre. Na verdade foi até divertido....para ser sincera não sei, pois devo ter dormido 25 horas do total, acordando apenas para comer e, eventualmente, assistir a algum filme no ônibus. Brendan Fraser me perseguiu a viagem inteira, o motorista devia ser fã dele, pois dois títulos o tinham como protagonista.
Dave...pois bem, o Dave é exatamente como imaginei, exceto pelo fato de ser ainda mais cuidadoso, o que, devo confessar, me irrita de vez em quando. Diz minha mãe que minha imagem briga com minha personalidade, começo a acreditar nisso. Devo parecer uma criaturinha frágil, delicada, quase uma bonequinha de louça ou aqueles cisnezinhos de vidro que a qualquer esbarrão quebra-se o pescoço. Enfim, alguma coisa infinitamente no diminutivo devo parecer. Ou talvez demore algum tempo para ele se acostumar à idéia de que eu existo e não é um vento frio ou dois segundos sem comer que me fará desaparecer da face da Terra. Paciência.
Tenho uma profunda pena do Dave, talvez ele não saiba onde se meteu. Talvez não, tenho certeza absoluta de que ele não faz idéia de onde foi amarrar seu camelo. Mas ele é paciente e talvez seja a única pessoa no mundo a aguentar uma Vanessa, o que, vocês devem saber, não é uma tarefa fácil.
Mas é um amor. Uma criatura adorável. Educado, carinhoso, cuidadoso, prestativo, amigo, muito inteligente e com um senso de humor fora do normal. Demorou, mas talvez eu tenha acertado...demora para a gente perceber exatamente o que deve procurar. É o primeiro rapaz por quem me interesso que me chamou a atenção não pela aparência, mas pelo conteúdo. Antes eu procurava só a embalagem...e só encontrei embalagens....mas embalagens são descartáveis e a gente não pode se apoiar nelas.
Sempre digo que se a pessoa não tem conteúdo, não é nada, afinal de contas, o tempo passa e a beleza vai embora...acidentes desfiguram belos rostos e sempre há uma lata de ácido pronta para se jogar na cara de algumas pessoas (tudo bem, exagerei agora, mas foi só para dar um impacto maior ao texto), enfim, descobri que priorizar conteúdo vale a pena...coisas que só a internet faz por você.
Não ele não é um psicopata...talvez eu seja, mas minha psicose está absolutamente controlada e até o presente momento não tive vontade de matar ninguém, o que é um alívio para a humanidade que me cerca. Corri o risco...não, não corri. Eu o conhecia muito bem, as chances de errar eram mínimas, se não nulas.
De resto, tudo bem. Li os comments, mas hoje não dará tempo de responder, amanhã prometo que passarei horas neste cyber café com o único objetivo de estabelecer contato com vocês, terráqueos. Ah, claro, Blanda, me mande seu telefone de novo (para hkanswitch@bol.com.br) porque esqueci em casa a agenda e estou feito uma louca procurando em qual e-mail o recebi.
Gerusa, obrigada pelo cartão, adorei :)
Beijos a todos e amanhã estou de volta ao blog, direto de Porto Alegre, passando um discreto frio e com a cabeça completamente embaralhada. Espero que apareçam.
posted by Sunflower
3:42 PM
Sexta-feira, Outubro 10, 2003
Eis que o universo conspira para que não haja mais posts neste blog por hoje
Da primeira vez estava terminando o post quando acidentalmente fechei o browser e tudo foi para o espaço....da segunda vez cliquei em "ver seu blog" para abrir o blog em outra janela e ele abriu na mesma janela, fechando o editor na minha cara e apagando tudo o que tinha escrito, droga. Resolvi escrever direto no gerenciador para poupar tempo, mas vejo que melhor seria ter apelado para o word pad. Tudo bem, tudo bem.....
Quando você ler este post estarei dentro de um ônibus, seguindo para Porto Alegre, para encontrar o meu Amor. Pensando em vocês, é claro, aqui, abandonados por um, dois ou três dias....prometo que a primeira coisa que farei na segunda será caçar um Cyber Café para postar algo por aqui, fiquem tranquilos. (Alec, vai ter post de lá, pode esperar)
Li todos os comentários e amei, sério mesmo, obrigada, amigos. Fico feliz em saber que gostaram do conto Claudio, fiquei sem palavras ao ler seu comentário, será que é para tanto? Mas obrigada :). Agradeço também à Blanda, que me aturou por quase duas horas ao telefone hoje...risos...amei o que você disse sobre o conto também, sabem o quanto isso me fortalece e me faz feliz.
Obrigada a todos os que me desejaram boa viagem e às duas moças que comentaram aqui pela primeira vez, minha amiga Moça e Mariah 1979. Obrigada, gente, são sempre bem-vindas!!! Assim que eu puder respondo os comments porque adoro fazer isso.
Não conseguirei ficar muito tempo longe do vício, mas terei muita coisa para fazer por lá, aproveitarei bastante e voltarei cheia de novidades. Continuem vindo por aqui que terão Vanessa em doses homeopáticas, mas terão, certo? Agora vou reunir minhas tralhas, tomar um café da manhã reforçado, respirar fundo e ir...
Confesso que se pensasse no que estou fazendo acabaria desistindo....mas não vou pensar porque quero viver. Passei a vida toda pensando, pesando os prós e contras e acabei não fazendo nada...desta vez resolvi me permitir ser feliz. Arriscar, jogar tudo para o alto e cometer algumas maluquices por amor. Afinal de contas, digam o que disserem, só se vive uma vez. Conto no máximo na segunda o que aconteceu em meu primeiro fim de semana em Porto Alegre....
Obrigada e grande beijo a todos os que me desejaram "boa viagem", tenho certeza que será boa e que dará tudo certo. Beijos aos que ainda não passaram por aqui. Aos atrasados, aproveitem os dias em que estarei fora para atualizar a leitura aqui no Another Monster.
A gente se vê. ;)
posted by Sunflower
6:41 AM
Quinta-feira, Outubro 09, 2003
Momentos de desespero
Um dia para a minha viagem...é isso mesmo, viajo amanhã. Tenho alguns e-mails para responder antes de ir e espero conseguir deixar tudo em dia para não viajar em falta com ninguém. Morrerei de saudades, mas não os abandonarei. Terei algum tempo disponível à tarde, durante a semana, enquanto o Dave estiver no trabalho. Então, durante meus passeios por Porto Alegre aproveito para caçar um Cyber Café e postar alguma coisa. Se não tiver tempo para grandes posts, faço pequenos posts e colo "reprises" de alguns textos que gosto e que ficam perdidos, abandonados nos Arquivos que ninguém nunca lê.
Bem, vocês, leitores mais antigos, que me acompanharam durante minha viagem para Santa Maria e para São Paulo, no início do semestre, sabem que costumo postar on road. Dessa vez terei mais coisas para contar e certamente o farei. Conto com a colaboração de vocês. E calma, esse ainda não é o último post antes da viagem. Passarei acordada a madrugada de quinta para sexta e só sairei da net na hora de ir. Então, até amanhã!
posted by Sunflower
4:11 AM
Para quem pediu um conto: (um pseudo-conto?)
O encontro
Sempre aquele lugar. Era cansativo olhar sempre a mesma paisagem, mas era familiar, e bastava. Começava a esfriar e talvez não fosse a melhor idéia continuar ali naquela sacada recebendo o vento gelado da madrugada no rosto. Mais uma olhada na paisagem, como se ela fosse sair dali, a casa cor de telha à esquerda, com seu bonito jardim e folhas secas boiando na piscina, o outono nunca colabora. O condomínio estava todo dormindo, era quase impossível acreditar que ele era a única criatura acordada àquela hora. A quadra de esportes, quase sempre cheia de adolescentes jogando basquete, agora jazia, gelada, esperando que o sol a tirasse daquele quadro sinistro. Pagava caro demais para que economizassem luz no pátio daquele jeito, de cada três postes, apenas um estava aceso, era realmente assustador, as árvores seminuas desenhavam mãos e dedos fantasmagóricos pelas paredes. Ainda assim aquela brisa congelante era a melhor coisa que ele podia sentir, reconfortante, familiar...o frio. Pensando melhor, era hora de encarar o pequeno apartamento solitário mais uma vez.
Ela estava triste...não, não era tristeza, era melancolia. Saudade, sensação de estar no lugar errado, ou ao menos bem longe do lugar certo, vontade de chorar, de lembrar, de ter porque ou por quem sorrir. E nem tudo era ruim, na verdade na maior parte do tempo as coisas eram divertidas ou ela conseguia esconder que estava triste, o problema era quando ela estava sozinha, como agora. Não podia chorar, ninguém veria, mas ela não podia chorar, não queria, não conseguia. A dor era a mesma e não passaria com lágrimas. Grande coisa. Era o tipo de noite em que a escuridão encobria até mesmo as estrelas e que nada se via que inspirasse o mínimo que fosse de esperança. O frio...não estava tão frio a ponto de ela sentir cortar a alma daquela forma, mas a solidão é fria, dói, fere, traz a ausência de sons, a impressão de que tudo ficou maior ou talvez ela tenha diminuído.
Nada o tiraria daquele estado, por que aquele copo de conhaque na mão se não tinha com quem dividí-lo? E se tivesse, não iria querer conhaque, preferiria as sensações apuradas que só a sobriedade proporciona, iria querer se lembrar de cada segundo, de cada centímetro de pele que tocasse, de cada fio de cabelo que lhe roçasse o rosto, de cada suspiro, cada beijo, cada respiração que pudesse sentir...
E por que não? Por que não se permitir qualquer coisa mais uma vez? Sentia-se lesada por passar mais aquela noite sozinha, como se a vida passasse e ela continuasse ali, no nada, sem mover-se, sem viver, passando também, pouco a pouco, deixando de existir. Levantou-se da cama, não fazia sentido deitar e sofrer, entregar-se à solidão, à dor seca que lhe cortava o peito. Por que as horas demoravam tanto a passar? Por que era tão difícil encarar a si mesma, por que era tão doloroso encontrar-se com sua alma, com sua vida?
Tempo ocioso. Era tudo culpa do tempo ocioso. Se tivesse mais coisas a fazer certamente não lhe sobraria tempo para sofrer daquela forma tão inútil. Mas o que ele poderia fazer às três e quinze da madrugada? Dormir? Se pudesse...se conseguisse...mas nem isso. Às seis deveria se arrumar para o serviço, trabalhar o dia inteiro para não pensar, chegar em casa, já noite, exausto, comer alguma coisa e desmoronar na cama....e acordar às duas da manhã sentindo aquele estranho vazio no peito.
A angústia. Até a própria palavra angustia. Não era dor, era uma sensação estranha, de aperto no peito, estaria ela tendo um infarto? Provavelmente não, porque era alma, ela sentia que era alma....alma infartava? Pelo menos nunca ouvira falar. E aquela angústia começou a subir, desde o estômago, trancando tudo o que encontrava pela frente, até parar na garganta, quase saindo pela boca. Precisava chorar, queria chorar, mas não, não conseguia. Ainda. De novo. Não podia.
Era como se ele fosse metade do que deveria ser...mas o que lhe faltava? Uma bela companhia? Não, era mais do que isso. Só podia ser mais do que isso. Tinha que haver mais do que tudo o que experimentara até então, deveria existir, mas onde? Como? Quando encontraria? Encontraria? Teria que procurar para encontrar? Onde procuraria? Entre tantos rostos, como a identificaria? Só em pensar já ficava cansado. Bom sinal, talvez conseguisse dormir...para isso o primeiro passo seria deitar-se na cama.
Mas não apenas na cama, queria alguém com quem se comunicasse bem em outros aspectos também, em todos os aspectos. Estava cansada de procurar e não encontrar nada entre as orelhas dos homens que cruzavam seu caminho, estava exausta da busca inútil, cansada da espera eterna, cansada da conclusão à qual chegara: a vida era aquilo mesmo. Aquela desilusão toda, aquela escuridão, o frio, o aperto no peito, a solidão, o nada, a dor. Isso era a realidade, o resto, fantasia, ilusão, mentira, engano.
Desligou o telefone. Quem ligaria errado àquela hora da madrugada? Outro insone....teve pena, certamente se sentira sozinho e resolveu ligar para a tal Madalena, para, quem sabe, aquecer sua vida. Tinha dito que nunca mais faria aquilo, mas não havia outro jeito, estendeu a mão, tomou o frasco, abriu, tirou de dentro um comprimido, jogou-o na boca e o engoliu a seco. Teve pena de si mesmo...ao menos o confuso insone ainda tinha para quem ligar e ele....
Nada. Rolava de um lado para outro e o sono não vinha...também, pudera, acabara de se levantar...fechou os olhos mais uma vez e imaginou-se em uma bela cena, na qual gostaria de acreditar. O sono veio sem avisar e ela mergulhou na cena
Ele a via com pouca nitidez, mas sabia que ela estava ali, de costas, sentada em um banco do parque, cercada de folhas secas no chão. Aproximou-se, a imagem era linda, ela parecia existir em sépia, como um retrato antigo que nunca se acaba. Fundia-se com as folhas, não sabia mais o que era folha, o que era ela. Tocou em seu ombro.
Sentiu aquele toque como se tivesse esperado por ele a vida inteira, como se de repente fosse inteira, como se deixasse de viver de espera, tristeza e vazio. Sentiu naquele toque que a vida a chamava, de algum lugar deste planeta, dizendo que sim, ainda havia motivo para ser feliz.
Era a pele. A pele que procurara durante tanto tempo, continuação da sua, também a alma continuação da sua, como se fossem um, e nunca tivessem deixado de ser.
E sabia. Poucos segundos depois, as duas imagens desvaneciam-se na neblina de sonhos que não se mostram. Lentamente, enquanto outras imagens corriam do lado de dentro, lá fora o frio e a escuridão dissipavam-se com os primeiros raios de sol da manhã. Acordaram, mas sabiam... em algum lugar, algum dia...a estranha certeza de que aquilo poderia ser real, se soubessem esperar.
posted by Sunflower
4:08 AM
Terça-feira, Outubro 07, 2003
Meu equipamento está um horror, além de eu ter falado baixo para não acordar mamãe, por isso sei que a qualidade da gravação está péssima, mas foi só para dizer "oi" mesmo:
olá!!s.mp3
Ok, não está funcionando. Ao menos não funcionou nem com a Blanda, nem comigo. Quem conseguir acessar a mensagem sem receber a página de erro do blogger, me avise, porque talvez seja erro do servidor mesmo. Bem, depois ouço novamente e posto o que eu disse aqui...risos....
posted by Sunflower
6:41 AM
Segunda-feira, Outubro 06, 2003
Vanessa deita no divã enquanto Vanessa faz anotações, de óculos, sentada na cadeira ao lado
Momento da auto-análise (Ou: Another Monster também é psicoterápico)
Eu sei, eu sei, três dias de ausência na internet é muita coisa. Aliás, o tempo corre em uma velocidade diferente no plano virtual e às vezes fica complicado conciliar essa rapidez alucinante com as pequenas coisinhas do tempo no plano real. Mas se a gente não conseguisse não existiriam blogs, muito menos blogs periodicamente atualizados, não é mesmo? Bem, a correria tem sido grande (faltam quatro dias para a minha viagem!!!) e não sou muito boa para organizar as coisas, nem mesmo o tempo, o que me faz perder minutos preciosos fazendo sei lá eu o quê e quando dou por mim acabei não fazendo nada de realmente produtivo.
Por falar nisso, a produção está parada...os livros estão todos em stand by e a mudança repentina provavelmente impedirá que eu conclua algum deles ainda este ano, como planejava. Depois de Janeiro tudo estará mais tranquilo e, lá de Porto Alegre, retomarei o serviço do ponto em que parei. É complicado isso porque acabo tendo que reler quase tudo para entrar no pique novamente e não cometer nenhum erro, quer dizer, é bem trabalhoso, mas nada que não dê para ser feito.
Escrever nunca foi difícil para mim, talvez por eu ter começado muito cedo e desde muito nova fui estimulada a gostar de ler....o gosto pela escrita foi consequência natural, já que rapidamente me descobri capaz de criar histórias com aquelas letrinhas, minha imaginação fértil e capacidade de observação. Aprendi a ler sozinha há vinte anos e também desde os três anos escrevo...quer dizer, não vá imaginar que aos três anos de idade eu fazia altos contos, artigos, romances, poemas ou coisa que o valha, não, eu aprendi a escrever, não quer dizer que usasse isso para muita coisa...risos... só começou a dar problema quando saí da fase de recreação (berçário, maternal, jardim I), mudei de colégio e fui para um Jardim II metido a pré-escola.
A professora estava começando a ensinar as vogais para os pequenos analfabetos de 4 e 5 anos quando eu, achando que estava fazendo grande coisa, a chamei em um canto e, bem feliz, recitei o alfabeto inteiro, acreditando que ela acharia legal, se sentiria feliz por eu saber alguma coisa e ela nem ter tido o trabalho de ensinar. Lêdo engano...a moça me olhou com reprovação e respondeu "é assim, mas eu não quero que você saiba disso agora, não deve repetir para os seus colegas, estamos aprendendo primeiro o A-E-I-O-U" . Ponto final.
Simpaticíssima e com a sensibilidade ideal para cuidar de crianças pequenas. Não me lembro o que aconteceu depois, só sei que, apesar de triste, não me envergonhei do que sabia e ainda não entendi o porquê de não poder saber, já que era exatamente para saber que as outras crianças estavam aprendendo...eu só estava adiantada, por meu esforço próprio. No entanto, aprendi uma lição preciosíssima e absolutamente inútil naquela tarde: para ser aceita eu deveria tentar ao máximo fingir que era mais ou menos como as outras crianças, ao menos aparentemente.
E jamais deveria alardear as coisas que eu sabia ou que fazia muito bem. Grande bobagem porque acabei entrando em crise no final da infância porque era nitidamente um ET junto das outras crianças e, por mais que tentasse me esforçar (não que eu tentasse tanto), não conseguia ser aceita. Até que cansei dessa história de ser aceita e fui viver a minha vida, ignorando que existiam grupos ou criaturinhas semelhantes a mim, ao menos em tamanho.
Mas a lição que aquela professora ignorante me passou naquela fatídica tarde de 1985 deixou seus rastros: a dificuldade absurda que tenho em admitir as coisas que faço (e que sei que faço) bem, aceitar elogios (afinal de contas isso seria admitir que sou boa em alguma coisa) e, o pior de todos os bloqueios: o medo de mostrar o que sei, o que faço e o que sou para as outras pessoas...por isso os livros nas gavetas, os textos nos cadernos, por isso a importância deste espaço -sim, deste blog- em meu crescimento pessoal, afinal de contas, antes dele ninguém havia lido um texto meu (exceto minha mãe, claro).
( Por aí entende-se também a importância daquele artigo meu publicado no jornal on-line da faculdade; por menor que fosse o veículo, o texto passou por análise antes de ser aceito, isto significa, destrinchando o frango, que alguém leu e gostou.)
Engraçado é que sempre fiz ótimas redações, com as maiores notas de todo meu curículo escolar, já tive minhas redações de vestibular publicadas entre as melhores, alguns poemas elogiados e doses homeopáticas das minhas habilidades literárias por aí.
Mas por que você nunca leu uma história que escrevi? Por que ninguém nunca leu? (exceto minha mãe, que as adora...risos...) Simples, porque nunca as publiquei. E por que nunca as publiquei? Porque nunca quis concluí-las, com medo de que tivesse de mostrar a alguém e sentisse a rejeição daquela professora. (Aqui abro um parêntese: não pense que eu já tinha pensado nisso, estou fazendo as associações enquanto escrevo este post).
Depois de disponibilizar fragmentos do que sou e do que faço por aqui (e descobrir que vocês, pessoas que escrevem bem, acham que eu realmente escrevo bem), tomei a decisão de arriscar, concluir um dos livros e publicar....aí, seja o que Deus quiser. E farei isso. O mais breve possível, porque essa bobagem tem que ser resolvida na minha cabeça. Se todo mundo detestar, paciência, ao menos algo por mim eu terei feito. Não consigo gostar dos meus textos, dos meus livros, sou sempre extremamente autocrítica.
O engraçado é que nunca tive essas barreiras com os desenhos...como eles nunca foram muito importantes para mim, nunca me importei em mostrá-los por aí...embora também os ache péssimos, apesar de ter consciência de que são melhores do que quase tudo do gênero que eu já tenha visto por aí. Pois bem, para que vocês tenham noção da neurose: o livro mais avançado, do qual certamente quem me acompanha há mais tempo se lembra de eu ter comentado, é um romance ambientado na Segunda Guerra Mundial, aquele em que uma das personagens - mais precisamente a filha do casal protagonista- chama-se Heiter, aliás, este é também o segundo nome da personagem principal, Hannah Heiter Kanswitch.
O pior de tudo não foi escrever, porque isso nunca foi difícil para mim, tudo sai com a maior naturalidade, o problema foi a extenuante pesquisa que fiz -e ainda faço- a respeito do tema. Mas não extensa o suficiente para justificar o período em que o Romance está em desenvolvimento. Tive a idéia em 95, aos 15 anos e fiz os primeiros esboços no ano seguinte, aos 16. Perdi a conta de quantas vezes reescrevi a coisa, conforme ia aprimorando minha narrativa, para que o início não destoasse tanto do desenvolvimento e da conclusão, afinal de contas, o troço já tem sete, quase oito anos sendo escrito e tem que ser muito bom para valer esse tempo todo....existem escritores que demoram dez, doze anos em uma obra, mas quanto mais tempo se sabe que foi gasto em um livro, mais exigente o público se torna. Se a coisa foi escrita em seis meses, um ano ou pouco mais, qualquer erro, por mais criticado que seja, é absolutamente perdoável.
Então, entro em meu círculo sem fim (e qual círculo tem fim, Vanessa?), enrolando por medo de ser rejeitada e aumentando a expectativa de possíveis futuros leitores..e quanto mais passa o tempo, mais eu quero que melhore e mais tempo levo nisso... agora meu motivo é bem concreto, como não me sinto em condições de escrever no ritmo de antes, escrevo um pouquinho todos os dias (por isso milhares de cadernos ao lado da cama) e me concentro na vida que nunca tive...paro de escrever por alguns instantes e saio para viver intensamente.
Sempre carrego um caderno, um blog, um editor de texto, um bloco de anotações, mas nada é mais importante neste momento do que a história que estou vivendo e que não escrevi, escreveram para mim. O maior Escritor que existe e que fez todo esse maravilhoso livro do qual estou amando participar, a vida que nunca me permiti ter e que Ele preparou para mim. O resto pode esperar...não muito, mas alguns meses sei que pode esperar.
PS:Acabei respondendo os comments nos comments mesmo.
posted by Sunflower
4:10 AM
Sexta-feira, Outubro 03, 2003
Coisas estranhas que acontecem neste blog
No post de ontem tive quatro comentários...e nenhum deles referia-se ao post...três deles eram de pessoas cujos blogs visitei antes de atualizar o Another Monster e um do Claudio, avisando que postou a carta (Êba! Aviso assim que chegar). A impressão que tive é que ninguém leu o troço que demorei um século para escrever. Mas tudo bem, c'est la vie...
Coisas estranhas que acontecem em minha vida
Saímos hoje eu e mamãe para ir ao supermercado e depois fui com ela à hidroginástica (ela fazendo e eu assistindo, é claro). Incrível como ela se destaca das outras mulheres até na piscina. Primeiro, a esmagadora maioria usava, sabe-se lá por quê, maiô azul-bebê e touca também azulzinha....parecia uniforme, ou meia dúzia de irmãs gêmeas. Mamãe estava com um maiô marrom e touca preta. Era também a única que não era branca, que estava com tudo firminho, no lugar e, com apenas o rosto e o pescoço para fora d'água, dava para ver como era a mais bonita de todas elas...e não digo isso por ser filha não, mas ela é mesmo linda, tem um rosto lindo, um corpo lindo, olhos lindos, um lindo olhar, uma cor linda, uma alma linda, um coração maravilhoso...e além de tudo era a única que sorria. Ela é uma pessoa muito especial.
Saímos de lá e eu, que tinha recebido à tarde um telefonema da Juliana, um convite para o aniversário de uma amiga, Nayara, tomei um banho, troquei de roupa, tasquei minha maquiagem na cara e fui me encontrar com elas na faculdade. A noite foi bem agitada, todo mundo bebendo e eu, no refrigerante, aturando bilhetinhos de um senhor embriagado e totalmente desprovido de beleza que estava na mesa ao lado. Ao final de tudo (foi até divertido, principalmente conversar com o pessoal depois de tanto tempo), descobrimos que o som do carro da Ju havia sido roubado. O cabo da bateria estava cortado...felizmente um amigo dela, Felipe, fez uma gambiarra e acabou garantindo ao menos a volta dela, eu acabei voltando com a Mariana.
Conversamos bastante, amenidades, amenidades, claro. Brincamos, elas promteram ir ao meu casamento em Porto Alegre (só falta escolher o dia, mês e ano...risos...), pegaram meus e-mails e prometeram escrever. Estava pensando se seria uma boa idéia dar o endereço do blog antes de ir...mas não sei se elas estão psicologicamente preparadas para isso. As meninas são todas legais, nos damos super bem (apesar de alguns atritos que tive com umas delas ano passado...mas ano passado eu não estava normal), os meninos também, mas não consigo me sentir à vontade nesses lugares e nem quero. Tiraram fotos no local para um site de Campo Grande, amanhã à noite eles publicam e vejo se posto por aqui também. Eu, Nayara, Juliana e um sorriso muuito natural. Nunca apareço nesses sites (e tenho horror a isso) porque não saio, mas seria muito feio pedir para não sair na foto e fugir para o banheiro. Já que estava lá...
Senti muita falta do Dave. Havia dois casais na mesa, um casal apaixonado e outro se aturando. Fiquei com vontade de estar com ele ali, provavelmente o senhor desprovido de beleza física não teria se sentido tão à vontade para me mandar os quatro recados que escreveu no guardanapo. Não fui mal educada, quando passei perto da mesa deles ele me chamou e perguntou se eu não responderia, eu disse que não e agradeci pelos elogios. Não tinha motivo para ser grossa, os bilhetes não eram de baixo nível, só elogiosos. Ele não estava cometendo nenhum crime, mas aquilo me incomodou, hoje estou meio ostra e não me interessava ser notada. E a vontade de estar contigo, Dave...até dói.
Daqui a sete dias estarei preparando as minhas coisas para a viagem porque sairei daqui bem cedinho. Sete dias...uma semana...começa a me dar um frio na barriga... (por favor, se você leu apenas este último parágrafo, volte ao topo do post). Está quase tudo certo para a viagem....só falta o tempo passar.
PS: Hoje cheguei mais tarde e acabou não dando tempo para visitar os blogs e fazer a lista dos atualizados.
PS2: Amanhã posto as respostas a mais um bloco de comments.
PS3: De tantos posts no estilo "minhas férias", como este, isso aqui vai acabar virando um "querido diário" de adolescente. Espero voltar ao normal logo.
posted by Sunflower
6:46 AM
Alguns comentários. Heiters, confusão e fotos:
"Espero que a comunidade científica saiba o que está fazendo... São imprevisíveis as consequências para o equilíbrio ecológico quando essa espécie começar a se reproduzir. :P Mas a experiência não deixa de representar um progresso, portanto, cuidado com os predadores! Felicidades!"
Hipácia
Hahaha....é, Hipácia eu também espero que eles saibam o que estão fazendo ao aproximar as jaulas e, posteriormente, unir os dois exemplares em uma só jaula. Eu realmente não faço idéia do impacto ambiental que a reprodução das Heiters pode causar, mas isso também está sendo estudado pelos especialistas. Quanto aos predadores, não se preocupe, Heiters estão, definitivamente, no topo da cadeia alimentar :) Beijos e obrigada!
"Olá querida amiga!
Vou comentar tudo de uma vez só, num comentário só, porque os posts que eu quero comentar já foram comentados e respondidos, snif... trabalhei muito ontem, não deu para escrever nada.
1) Obrigada pela citação e o que disse de mim. Nem preciso dizer que é recíproco, né? Te adoro.
Bem também terei que responder ponto a ponto o seu comentário. Primeiro, acho que a gente vai ficar nessa rasgação de seda até morrer, não tem jeito, você é um amor.
2) Momentos de confusão são normais, porque a gente tem medo da felcidade. Já falamos sobre isso e... nada de ter medo agora, hein?
Senti um leve puxão de orelha, foi? Ok, ok, passou, prometo que não terei mais medo...ou ao menos não me deixarei mais dominar por ele.
3) Acho que os Heiters são de uma espécie próxima aos Blandys, outra espécie rara também.
Hahaha...é verdade, acho que os Blandys já estão sendo estudados há mais tempo, não? Pois o macho da espécie já havia sido encontrado há pouco mais de um ano. Está sabendo dos avanços científicos a respeito dessa espécie?
4) Adorei as fotos novas, muito boas. E quanto a colocar fotos do seu amor, acho que todos vão querer ver, a galera está curiosa, né? Risos...
Obrigada, achou boas? Prova de que é mesmo minha amiga, né?..risos... Bem, a curiosidade tem chegado a níveis inacreditáveis, depois te conto. No entanto a maioria dos leitores tem se mostrado paciente, um poço de compreensão, o que muito me agrada. Quando tiver a foto do casal de Heiters pretendo postar.
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